Ferramentaria Moderna

26 de setembro de 2011

Câmara quente – Fabricante investe em inovação para se tornar mais competitivo

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Câmara quente - Fabricante investe em inovação para se tornar mais competitivo

    Novo sistema valvulado sequenciado, da Polimold

    Os fabricantes de câmaras quentes estão em compasso de espera. Apesar de o setor manter um ritmo constante de crescimento em vendas, a ferramentaria nacional ainda não absorve como deveria o amadurecimento tecnológico alcançado pelos sistemas. A economia aquecida e o reconhecimento sobre os inúmeros benefícios do equipamento asseguram saldos positivos, mas muita indefinição ainda assola o mercado. O reflexo da penetração dos moldes importados da China não assusta tanto como no passado, trata-se de um monstro conhecido, porém mesmo assim atropela os planos dos industriais. O cenário é um pouco nebuloso, e talvez por isso não faltem novos desenvolvimentos e estratégias voltadas para a fidelização dos clientes.

    Sobre as vantagens dos sistemas de câmara quente quando comparados aos convencionais de canal a frio não há dúvidas. A qualidade do produto com menos tensões internas, a estabilidade dimensional maior e a estrutura mais homogênea são temas que permeiam o discurso de praticamente todos os industriais do ramo. Além, obviamente, do mote da vez: a possibilidade de reduzir os custos de produção. A adoção dessa tecnologia, se esmiuçada na ponta do lápis, dá lucros.

    Plástico Moderno, Rainer Wihelm Holdschmidt, Engenheiro da CQB, Câmara quente - Fabricante investe em inovação para se tornar mais competitivo

    Holdschmidt: produção asiática não concorre com os sistemas de câmara quente que fabrica

    Basta considerar a eliminação do processamento e da recuperação da resina que se destinaria aos canais frios (os galhos), e a diminuição do gasto energético (a energia despendida com a elevação da temperatura da resina destinada aos canais até sua fusão, e depois a energia da retirada desse calor do molde, pelo sistema de refrigeração).

    Não faltam pontos positivos, no entanto, alguma cautela se faz necessária. “Não é um remédio para resolver todos os problemas do projetista, do ferramenteiro e do transformador”, comenta Rainer Wilhelm Holdschmidt, engenheiro da CQB, fornecedora de produtos para moldes de injeção e estampos. Claro que não. Na verdade, trata-se de mais um recurso capaz de facilitar todo o processo, apesar de ser imprescindível em algumas aplicações, como a de peças grandes, a de moldes para múltiplas cavidades e stack-moldes.

    Plástico Moderno, Câmara quente - Fabricante investe em inovação para se tornar mais competitivo - Foto: Divulgação

    Se apenas esse conceito fosse incorporado por todas as ferramentarias, talvez já fosse o suficiente para o setor se expandir. Mas não é bem assim. Muitos ainda priorizam o preço e abdicam dessa facilidade. “Os clientes se assustam com os custos elevados do conjunto câmara quente mais controlador de temperatura, quando o primeiro sistema deve ser instalado. Não se considera que este é um investimento único para produções futuras”, comenta Holdschmidt. Na opinião de Luis Antonio Pavezzi, gerente geral da HDB Representações, por mais que haja tecnologia disponível no país (e há), a maior parte da clientela não a exige, pois o preço ainda tem sido um fator limitador para a indústria nacional. Segundo estimativas, o valor de um sistema em um molde pode chegar a 50% do total, em certos casos.

    Mas a indústria não pode encarar esse investimento como um gasto, sobretudo nos dias atuais. Para Robson Gonçalves, gerente de operações da Mold-Masters Brasil, em uma economia globalizada não cabe a utilização de equipamentos incapazes de oferecer produtividade e qualidade. “É praticamente inconcebível um molde sem sistemas de câmara quente”, argumenta. No entanto, ao que parece, a ferramentaria nacional ainda não entendeu o recado. De acordo com Wilson Teixeira, diretor técnico da Tecnoserv, a existência por aqui de moldes de múltiplas cavidades, para operar com grandes quantidades, processando resina com canal frio por si só já prova o longo caminho que os fabricantes de câmaras quentes ainda precisam percorrer.

    Plástico Moderno, Luis Antonio Pavezzi, Gerente geral da HDB Representações, Câmara quente - Fabricante investe em inovação para se tornar mais competitivo

    Pavezzi: maior aceitação dos equipamentos esbarra no preço

    Aprimoramentos – Na verdade, o percurso é longo somente sob a ótica comercial, pois em relação à tecnologia embutida nos equipamentos comercializados no país a indústria estáem dia. Exemplos de desenvolvimentos inovadores não faltam.

    A canadense Mold-Masters destaca os sistemas e acionamentos de bicos valvulados elétricos ou através de servomotores E-Drive para peças e sistemas de alta precisão. Ressalta ainda sua linha Sprint, que permite injeção com menor pressão e troca de cor mais eficiente. Segundo Gonçalves, chega a ser até dez vezes mais rápido, se comparado a similares do mercado. Desenvolvido para aplicações de parede fina, tampas, embalagens, e moldes de talheres, o produto apresenta alta aplicabilidade de descompressão da injetora, o que reduz a formação de fiapos e gates altos.

    Para mercados específicos, a fabricante aponta os bicos Melt Disk para injeção lateral de peças. O equipamento opera com poliolefinas e materiais de engenharia com extrema qualidade no vestígio. “Foi desenvolvido para a indústria médica de seringas, tubetes, tampas e peças técnicas” comenta o gerente.

    O SoftGate Incoe também se destaca no quesito inovação no portfólio da Incoe International Brasil. Trata-se de um controle de velocidade do pino válvula do sistema. Com abertura controlada dos bicos valvulados, o processo garante, segundo Michael Rollmann, gerente geral da Incoe International Brasil, confiabilidade para a qualidade da superfície na moldagem por injeção sequencial.

    Plástico Moderno, Robson Gonçalves, Gerente de operações da Mold-Masters Brasil, Câmara quente - Fabricante investe em inovação para se tornar mais competitivo

    Gonçalves: produtos dotados de tecnologia de ponta devem garantir o aumento das vendas

    A fabricante também desenvolveu o Direct-Flo Gold Incoe. São resistências de bico com maior comprimento e proteção axial da fiação. “O design reduz o espaço necessário para acomodar a ligação elétrica ao longo do comprimento do bico no molde”, explica Rollmann.

    A linha de controladores Altanium, da canadense Husky, é mais um produto a se inserir nesse hall tecnológico. O equipamento utiliza um algoritmo de alta precisão e garante maior repetibilidade no controle de temperatura entre cavidades e ciclos de injeção, segundo Paulo Carmo, gerente de Embalagens da Husky do Brasil Sistemas de Injeção.


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