Economia

4 de maio de 2007

Commodities – Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    As notícias foram positivas e os ânimos estiveram otimistas nos estandes dos produtores de commodities petroquímicas durante a Brasilplast. Pontilhados pela moderação, pois os crescimentos da economia brasileira e do consumo de resinas não têm sido memoráveis, os comentários fazem crer que os atores do mercado com bom desempenho manterão a situação, e quem resmungou demais, por causa do dólar, juros e PIB, acabou descobrindo a ginga certa para ao menos se qualificar a crescer.

    Os sucessivos recordes da indústria automotiva, a manutenção das liberações de verbas governamentais para saneamento básico e construção civil e o aquecimento de certos segmentos consumidores de embalagens plásticas foram alguns dos fatores responsáveis pelo bom humor. Outra prova do momento positivo foi o anúncio de novas capacidades produtivas no parque nacional de polímeros, demonstrando confiança no potencial do País para os próximos anos. Mantidos esses rumos, muitos prometem novas ampliações para o período entre 2010 e 2013.

    Plástico Moderno, José Sarmento, diretor-presidente da BU (business unit, ou unidade de negócios) de aplicações de engenharia da filial brasileira, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira

    Sarmento: investir para acompanhar OEMs…

    A Borealis, produtora de compostos de polipropileno, investirá 6,6 milhões de euros em mais uma linha de produção na fábrica de Itatiba-SP, a ser partida em meados de 2008.

    Mais moderna que as existentes, dará maior flexibilidade à extrusão de PP reforçado com fibra de vidro, em resposta à eleição do Brasil como base de exportação de algumas plataformas de carros mundiais por muitas OEMs, explica José Sarmento, diretor-presidente da BU (business unit, ou unidade de negócios) de aplicações de engenharia da filial brasileira. Os fornecedores da indústria automotiva não produzem mais apenas nos Estados Unidos e na Europa, e para acompanhar esse movimento direcionado a mercados emergentes da América Latina, leste da Europa e oriente da Ásia, empresas fornecedoras de resinas para aplicações automotivas também estão expandindo suas fábricas nesses locais.

    Plástico Moderno, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira

    …e prosseguir com substituição de concorrentes pelo PP reforçado

    Plástico Moderno, Corso Uzielli, diretor-superintendente da unidade brasileira, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira

    Uzielli confirma bons sinais do setor automotivo

    A capacidade instalada da Borealis no Brasil já era relevante, e precisava ser aproveitada para não perder um bonde com estimados 4,2 bilhões de euros que as principais montadoras conduzirão juntas na região da América Latina, basicamente no Brasil, até 2010. “É um reforço grande, uma mensagem muito forte para o mercado que as OEMs sentem a capacidade desses mercados para se expandir”, afirmou Sarmento. A capacidade adicional da Borealis brasileira será de 11 mil t/ano, totalizando 60 mil t/ano – 36 mil em Itatiba e 24 mil em Triunfo-RS.

    Esse aumento deve suprir o mercado regional por três anos, mas se a evolução da indústria automobilística se mantiver, as condições para desgargalamentos podem se estabelecer novamente. E não se pode esquecer dos produtos do segmento de linha branca, os outros consumidores importantes dos compostos que a Borealis fabrica.

    Um pouco apertada pelas dificuldades em conseguir espaço na feira após a separação da Polibrasil, e refletindo uma marca ainda não completamente estabelecida no País, a Basell, uma das maiores petroquímicas do mundo em produção de PE, PP e compostos de poliolefinas, também confirmou os bons sinais do crescimento da indústria automotiva no Brasil. Na opinião de Corso Uzielli, diretor-superintendente da unidade brasileira, é positivo o aumento das vendas domésticas. Além do mais, a produção nacional de automóveis cresceu 5,6% nos quatro primeiros meses de 2007, uma taxa considerada razoável por ele.

    Plástico Moderno, Fernanda Schuck, da área de planejamento comercial e marketing, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira

    Fernanda: fábrica garante fonte de matéria-prima

    Mantidos o humor da economia, os juros em queda, e os prazos de financiamento para os consumidores finais mais longos, que já atingem até 72 meses, o cenário é de bonança para as cadeias ligadas à indústria automotiva nos próximos anos.

    Por volta da metade de 2008, também deverá ser concluída a nova fábrica de etilbenzeno da Innova, que reforçou sua identidade como parte da Petrobrás no encontro desse ano.

    Terminadas as obras no pólo petroquímico de Triunfo, 540 mil t/ano garantirão a disponibilidade de matéria-prima para manter a fábrica de monômero de estireno, apta a produzir 250 mil t/ano, rodando a plena carga. Embora a empresa viesse quebrando recordes de nível de ocupação, não podia atingir 100%, pois precisava importar parte da matéria-prima da Argentina, explica Fernanda Schuck, da área de planejamento comercial e marketing. Além de eliminar as preocupações com o fornecimento de etilbenzeno, a Innova se prepara para uma possível duplicação da planta de monômero de estireno. É outra prova de confiança no mercado regional, uma vez que cerca de 40% da capacidade instalada de PS no Brasil é vendida no exterior. Em volumes, o mercado nacional esteve aquecido no ano passado, nas palavras de Fernanda, e mantém o calor em 2007.

    No pólo petroquímico de Capuava, na grande São Paulo, o aperto de espaço e fornecimento de matérias-primas não impediu que a Polietilenos, do grupo Unipar, enfatizasse em seu estande a nova capacidade que começa a rodar no fim de 2008. Com ela, a empresa passa de 130 mil t/ano de polietilenos de baixa densidade e EVA, para 330 mil t/ano, porém com a habilidade para produzir PEAD e PELBD. A nova instalação conta com tecnologia loop slurry da Chevron Phillips, e será suprida por gases de refinaria da PQU e nafta, em proporções próximas a dois terços e um terço. Segundo Raul Carlos de Almeida, gerente de marketing e exportação da Polietilenos, os novos produtos irão complementar a linha de grades para embalagens flexíveis com alta claridade, resistência mecânica, e processabilidade. A tecnologia escolhida resulta em polímeros do tipo easy flow, com distribuição de tamanho de cadeia mais ampla que PEs produzidos por catálise Ziegler-Natta, e é líder no mercado de PEAD nos EUA para aplicações em filmes de alto peso molecular, sopro e tubulações.


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