Notícias

17 de agosto de 2014

Cipatex completa 50 anos com aumento de exportação

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página
    Plástico Moderno, Novo centro de distribuição aprimora operação logística

    Novo centro de distribuição aprimora operação logística

    Ao completar seu primeiro cinquentenário, o grupo Cipatex registra aumento significativo nas exportações de seus revestimentos sintéticos para quase 20 países. Nos últimos anos, as empresas do grupo concluíram um plano de investimentos avaliado em R$ 130 milhões para aumentar suas capacidades produtivas até um patamar adequado aos mercados atendidos, com espaço para vendas ao exterior.

    Plástico Moderno, Nicolau: investimentos deixaram a companhia pronta para competir globalmente

    Nicolau: investimentos deixaram a companhia pronta para competir globalmente

    “Com esses investimentos, temos maquinário e pessoal capacitado suficiente, agora investiremos no aprimoramento da gestão interna, buscando aumentar ainda mais a produtividade e a competitividade”, comentou o diretor-presidente William Marcelo Nicolau, diretor-presidente do grupo. Esse é o desafio atual do grupo, que é obrigado a conviver com os custos elevados de matérias-primas, energia e tributos e anda disputar mercado com produtos fabricados na Ásia. “Não podemos depender do governo, claro que se houver investimentos oficiais em infraestrutura e uma reforma tributária todos conseguiremos um avanço, mas podemos ser competitivos mesmo nas condições atuais”, salientou. Ele citou como exemplo de iniciativa empresarial a criação de um centro logístico de armazenagem, com avançado sistema de controle de mercadorias, capaz de alcançar ganhos operacionais e de melhorar o atendimento aos clientes. O CD pode abrigar 4 milhões de metros lineares de produtos e deve chegar a 6 milhões em 2014.

    Fundada em 1964 para produzir carneiras de chapéus de palha, confeccionadas com tecido impregnado com nitrocelulose, a Cipatex iniciou seus trabalhos com PVC em 1976, com uma linha de espalmagem. Em 1987, deu partida nas linhas de extrusão e de calandragem. Em 1999, ingressou no mercado de coagulação de PU, para produzir laminados usados em calçados e autopeças. Além disso, a Cipatex controla a Petrom – Petroquímica de Mogi das Cruzes, maior produtora de anidrido ftálico da América Latina, também fabricante de plastificantes e de ácido fumárico. O portfólio diversificado permite atuar em um grande número de segmentos de mercado, com alguma estabilidade.

    Nicolau explica que a extrusão de PVC é um método de produção econômico e rápido, gerando revestimentos para o setor moveleiro com alta resistência e praticidade. A empresa detém as marcas Corano, Cipatok e Facto, com variantes para uso em aplicações náuticas e médicas. Nestas duas, são aplicados aditivos para aumentar a resistência ao intemperismo e à proliferação de bactérias e fungos (bolores). “Também podem ser feitos pisos laminados com base de borracha”, explicou.

    A calandragem é indicada para os produtos que exigem espessura mais precisa e alta qualidade de filme, a exemplo de toalhas de mesa, toldos, itens de comunicação visual e piscinas. “Também a usamos para produzir filmes transparentes para embalagens de produtos de cama, mesa e banho, além de capas de cadernos com bolsas”, afirmou Nicolau. Também são calandrados os revestimentos laminados aplicados em comedouros infantis (os populares cadeirões) e trocadores de fraldas.

    Em Cerquilho-SP, sede do grupo, as operações industriais incluem espalmagem, extrusão e calandragem de PVC em suspensão e emulsão. Na cidade, também sedia a unidade de adesivos hot melt e plastissóis. O grupo mantém uma planta no Nordeste, em Bayeux-PB, para produzir o PU coagulado e os laminados acabados, usados na fabricação de cabedais e forros de calçados, bolsas e acessórios, além de revestir estofados e interiores de carros.

    “Os laminados de PU são os que mais se aproximam das características sensoriais da pele, permitem até a transpiração, sendo mais confortáveis para o usuário”, explicou Nicolau. No entanto, o PVC ainda apresenta mais resistência às constantes flexões exigidas pelos sofás e poltronas. “O PU também pode sofrer hidrólise em algumas situações”, considerou. A empresa mantém uma unidade no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, para desenvolvimento de produtos de PU, contando com laboratório e planta-piloto, na qual foram investidos R$ 10 milhões em 2013. Isso é necessário para acompanhar as constantes variações de demanda da indústria ligada à moda (vestuário e calçados).


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *