Máquinas e Equipamentos

22 de outubro de 2009

Componentes para moldes – Fornecedor abastece os setores de manutenção e de ferramentas novas

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página
    Plástico, Componentes para moldes - Fornecedor abastece os setores de manutenção e de ferramentas novas

    Colunas estão entre as peças do vasto portfólio da Polimold

     

    O mercado de componentes para moldes de injeção, casos de pinos, buchas, lâminas extratoras, anéis centralizadores e molas, entre outros, conta com dois nichos. Um deles é o de produtos de moldes novos. O outro, de manutenção das matrizes. A análise das vendas dos fornecedores desses produtos precisa levar em conta as particularidades de cada um desses segmentos. Conforme o perfil de cada empresa, o desempenho varia. Não existem estatísticas sobre o quanto cada um desses segmentos responde pelas vendas do setor.

    A fabricação de moldes novos nos últimos meses já passou por momentos mais felizes e hoje não favorece os fornecedores de componentes. A crise econômica mundial deu o ar da graça no último trimestre do ano passado e afetou a indústria. Muitos projetos de lançamentos de produtos foram engavetados e a suspensão dos investimentos esfriou as encomendas de ferramentas. Some-se a esse fato a forte concorrência dos asiáticos no mercado de moldes nos últimos anos. Ferramentarias dos países avançados, onde a crise foi mais grave, também espicharam o olho sobre o Brasil, oferecendo por aqui produtos com preços atrativos e acirrando ainda mais a competitividade desse mercado.

    No caso do mercado de manutenção, as dificuldades proporcionadas pela economia geram problemas mais amenos. A diminuição do ritmo de produção resultante da crise pode reduzir operações de manutenção, mas não há como evitar reparos feitos em caráter de emergência ou revisões periódicas, situações em que a substituição de peças é imprescindível.

    Os moldes voltados para grandes tiragens de peças são os principais responsáveis pela venda de avulsos. A explicação é simples: eles trabalham em condições difíceis, são submetidos a elevadas pressões, a constantes alterações de temperatura. Alguns itens, como buchas, colunas e centralizadores operam sob elevado atrito. A substituição de peças ocorre em períodos mais frequentes. O fenômeno se repete em menor escala nos moldes voltados para a geração de lotes menores de peças. Conforme a solicitação da ferramenta, os componentes acompanham a vida útil das matrizes e não precisam ser trocados.

    Economia à parte, um outro aspecto precisa ser levado em consideração. Os componentes de ferramentas são produzidos em operações complexas. Eles exigem a aquisição de materiais especiais, a realização de operações de tratamentos térmicos de elevada excelência e precisam ser usinados em máquinas de alta precisão, capazes de operar com tolerâncias dimensionais rígidas. No caso da troca do componente, todos esses procedimentos precisam ser realizados novamente.

    A agilidade e a redução de custos proporcionadas pela adoção de itens padronizados favorecem as ferramentarias a desistir da verticalização. Alguns projetistas ainda resistem, mas essa é uma cultura que tem se disseminado de forma consistente. Há uma década, o uso de normatizados era muito menor e ainda existe bom potencial de crescimento.

    Não existem números confiáveis, mas acredita-se que entre 50% e 70% dos moldes produzidos no Brasil surjam com a aquisição de porta-moldes. Como os porta-moldes são comercializados com todos os itens incluídos, não é de se estranhar que alguns dos seus fabricantes tenham se transformado em nomes de destaque entre os produtores de componentes. Para essas empresas, manter em estoque algumas centenas de itens não representa apenas uma oportunidade de incrementar suas vendas. Também é estratégia de marketing, uma forma de atender bem os clientes e torná-los fiéis. Mas também existem produtores especializados.

    Diversificação – O mercado de componentes é importante para a Polimold, líder na fabricação de porta-moldes no Brasil. Nos últimos seis anos, a empresa adotou a estratégia de diversificar sua linha de produtos como forma de agregar valor às vendas. Além dos produtos básicos, como buchas, guias, pinos extratores e outros que sempre integram os porta-moldes, passou a oferecer itens adotados de acordo com cada projeto.

    Podem ser apontados postiços, gavetas, pinos extratores com extensão, pinças, insertos e outros. Para Cleber Silva,

    Plástico,  Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing, Componentes para moldes - Fornecedor abastece os setores de manutenção e de ferramentas novas

    Silva: importação de produtos asiáticos prejudica toda a cadeia

    gerente de desenvolvimento e marketing, no passado esses itens eram fabricados pelos próprios clientes. Para exemplificar, ele aponta o caso de uma pinça plana, feita de aço mola, voltada para a desmoldagem de pequenas zonas negativas por meio de sua flexão. Ela é acionada pela placa extratora como um extrator convencional.


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *