Máquinas e Equipamentos

18 de maio de 2015

Coextrusão: Sofisticação da demanda local estimula a produzir linhas além de 3 camadas

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Coextrusão: Sofisticação da demanda local estimula a produzir linhas além de 3 camadas

    Os fabricantes de linhas de extrusão de filmes com três ou mais camadas trabalham em nicho com características bem definidas. A grande fatia do mercado no Brasil ainda se concentra nas máquinas para três camadas. Trata-se de um sistema já consolidado, usado principalmente para produzir embalagens de produtos os mais distintos. Os modelos para cinco camadas, indicado para aplicações bem mais específicas, tem campo de aplicação muito estreito, embora venha crescendo ano a ano. Acima de cinco camadas, a produção ainda é tímida. O investimento necessário para se montar um sistema desses filmes ainda assusta os transformadores.

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    Só para refrescar a memória: os filmes multicamadas apresentam propriedades importantes para diversas aplicações, como resistência mecânica, barreira ao oxigênio, brilho e transparência, entre outras. Vários são os materiais utilizados, selecionados de acordo com as características desejadas. Entre os polímeros mais usados, polipropileno, poliamidas e polietileno se destacam. Também são necessários adesivos. As espessuras variam de acordo com o interesse do usuário. Essas características são aliadas à facilidade de processamento e custo compatível. Eles são produzidos pelas tecnologias cast (plana) e blow (soprada). A blow, no Brasil, é bem mais utilizada.

    Uma das empresas brasileiras bastante conhecidas nesse mercado é a Carnevalli. “Nós produzimos máquinas multicamadas de até onze camadas com tecnologia blow”, informa Wilson Carnevalli Júnior, diretor comercial. As vendas, em geral, ocorrem de maneira inversamente proporcional ao número de camadas. As de até sete são as mais procuradas. Acima desse número as consultas são raras. “Ao investir no desenvolvimento dos modelos até onze camadas, a ideia da empresa é se preparar para o futuro”, justifica. A meta é ficar apta para atender aos pedidos à medida que o mercado dos modelos mais sofisticados se intensifique por aqui.

    Outro fabricante nacional a participar desse mercado, a Wortex concentra sua produção de máquinas coextrusoras de três, cinco e sete camadas também com tecnologia blow. Para o diretor Paolo De Filippis, o custo da produção de filmes com mais camadas é uma dificuldade a ser transposta. “Na Europa, até saco de lixo é fabricado em três camadas. Por aqui há muito para evoluir, a produção de filmes mais sofisticados se restringe a aplicações nas quais eles se mostram indispensáveis”, comenta.

    A fabricante austríaca de linhas para extrusão SML, representada no Brasil pela Ematec, atende o nicho de mercado de alto padrão. Seus equipamentos são sofisticados e têm preços um tanto “salgados”. O custo/benefício compensa, garante Harold Weil, sócio da Ematec. Para a representante, interessa o desenvolvimento do mercado com máquinas planas (cast) de mais de cinco camadas, especialidade da fornecedora de equipamentos. “Nesse nicho, prevalecem os importados, onde a qualidade técnica do produto e a produtividade são indispensáveis”, salientou.

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    Lançamento – “Esse é um mercado que está crescendo”, garante Carnevalli Junior. Para aumentar sua participação no segmento, a fabricante de equipamentos acaba de lançar novo modelo de cinco camadas. O diretor comercial lembra que a coextrusão de cinco ou mais camadas pode ser dividida em dois segmentos, o de alta barreira, destinado a filmes com poliamida ou EVOH em sua composição; e os com pouca ou sem barreira, como polietileno, polipropileno, EVA e outros materiais. “Nosso novo modelo atende as tendências do mercado internacional do polietileno”, garante o diretor comercial. Com a máquina, são obtidos filmes com menor espessura e maior resistência, propriedades como brilho e solda, além de altíssima produtividade.

    Outros modelos destacados pelo diretor são os Coex Plus 5 e Coex Plus 7, de cinco e sete camadas respectivamente. “As unidades de cinco são encomendadas com larguras úteis de produção maiores, por exemplo, de 1.800 mm a 2.100 mm, enquanto as de sete, chamadas de alta barreira, geralmente são encomendadas com larguras úteis menores, de 1.200 mm a 1.600 mm”, explica. Vale a ressalva: essas medidas podem ser adaptadas ao interesse do comprador.

    Para Carnevalli Junior, as características mais procuradas nas extrusoras do gênero são o elevado grau de automação e controle, a produtividade e o menor custo de operação. Não por acaso, a empresa procura empregar nos equipamentos motores de baixo consumo, painéis climatizados e outros componentes que geram boa rentabilidade por quilo processado de resina.


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