Ferramentaria Moderna

30 de novembro de 2008

CAE-CAD-CAM – Softwares garantem eficiência no desenvolvimento das peças

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, CAE-CAD-CAM - Softwares garantem eficiência no desenvolvimento das peças

    Softwares estão presentes em todas as etapas do processo

    Há vinte anos, começava a ser comentada no Brasil a chegada de alguns softwares “revolucionários”. Usados com alguma regularidade no exterior, eram voltados para projetar o design de peças plásticas (os chamados de CAD), para programar as máquinas de usinagem empregadas na fabricação de peças dos moldes (CAM) e simular a operação de injeção das peças (CAE). Não se tinha idéia do prazo necessário para a nova tecnologia se tornar realidade por aqui, tudo parecia muito futurista. O cenário atrapalhava as previsões no mercado nacional. Na época, as leis protegiam a indústria brasileira de informática, dificultavam muito a chegada de novidades tecnológicas desenvolvidas no exterior.

    Hoje, não há peça plástica lançada pela indústria brasileira que não use softwares de CAD/CAM. Por problemas de preço e falta de cultura, a aplicação de CAE ainda é limitada por aqui. O potencial das vendas dos softwares de simulação, no entanto, é enorme. Ninguém duvida de seu crescimento de forma significativa nos próximos anos, a exemplo do que ocorre com outros produtos de informática. Prova disso vem sendo a procura cada vez maior por prestadores de serviços de simulação.

    O crescente uso da informática nas últimas décadas ocorreu em paralelo a uma grande evolução tecnológica. Os primeiros softwares de CAD, surgidos no exterior na década de 70, permitiam desenhos em duas dimensões e não ofereciam muitos recursos. A impressão era de que eles viriam a substituir com algumas vantagens objetos consagrados, como lápis, papel e prancheta.

    Com o desenvolvimento da informática, os aplicativos de CAE/CAD/CAM passaram por constantes aperfeiçoamentos. Em meados da década de 80, surgiram no exterior as primeiras versões em três dimensões. Nos anos 90, os softwares permitiram o desenvolvimento dos protótipos digitais ou DMV (digital mock-up), com recursos como possibilidade de se fazer análises cinemáticas e cálculos estruturais das peças desenhadas de modo virtual.

    Na virada do século, os softwares de CAE/CAD/CAM passaram a fazer parte de um conjunto de soluções de informática mais amplo, chamado de PLM (Product Lifecycle Management). Em português, gerenciamento do ciclo de vida de um produto. O PLM permite a criação de uma base de conhecimento da geração do desenho da peça até a sua retirada do mercado. Ele garante aos centros de decisão da empresa, como os departamentos de engenharia, marketing e vendas, a visão 360º de todas as fases da existência do produto, de maneira que integre pessoas, processos, sistemas de negócio e informação. A estratégia permite o desenvolvimento de peças ou produtos em prazos muito mais curtos do que no passado, a utilização dessas peças ou produtos de forma lucrativa no maior tempo possível e o armazenamento de banco de dados para o desenvolvimento de futuros projetos.

    No Brasil, onde as indústrias de moldes e de transformação são pulverizadas, existem empresas em todos os estágios. Não é raro encontrar quem ainda utiliza as velhas versões de softwares CAD em duas dimensões. As usuárias de tecnologia de ponta, como as montadoras, por exemplo, empregam versões muito sofisticadas, encaixadas dentro do conceito PLM. Para atender a esse mercado, existem diversos fornecedores de softwares. Algumas empresas são conhecidas por trazer para o Brasil produtos com recursos muito sofisticados, desenvolvidos com base nas necessidades mais prementes da indústria do plástico. São os casos das empresas PTC, Autodesk, Tecmes (distribuidora no Brasil dos softwares da multinacional francesa Dassault) e SmartTech (revendedora dos aplicativos Moldflow).

    CAD/CAM – Os softwares CAD/CAM estão presentes nas várias etapas dos projetos de lançamento de uma peça. Tudo começa pelo próprio design, feito com a ajuda do CAD. Nos tempos do lápis e papel, se houvesse a necessidade de se obter o desenho de uma seção qualquer da peça, ele precisaria ser efetuado pelo projetista. Hoje, os softwares permitem que o projetista visualize qualquer seção de maneira praticamente instantânea, com recursos como mudança de escala, utilização de cores, rotações, sombras e luzes, entre outros.

    O programa é útil no esboço do formato, na escolha do estilo do desenho, da aparência da peça. E também em seu posterior detalhamento, quando são definidos parâmetros como os ângulos mais apropriados para que a peça seja moldada com maior facilidade ou as nervuras necessárias para se chegar aos níveis de resistência mecânica adequados às necessidades, entre outros tópicos. Sempre se levando em conta as características das resinas a serem transformadas.

    Uma vez concretizado o design da peça, os softwares CAD também colaboram com o desenvolvimento da ferramenta. Com a ajuda deles, os projetistas podem desenhar o molde, calculando de forma bem mais rápida do que no passado tópicos como o ponto ideal de entrada do material, o número adequado de cavidades, sistema de refrigeração, gavetas, quando necessário, e outros. Tudo com a facilidade de visualizar, com muita rapidez, diferentes cortes, imagens “explodidas” dos componentes e vários outros recursos.


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