Plástico

16 de dezembro de 2009

CAD – Programas se sofisticam, preços caem, mas uso amplo esbarra na pulverização

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

     

    O impressionante avanço da informática nos últimos anos tem uma característica marcante. Ao mesmo tempo em que os produtos se sofisticam, tornam-se populares. A teoria vale para computadores, games, outros Plástico, Softwares  sofisticados como o Autodesk, ajudam a projetar o molde desde a captura do design da peçaitens do gênero e ainda para os softwares de CAD. Quando surgiram, há quase três décadas, eles tinham recursos limitados, algo comparável à versão eletrônica da combinação prancheta, lápis e borracha. Custavam quantias proibitivas.

    Hoje contam com versões complexas, com imagens em três dimensões e recursos outrora inimagináveis. Com esses aplicativos, projetos de moldes intrincados, desenvolvidos após dias de trabalho, podem ser realizados em poucas horas. E as empresas de informática garantem preços hoje bem mais acessíveis quando comparados com os do passado.

    Quando somamos ao cenário o incrível desenvolvimento da indústria do plástico nas últimas décadas, percebemos uma convergência de interesses. Por um lado, os fornecedores de softwares procuram disseminar na indústria de injeção de plásticos o uso de soluções modernas, específicas para esse mercado, lançadas depois de exaustivos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento. São os casos, por exemplo, das multinacionais Autodesk, PTC e SolidWorks. Por outro lado, transformadores e ferramenteiros estão ávidos por recursos voltados para tornar mais rápidos os lançamentos de produtos. O mercado exige o desenvolvimento do projeto dos moldes em prazos cada vez mais apertados.

    Nos países avançados, a aproximação entre fornecedores e usuários já é realidade. No Brasil, as características do mercado são distintas. O setor de ferramentarias é muito pulverizado, estima-se existirem mais de duas mil empresas do ramo. Dessas, muitas ainda estão na época dos softwares de CAD de duas dimensões e não demonstram tanta disposição para investir em soluções atualizadas. Mesmo estando o setor de plásticos mais avançado nessa evolução do que os usuários de outros segmentos da economia.

    Os maiores e/ou mais sofisticados fabricantes de matrizes brasileiros já perceberam as vantagens proporcionadas pela tecnologia. Estão atentos à realidade do mercado e investem em aplicativos para garantir a sobrevivência, em um ramo no qual o futuro se avizinha cada vez mais competitivo. Mas o potencial das vendas ainda é enorme. Para os fornecedores de programas, persiste o desafio de disseminar o uso dos recursos de ponta da informática nesse mercado.

    Sob medida – Considerada uma das empresas especializadas em softwares de CAD mais conhecidas do mundo, a Autodesk há quatro anos vem se preparando para investir com força na indústria de injeção de plástico.

    “O mundo cada dia está usando mais plásticos, esse mercado para nós representa uma grande oportunidade de

    Plástico, CAD - Programas se sofisticam, preços caem, mas uso amplo esbarra na pulverização

    Inventor atende os emergentes, diz Stutz

    negócios”, justifica Jéferson Stutz, executivo de manufatura industrial da empresa para a América Latina. Para citar um exemplo, ele recorre às montadoras. “Na busca por veículos mais leves, elas têm usado o plástico para substituir muitas peças antes feitas em outros materiais”, lembra.

    Para atingir esse mercado com sucesso, a empresa resolveu investir em projeto ambicioso. A Autodesk começou com a aquisição de duas grandes empresas multinacionais: a Alias, reconhecida em todo o mundo como grande especialista em soluções para design, e a Moldflow, líder mundial em softwares de CAE, voltados para simular em computadores as operações de preenchimento de moldes de injeção.

    Faltava desenvolver um CAD com características específicas para atender às demandas da indústria do plástico, em especial para as ferramentarias especializadas em moldes de injeção. Além de propriedades tecnológicas adequadas, o produto precisava apresentar custo acessível. “Queríamos democratizar o uso de soluções avançadas de CAD”, explica o executivo.

    Depois de dois anos de estudos e testes, o projeto ficou pronto. O software, batizado de Autodesk Inventor Tooling, foi lançado em caráter mundial no último mês de maio. “É o primeiro que atende a todas as necessidades das economias emergentes, em


    Página 1 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *