Compósitos

16 de dezembro de 2009

Compósitos – Cenário de investimentos gera expectativas de boa demanda por materiais

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico, Compósitos - Cenário de investimentos gera expectativas de boa demanda por materiais

    Máquina produzindo tubo com diâmetro de 2.700 mm por Flowtite

     

    Os investimentos previstos em melhorias na infraestrutura urbana brasileira para os próximos anos ainda são incalculáveis, mas já mobilizam toda a cadeia de compósitos. Empresas nacionais e internacionais, fortes candidatas a atender a uma boa parte da demanda de máquinas e artefatos estruturais, de alto desempenho, fabricados com termofixos, se agitam com a perspectiva de inversões em setores como saneamento básico, energia e transportes, entre outros.

    A expansão na oferta de transporte público em regiões metropolitanas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, tornou-se imperiosa diante das necessidades de deslocamento dos contingentes populacionais, representando uma das iniciativas que deverão impulsionar a demanda por compósitos nos próximos anos. Só em São Paulo, o plano de expansão nos transportes previsto pelo governo do Estado, a ser executado até 2014, prevê a compra de mais de uma centena de novos trens para o metrô e a reforma de boa parte da frota em operação, demandando, portanto, vários processos de licitação para a compra de assentos, painéis e demais componentes internos, fabricados com resinas especiais termofixas, nesse caso, com propriedades autoextinguíveis e de baixa emissão de fumaça.

    As homologações de resinas especiais termofixas e com propriedades autoextinguíveis e antifumaça, voltadas à fabricação de diversos tipos de peças e componentes de maior exigência quanto à segurança, para aplicações em metrôs, ônibus, trens, estádios, entre outros locais de grande acesso público, representam um dos pontos de partida para instalar no país novas frentes de desenvolvimento e aplicação para os materiais compósitos.

    Nova geração de resinas– A Cray Valley do Brasil, empresa do grupo francês Total, quarto maior produtor mundial de petróleo e gás, já vem fabricando localmente nova geração de resinas diferenciadas, em poliéster insaturado, dos

    Plástico, Antonio Carnizelli, gerente técnico de desenvolvimento da Cray Valley do Brasil, Compósitos - Cenário de investimentos gera expectativas de boa demanda por materiais

    Carnizelli: DCPD traz benefício ao ambiente e ao acabamento

    tipos ortoftálicas e tereftálicas, além de gelcoats especiais, que conferem características superiores aos artefatos termofixos.

    A nova geração de resinas de poliéster insaturado, pertencente à família de resinas Enydyne, tem por base o diciclopentadieno, também conhecido pela sigla DCPD, e conta com vários grades para atender a diferentes processos, como spray-ups e hand lay-ups convencionais, utilizados na fabricação de piscinas, orelhões, guaridas, incluindo moldagens abertas com altos teores de carga e moldagens fechadas.

    “A nova linha de resinas para laminação por processos spray-up e hand lay-up em base DCPD atenderá às aplicações convencionais, com vantagens, principalmente relacionadas com o acabamento de superfície dos artefatos e redução significativa da volatização de estireno”, informou Antonio Carnizelli, gerente técnico de desenvolvimento da Cray Valley do Brasil.

    O DCPD também oferece base às resinas de poliéster insaturado para aplicações em processos de moldagem fechada como RTM (Resin Transfer Molding), envolvendo a fabricação de componentes automotivos, como capôs e para-lamas de veículos pesados, máquinas agrícolas, ônibus e caminhões, e processos de RTM light que, além de componentes automotivos, também encontraram grande mercado em torres de resfriamento. “As novas resinas para RTM e RTM light são fruto da busca pela excelência em resinas para essas aplicações, seguindo os padrões europeus”, comentou Carnizelli.

    A linha de resinas em base DCPD da empresa também atende à produção de pás eólicas, muito requisitadas no mundo todo em razão da busca de energias mais limpas e de menor impacto sobre o meio ambiente. Outro campo de forte atuação dessas termofixas é a fabricação de embarcações de grandes dimensões, acima de 40 pés, produzidas por infusão a vácuo, e que resultam em peças com acabamento superior.

    A série de resinas para infusão Enydyne N50, especialmente desenvolvida para aplicações no mercado náutico, é baseada em bisfenol hidrogenado e DCPD, apresentando baixas viscosidade, isotermia (sinônimo de pouca distorção nas superfícies) e absorção de água.

    “Com pouco teor de estireno, a linha de resinas com DCPD apresenta baixíssima viscosidade e baixa isotermia e proporciona ótima umectação das fibras, reduzindo o seu afloramento. Os resultados são significativamente superiores por causa da cura uniforme, independentemente da espessura dos laminados, e das menores contrações lineares e marcações das fibras de vidro, podendo-se contar com uma resina com alto teor de sólidos e com baixo teor de monômero de estireno, que pode ser reduzido a 10% nas formulações”, afirmou Carnizelli. A empresa também se lançou no desenvolvimento de resinas para reatores elétricos, com ótima cura, alto teor de sólidos e excelentes propriedades dielétricas. A nova safra ainda inclui resinas para mármores sintéticos, também em base DCPD.


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