Máquinas e Equipamentos

15 de dezembro de 2015

Controles: Aumento de eficiência e corte de custos justifica autalização tecnológica

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Controlador lógico-programável fornecido pela Schneider Electric

    Controlador lógico-programável fornecido pela Schneider Electric

    Não faz muito tempo que os antigos aparelhos de telefone eram considerados muito úteis para facilitar as comunicações entre as pessoas. Ainda são úteis, é lógico. Os seus recursos, no entanto, hoje parecem jurássicos quando comparados aos dos celulares mais modernos. A disparidade tecnológica entre os dois tipos de aparelhos cresceu de forma assustadora nas últimas duas décadas. Algo muito parecido vem acontecendo com os equipamentos de transformação de plástico.

    Em um passado não muito distante, máquinas como injetoras, extrusoras e sopradoras, entre outras, operavam com ajustes feitos mediante recursos bem modestos. Hoje, elas possuem controles muito mais sofisticados. Dotados de tecnologia de ponta, eles são bem mais fáceis de serem manipulados e proporcionam resultados surpreendentes. Todos os movimentos da máquina são coordenados, de forma a se atingir ciclos mais velozes, com economia de energia e menor desgaste dos componentes mecânicos.

    Os mais evoluídos chegam a interferir com “inteligência”. Corrigem as condições originais previstas nos ciclos de produção de forma a tornar repetitivos os parâmetros de funcionamento mais adequados. Também ajudam no processo de manutenção, emitindo alertas sobre a necessidade de realização de procedimentos periódicos ou indicando o ponto em que houve algum tipo de quebra. Em outras palavras, proporcionam aos transformadores alcançar ganhos de rentabilidade significativos.

    Não por acaso o retorno financeiro positivo proporcionado pela tecnologia tem sido fator importante para os fabricantes de equipamentos convencerem os clientes a investir na substituição de modelos antigos, mesmo em tempos de ventos econômicos pouco favoráveis. Para fazer jus aos argumentos de venda, a indústria de base tem investido pesado no desenvolvimento de projetos nos quais a mecânica incorporada responde com agilidade aos comandos dos controles avançados, oferecidos por fornecedores especializados.

    Entre esses fornecedores, alguns têm marcas bastante reconhecidas. Podem ser citados a brasileira Altus e empresas multinacionais, como Schneider Electric, Gefran, Moog, Mitsubishi e B&R, entre outras. A partir de hardwares desenvolvidos de forma interna, essas empresas criam softwares customizados, desenvolvidos para atender as necessidades particulares de cada processo de fabricação de peças plásticas. Para elas, as vendas estão diretamente ligadas ao desempenho da indústria de base. Não por acaso, nesse ano, os negócios não estão lá essas coisas. De qualquer forma, tecnologia de ponta sempre atrai a atenção dos compradores e proporciona potencial de negócios atraente.

    Em paralelo ao desempenho do mercado de máquinas novas, outro nicho oferece oportunidades interessantes aos especialistas em instrumentos eletrônicos. São realizados bons negócios junto aos profissionais que trabalham com a reforma de máquinas antigas. Um detalhe importante: em casos de retrofit, os controles mais modernos funcionam de forma eficaz se as máquinas contarem com componentes mecânicos adequados aos seus recursos. Caso contrário podem ser comparados aos modernos celulares funcionando fora do alcance dos ambientes Wi-Fi, não podem ser utilizados em sua plenitude.

    A voz dos clientes – A preocupação de oferecer equipamentos dotados com controles de alta tecnologia e eficiência abrange representantes da indústria de base em todo o mundo. Entre as empresas brasileiras também. Um exemplo ocorre com a Pavan Zanetti, conhecida fornecedora de sopradoras e injetoras. “Utilizamos em nossas máquinas controles lógico-programáveis de última geração”, garante o diretor comercial Newton Zanetti.

    Os fornecedores de controles são selecionados pela empresa a partir de uma lista cadastrada. No caso das sopradoras, fazem parte desse time Altus, Gefran, Moog e Mitsubishi. Nas injetoras, são usados os controles Gefran. “A seleção é feita caso a caso, cada linha de máquina oferecida pela empresa tem CLP específico, escolhido conforme as suas características. São levados em consideração fatores como complexidade ou simplicidade de funções a serem controladas e relação custo/beneficio”.

    Zanetti lembra que o número de funções exercidas por cada controle varia por modelo. No caso das sopradoras, por exemplo, os principais aspectos monitorados são tempos e temperaturas, espessura dos parisons, deslocamentos dos carros, cursos de fechamento e tópicos de segurança determinados pela norma NR-12, de proteção ao trabalhador. Aspectos similares são monitorados nas injetoras, respeitando-se as características da operação.


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