Máquinas e Equipamentos

25 de setembro de 2009

Câmaras Quentes – Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico, Câmaras Quentes - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

    Na gíria, a expressão “quebrar um galho” significa ajudar, resolver um problema. As câmaras quentes para moldes de injeção “quebram o galho” dos transformadores. Ou, em português literal, elas eliminam os galhos das peças injetadas. Com isso, diminuem o tempo dos ciclos e o volume de refugos. De quebra, apresentam uma série de outras vantagens. Segundo os fornecedores do componente, apresentam retorno bastante rápido do investimento.

    Essas vantagens fizeram as câmaras quentes caírem no gosto dos usuários. Desde o início dos anos 90, quando os primeiros modelos do componente passaram a ser utilizados no Brasil, até hoje, o mercado se multiplicou de maneira impressionante. Há vinte anos, elas eram pouco conhecidas e custavam muito caro. O crescimento da procura permitiu maior escala de produção e a redução dos preços praticados pelos fornecedores. A queda do dólar verificada nos

    Plástico, Câmaras Quentes - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

    Câmaras da Polimold têm alto índice de nacionalização

    últimos anos também favoreceu, pois a presença de peças importadas nas câmaras é significativa. Hoje não há molde novo, projetado para produzir lotes de peças numerosos ou com design técnico, em que a câmara não esteja presente. E elas também estão entrando nos moldes mais simples.

    Existem várias empresas atuando como fornecedoras. São poucas as participantes com produtos quase 100% nacionais. Nesse time, a Polimold, marca bastante conhecida no mundo dos porta-moldes, e a Fator atuam com destaque. Vale ressaltar: quando as condições da economia ajudam, a Polimold exporta com sucesso suas câmaras para os Estados Unidos e países da Europa e Ásia. Outras empresas contam com índice de nacionalização menor, entre elas, poderosas multinacionais, como Husky e Incoe, que mantêm escritórios no Brasil. Ainda podem ser citadas Tecnoserv e Delkron, empresas nacionais presentes no ramo.

    Também merece atenção o crescimento da procura de câmaras quentes dotadas com sistemas valvulados, nos quais o fluxo de preenchimento do material no molde é controlado por sistemas hidráulicos ou pneumáticos. Os sistemas valvulados são sofisticados e indicados para a fabricação de peças em moldes com mais de um ponto de injeção. Eles permitem a fluência “inteligente” do material dentro do molde e têm como finalidade evitar o surgimento de linhas de emenda, ou de pontos com menor resistência mecânica.

    O desenvolvimento deste mercado nas duas últimas décadas não apaga os problemas proporcionados pela economia em cenário mais recente. A crise passou por momentos piores, hoje a indústria está em recuperação. Desde o último mês de outubro, no entanto, lançamentos de produtos dos mais diversos segmentos foram adiados. Moldes deixaram de ser fabricados, prejudicando a venda das câmaras, negócio diretamente ligado ao desempenho das ferramentarias.

    Nacionais e importados – Para os fornecedores nacionais, um agravante: “Vivemos um momento singular. Com a crise forte vivida na Europa e nos Estados Unidos, e o Brasil se recuperando de forma mais rápida, empresas internacionais têm buscado novas oportunidades no mercado local. Elas estão agressivas e praticam preços mais baixos aqui do que em seus países de origem”, acusa Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing da Polimold. O argumento, lógico, não é reconhecido pelos representantes das multinacionais.

    Plástico, Maurício Brunelli, gerente de vendas da Polimold, Câmaras Quentes - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

    Brunelli: concorrência com importados é desleal

    Maurício Brunelli, gerente de vendas da Polimold, projeta o pensamento para o segmento de moldes prontos. Ele lamenta a importação expressiva de ferramentas vindas da Ásia. “Dados oficiais revelam forte crescimento na importação nos últimos cinco anos. É um cenário lamentável para toda a cadeia produtiva de moldes e sua periferia, o qual ocasiona a perda de mão-de-obra qualificada, de receitas e proporciona o fechamento de ferramentarias, em especial as de pequeno e médio porte”, define. Os dois profissionais defendem a criação de regras de importação mais justas, nas quais os nacionais possam competir em condições de igualdade.

    O índice de nacionalização das câmaras quentes oferecidas ao mercado varia caso a caso, de acordo com as características dos fabricantes. “Nós importamos apenas as resistências, todos os demais componentes das câmaras fazemos em casa”, informa Silva. Por outros componentes, o executivo quer dizer bicos quentes, ponteiras de bicos, placas nas quais as câmaras quentes são acondicionadas e outros itens.


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