Ferramentaria Moderna

25 de outubro de 2011

CAD/CAM – Ferramenteiros avaliam vantagens e pontos fracos desses softwares

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, CAD/CAM - Ferramenteiros avaliam vantagens e pontos fracos desses softwares

    Programa confere competitividade e eficiência à Polimold

    As vantagens alardeadas pelos diversos fabricantes de softwares CAD (Computer Aided Design), CAM (Computer Aided Manufacturing) e CAE (Computer Aided Engineering) muitos ferramenteiros brasileiros sabem de cor e salteado, pois tal investimento vem sendo imposto a essa indústria há anos. Afinados há mais tempo com a busca de sistemas produtivos modernos, na corrida sem fim atrás de produtividade e competitividade, renomados fabricantes de moldes e acessórios elogiam o aprimoramento constante e os benefícios cada vez maiores e imprescindíveis desses sistemas, que antecipam erros e economizam muito dinheiro e tempo.

    Mas não há garantias de que o lápis e a prancheta sejam uma dupla extinta, enquanto a concorrência acirrada de moldes chineses escancara uma realidade brasileira que não comporta mais projetos artesanais. Sobretudo numa época em que a indústria transformadora de plásticos exige moldes com garantias maiores de vida útil. Há até casos mencionados por fabricante de moldes de produtores de eletrodomésticos que exigem garantias de ciclo e amarram condições contratuais a esse item. São situações que obrigam a análises ainda mais rigorosas.

    Hoje cai para perto de nula a probabilidade de alguém despender dias com testes ou refazer um molde de injeção às custas de milhões. Também a chance de uma peça plástica apresentar defeitos por conta de um molde mal projetado despencou para perto de zero. Os projetistas antecipam na tela do computador, com precisão e perfeição, o processo de usinagem e a movimentação do molde, possibilitando avaliar o seu desempenho prévio e o preenchimento de suas cavidades, prevendo situações críticas antes da usinagem propriamente dita.

    Padrão europeu – “É impensável executar moldes sem essas soluções”, sentencia Jhonny Manuel Bandeira Monteiro, gerente de projetos da Simoldes Aços Brasil Ltda. Nascida em 1959 em Portugal, em Oliveira de Azeméis, a empresa ganhou proporções de um grande grupo ao longo dos anos e hoje comanda unidades fabris na Europa e no Brasil. Fincou raízes em solo nacional há dez anos, em São José dos Pinhais-PR, e trouxe para cá a sua reconhecida bagagem tecnológica. A fabricante de moldes se afina com os sistemas CAD/CAM desde o final da década de 80. Monteiro avalia que a crescente necessidade de estilos e formas do plástico forçou a tecnologia de moldes a buscar soluções.

    O gerente conta que a Simoldes adotou o CAD Unigraphics em 2000, quando procurava no mercado uma ferramenta que permitisse efetuar o projeto do molde totalmente em 3D, com a possibilidade de criação de padrões e bases de dados para executar projetos com maior velocidade e que assegurassem a qualidade do produto final. Outro quesito importante era garantir identidade aos moldes do grupo: precisavam ser semelhantes, sem importar a fábrica de sua origem. Havia outras opções com tais benefícios além do Unigraphics, mas como grandes clientes da Simoldes utilizavam esse software, a fabricante de moldes adicionou o benefício de evitar problemas de traduções e também se decidiu por ele. Como explica Monteiro, os softwares de CAD precisam de conversões para ler informações entre si, o que poderia implicar perda de qualidade da definição matemática do produto.

    Mas a credibilidade e a dimensão que a Unigraphics oferecia também pesaram e muito na balança. “Tínhamos a certeza de que era uma solução capaz de atender bem em qualquer parte do mundo e que não ia desaparecer ao fim de alguns anos, como aconteceu com muitas empresas de CAD que surgiram”, explica Monteiro.

    O gerente usa o software de design para desenvolver o produto de uma forma que considera mais segura e rápida. Com as ferramentas de CAD, ele obtém um molde de forma virtual idêntica, seguindo rigorosamente a sua existência na realidade. O uso do software lhe permite fazer todos os tipos de simulação, tais como a mecânica do molde, verificando se os mecanismos vão funcionar corretamente, a injeção, o resfriamento, um eventual empenamento etc. Além disso, o CAD permite integração imediata com outros softwares responsáveis por executar o resto do projeto.

    Renomada fabricante de moldes para PET, a canadense Husky investiu nessas estações em 2005 com o objetivo de atender com maior facilidade o mercado brasileiro. A ideia era agilizar o tempo de projeto e eliminar a barreira do idioma. Isso porque, explica Rafael Geremonte, gerente de operações para engenharia e manufatura de câmaras quentes no Brasil, até então, os clientes brasileiros precisavam entrar em contato com os responsáveis pelo projeto nos Estados Unidos, o que poderia gerar alguma falha na comunicação. Segundo informa, hoje toda a atualização das máquinas é feita diretamente nos Estados Unidos, onde o software é instalado e revisado. A biblioteca dos componentes utilizados nos projetos é mundial e fica em um banco de dados no exterior.

    Plástico Moderno, Rafael Geremonte, gerente de operações para engenharia e manufatura de câmaras quentes no Brasil, CAD/CAM - Ferramenteiros avaliam vantagens e pontos fracos desses softwares

    Geremonte: aplicativos propiciam maior confiança na liberação da usinagem

    Também a Husky optou pelo Unigraphics, utilizado para os projetos e para a usinagem. “Os motivos são a confiabilidade do software, integração entre engenharia e programação, e a possibilidade de se criar ferramentas para facilitar as operações a serem executadas em ambos os departamentos”, justifica Geremonte.

    Brasileira de origem, a Moltec, fundada há 40 anos, desenvolve embalagens para transformadores em CAD há longa data. A empresa aproveita sua experiência em ferramentaria para assistir o transformador no desenho das peças. Foi pioneira no uso de 3D para projetar moldes de sopro e se considera uma das poucas no mundo a dominar esse recurso. Já os moldes de injeção são desenvolvidos em 3D há cerca de oito anos. “A integração entre os setores traz vantagens, com operações em uma mesma linguagem, sem precisar converter arquivos”, diz o gerente de engenharia Bruno Chagas.


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