Máquinas e Equipamentos

11 de maio de 2015

Coextrusão: Coextrudados são mais exigentes com as roscas

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Os especialistas concordam de forma unânime. As roscas são elementos chaves para o bom desempenho das extrusoras. Com design apropriado, elas permitem melhor homogeneização dos plásticos, proporcionam economia de energia elétrica e reduzem a necessidade de manutenção das linhas de produção. Se o raciocínio vale para a fabricação de filmes comuns, torna-se ainda mais importante no caso dos filmes coextrudados.

    “As roscas precisam ser projetadas de forma adequada a cada tipo de material usados nos filmes”, recomenda Paolo De Fillipis, diretor da Wortex. Ele fala com conhecimento de causa. Em 1976, quando foi inaugurada, a empresa era voltada para a produção de roscas especiais. “Fomos pioneiros nesse mercado”. Na época, não fabricava extrusoras.

    Hoje, a empresa continua a participar desse mercado, desenvolvendo projetos diferenciados de roscas para os transformadores interessados em equipar suas máquinas novas ou para reposição de peças antigas. “Esse mercado infelizmente sofre resistência por parte dos empresários, eles preferem não investir em uma rosca diferenciada, não fazem o cálculo do custo/benefício de contar com um componente desenhado especificamente para a função”, critica.

    Wilson Carnevalli Junior, diretor comercial da Carnevalli, informa que os sistemas de coextrusão merecem atenção. “As roscas destinadas a filmes barreira devem ter o perfil adequado ao processamento de poliamida e EVOH, já as indicadas para transformar polietileno devem ter geometria adequada para alta produção, levando-se em conta a linha de pensamento do projeto”, comenta.

    Para ele, isso não implica, necessariamente, no uso de design distinto das roscas usadas em máquinas para filmes monocamadas. “É possível usar os modelos universais, que servem para quase todos os materiais. Elas podem equipar as máquinas conforme o projeto e as necessidades do transformador”.



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