Compósitos

13 de setembro de 2013

Compostos: Moldador cria novo sistema

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Veículo carrega teto feito com chapa de PP reforçado com fibras longas

    Veículo carrega teto feito com chapa de PP reforçado com fibras longas

    Sediada em São José dos Pinhais-PR, a MVC Soluções em Plásticos, do grupo Artecola e Marcopolo, desenvolveu um processo que batizou de VFC Light, um sistema misto entre o vacuum forming e a compressão, que opera com baixa pressão na moldagem de peças feitas com placas de compostos de fibras longas. “Requer apenas 10% de pressão em relação ao sistema convencional de prensagem a quente, compara o diretor da MVC, Gilmar Lima.

    Plástico Moderno, Gilmar Lima, MVC, Tecnologia criada por Lima reduz custos em prensagem

    Tecnologia criada por Lima reduz custos em prensagem

    Segundo informa, a sua tecnologia reduz os custos do investimento em equipamentos de prensagem a quente e de alta pressão e ferramentais, e também é utilizada para moldar os semiacabados elaborados com compostos de fibras longas comprados pela MVC, transformando essas chapas em peças. Lima não trabalha com extrusão ou injeção, o que demandaria o composto em pellets, mas sim com semiacabados em placas. “Nós importamos as chapas de polipropileno com fibras longas, comercializadas com a marca Super-lite, dos Estados Unidos”, explica. Com elas, ele produz forros de teto para veículos, tratores e colheitadeiras e também revestimentos internos de ônibus. “O Jimny, novo carro da Suzuki, traz o teto feito pela MVC de PP com fibra longa”, exemplifica. Hoje, a MVC produz cerca de duas mil peças por mês, de variados tamanhos.

    Na opinião de Lima, o material confere desempenho superior, concebendo peças com estabilidade térmica, rigidez e leveza. Menos espessas em relação a outros produtos, ajudam a reduzir peso. Por conta da alta resistência mecânica, excelente estabilidade térmica e baixo peso dos componentes feitos com esse material, o diretor acredita no grande potencial de uso no segmento ferroviário, lembrando também que o material é aplicado nas laterais e revestimentos internos de aeronaves. “Trata-se de um material de alto desempenho, quanto mais longa a fibra, maior a resistência mecânica.”



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