Compósitos

1 de fevereiro de 2013

Compósitos: Balanço e perspectivas

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Publicado por: Plastico Moderno
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    O setor brasileiro de compósitos faturou R$ 2,984 bilhões em 2012, alta de 4,6% perante o ano anterior. No período, em contrapartida, o volume de matérias-primas consumidas caiu 0,6%, fechando em 206.000 toneladas. Os dados são da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco).

    O nosso perfil está mudando graças ao avanço de processos de alto desempenho e maior valor agregado. Isso explica, em parte, a diferença entre os indicadores de faturamento e volume. Destaque também para outros fatores que influenciaram o balanço de 2012, como os sucessivos aumentos nos custos dos insumos, da adequação às normas ambientais, dos serviços em geral e da folha de pagamento.

    Do volume de matérias-primas consumidas no ano passado, 153.000 toneladas foram destinadas à fabricação de compósitos de resinas poliéster –em cifras, R$ 2,271 bilhões. O restante (53.000 toneladas ou R$ 713 milhões) ficou por conta do material à base de resina epóxi, polímero largamente empregado na fabricação de pás eólicas.

    Com uma fatia de 48%, a construção civil permaneceu em 2012 na liderança do ranking dos principais consumidores de compósitos, à frente de transporte (16%) – bastante afetado pela queda significativa das vendas de caminhões e implementos rodoviários –, corrosão (12%) e saneamento (5%). Já a geração de energia eólica respondeu por 90% da demanda por compósitos de base epóxi. Com 6%, o setor de petróleo apareceu em segundo lugar.

    Para 2013, a expectativa é de faturamento de R$ 3,225 bilhões, ou seja, um salto de 8,1% para um consumo estimado em 211.000 toneladas (+2,4%). Esse desempenho deve ser garantido pelas vendas aos setores de transporte, energia eólica, agronegócio, construção e infraestrutura.

    Espera-se do primeiro a recuperação dos negócios envolvendo caminhões, ainda que o resultado fique distante do obtido em 2011, quando houve uma grande antecipação das compras por causa da entrada em vigor, no ano seguinte, da lei de emissões Euro 5. A demanda por ônibus também deve aumentar, em virtude dos novos investimentos contidos no programa Caminho da Escola, da renovação da frota graças às condições favoráveis de financiamento e da realização da Copa das Confederações.

    Em relação à energia eólica, vários contratos já foram assinados, o que propiciará um agressivo crescimento no volume de compósitos moldados no Brasil até 2015. O agronegócio, por sua vez, ampliará o emprego do material nas colheitadeiras, tratores e demais veículos agrícolas que serão lançados ao longo do ano.

    Por último, construção e infraestrutura serão intensamente beneficiadas pelos investimentos governamentais que fazem parte dos programas já citados. Vale ressaltar também o impacto positivo que a proximidade das eleições para presidente e da Copa do Mundo deve promover nesses dois importantes consumidores de compósitos.

    Nota à margem: o mercado náutico, a despeito da pequena participação no volume de material processado, tende a crescer no período, sobretudo porque vários estaleiros multinacionais deram início às operações no Brasil.

    Dessa forma, existirão muitas oportunidades para o setor de compósitos em 2013, pois nossas soluções combinam tudo o que o mercado consumidor busca: redução de peso, durabilidade, estética, baixo investimento, flexibilidade de design e velocidade de implantação. Resta saber, porém, se estaremos aptos a aproveitá-las. Para tanto, teremos que aprimorar de uma maneira geral a nossa visão estratégica, com investimentos na qualificação das pessoas, em novos processos e materiais, inovação, sustentabilidade e, principalmente, na melhora da gestão das nossas empresas.

    Sob o ponto de vista externo, precisaremos lidar com a continuidade dos aumentos nos custos das matérias-primas e da mão de obra. As ações do governo que visam à desoneração da folha de pagamento praticamente não foram sentidas pelas nossas empresas. Assim como foram inócuas, para não dizer prejudiciais, as taxações dos produtos importados – algumas chegaram a afetar a competitividade do nosso setor. A Almaco, por conta disso, intensificará em 2013 o trabalho que vem desenvolvendo em Brasília.

    Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – fibras de vidro, por exemplo –, os materiais compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas-d’água, tanques e tubos a peças de barcos, ônibus e aviões.

    Reeleito, presidente da Almaco incentiva a inovação no setor

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