Plástico

25 de novembro de 2012

Clarificantes – Nem tudo é claro na disputa entre PP e outras resinas

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Publicado por: Nelson Valencio
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    O uso de clarificantes aumenta as vantagens do PP na área de embalagens que exigem brilho e transparência, mas os mercados de PET e de outros materiais têm características que contrabalançam a escolha.

    Na corrida pela escolha da matéria-prima para embalagens ambientalmente responsáveis, o polipropileno aparece com destaque. Sua baixa densidade ajuda a reduzir a quantidade de material para a fabricação de frascos e outros produtos. O peso total também influi na diminuição do consumo de combustíveis. No entanto, o maior trunfo do PP é o fato de o material ser facilmente reciclável, permitindo um reúso praticamente infinito. Apesar dessas vantagens, a pouca transparência joga contra a resina. É aí que entra outro coringa dos defensores do PP: a indústria de aditivos, especificamente a de agentes clarificantes.

    O recurso não é novo, mas ganhou recentes otimizações. É o caso da Milliken, um dos principais players do setor que destaca, por exemplo, sua quarta geração da linha Millad NX 8000. A Clariant, por sua vez, investe na personalização de soluções. E outros competidores internacionais como a Rika prospectam a indústria brasileira (veja quadro).

    “Quando se fala de resinas clarificadas, geralmente entendemos as de polipropileno aditivadas com agentes clarificantes, os quais modificam a estrutura cristalina do polímero, facilitando a passagem da luz e, portanto, melhorando a transparência do material”, explica Roberto Guzmán, diretor de marketing da unidade de negócios masterbatches para a América Latina da Clariant. De acordo com ele, a fabricante norte-americana atua neste mercado com masterbatches, concentrados de um ou mais aditivos, feitos sob medida para o cliente. “O objetivo é clarificar os polipropilenos que, por suas características especiais, não têm grades clarificados pela petroquímica”, explica o executivo. Complementarmente, a empresa também fornece os chamados combibatches, concentrados de cor e aditivos que permitem ao transformador agregar cor e clarificação à peça final. Guzmán destaca que os desenvolvimentos mais recentes nessa área são as opções desses concentrados na versão líquida. O ganho, ainda segundo ele, é a melhoria na relação custo/benefício para o usuário final.

    A tendência de busca pela maior transparência continua na área de polipropileno na avaliação do especialista. No caso da Clariant, sua última geração de clarificantes já está sendo utilizada em alguns grades premium dos fabricantes de resina, além de estar disponível em masterbatches sólidos ou líquidos, direcionados para os convertedores com soluções personalizadas. Embora o alvo principal dos clarificantes sejam os polipropilenos homopolímeros e copolímeros randômicos, outros materiais também podem ser melhorados com os aditivos. “Em algumas aplicações, os polietilenos lineares de baixa densidade também podem ganhar um pouco de transparência, sobretudo em filmes”, avalia Guzmán. “Os clarificantes, no entanto, têm sua utilização mais focada nos polipropilenos”, completa.

    Renato Santacroce, gerente de vendas da Milliken para a América Latina Meridional e África do Sul na área de aditivos para plásticos, concorda com o executivo da Clariant. De acordo com ele, os aprimoramentos da citada quarta geração da Millad NX 8000 incluem a capacidade de ampliar o nível de transparência dos polipropilenos. “Essa evolução pode ser conferida na opacidade dos materiais produzidos. Nos últimos 20 anos passamos de um nível de opacidade entre 20% e 30% para uma média de 7%”, compara.

    Plástico, Clarificantes - Nem tudo é claro na disputa entre PP e outras resinas

    Aditivo da Milliken promove alta transparência

    A economia de energia nas máquinas que processam os PP aditivados com clarificantes da quarta geração também é significativa: a temperatura de operação estaria entre 190ºC e 200ºC, o que é 40 graus a menos em relação aos PP com clarificantes tradicionais, de acordo com a Milliken. Resultado: a redução de energia ficaria entre 15% e 20%. Outra consequência da queda de temperatura é a diminuição do tempo de ciclo da fabricação das embalagens, ou seja, maior produtividade. Muitos números? Para resolver esse universo de porcentagens, a fabricante desenvolveu um aplicativo ou programa de software que pode ser instalado em qualquer tipo de computador e mesmo em telefones inteligentes. “O objetivo é mostrar ao usuário final os ganhos que ele pode ter com o uso de resinas aditivadas”, detalha Santacroce. De acordo com ele, o software “concretizou” a simulação da economia. “E permite que eles verifiquem o quanto estão precisando melhorar sua linha sem tornar essa informação pública”, completa.


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