Economia

4 de abril de 2011

Brasilplast 2011 – Transformação – Clima favorável para geração de negócios traz otimismo ao setor

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Publicado por: Patricia Rodrigues
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    Com o aquecimento da economia brasileira a partir do segundo semestre do ano passado, o clima para novos negócios na Brasilplast 2011 é de puro otimismo se comparado à edição anterior, ocorrida em plena crise mundial.

    “O Brasil sobressaiu mesmo nos momentos difíceis. Porém, não só o setor de transformação, mas a economia como um todo obteve um baixo desempenho. Mas, desta vez, temos uma perspectiva de crescimento de 10%, o que é bastante satisfatório”, avalia José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

    Depois do período crítico, a boa expectativa do setor de transformação se apoia no aumento da renda da população, que vem estimulando o consumo de bens em setores nos quais o plástico tem reinado — de embalagens para diversas finalidades à indústria automotiva, passando pela construção civil. Além disso, o país tem recebido investimentos em infraestrutura por conta de megaeventos como a Olimpíada e a Copa do Mundo, agitando diversos segmentos da economia. No setor do plástico não é diferente. De acordo com a Abiplast, em 2010, estima-se um consumo interno em torno de 5,7 milhões de toneladas, confirmando sinais da recuperação em 2011, que espera crescimento de 10% e uma expansão ainda maior em 2012. As exportações, para este ano, também devem ter crescimento de 8%, chegando a 330 mil toneladas.

    Apesar dos números do mercado interno e do clima favorável, o setor ainda se preocupa com o número das importações: em 2010 foi registrado um aumento de 30% em relação ao período anterior. E isso deve crescer em torno de 15% neste ano em virtude dos negócios com a China e com os Estados Unidos, especialmente no segmento de laminados autoadesivos e filmes para várias aplicações. “Com exceção de 2009, as taxas de importação crescem de 30% a 35% ao ano. Esse crescimento é preocupante e assinala os gargalos de competitividade que precisam ser fortemente atacados, sob pena de esses setores terem participação cada vez maior de produtos importados”, explica Roriz.

    Plástico moderno, Brasilplast 2011 - Transformação - Clima favorável para geração de negócios traz otimismo ao setor

    Mesmo com a Política de Desenvolvimento Produtivo, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Plástico (Proplástico), que visa à modernização das empresas, o setor aponta fatores que emperram a competitividade na hora de exportar, como o alto custo de produção, a matéria-prima com preço elevado, o excesso de cargas tributárias e as altas taxas de juros. “Em uma segunda fase da PDP, da qual muito tem se falado, o objetivo é aumentar a competitividade do setor”, comenta Roriz.

    Plástico moderno, José Ricardo Roriz Coelho, Presidente da Abiplast, Brasilplast 2011 - Transformação - Clima favorável para geração de negócios traz otimismo ao setor

    Roriz: momento é propício para desengavetar projetos

    Além disso, as indústrias de plástico têm dificuldade de se financiar porque o mercado é muito pulverizado e as empresas — especialmente as pequenas e médias — têm pouco acesso ao mercado financeiro. “Mesmo com as linhas de financiamento, não conseguem alavancar seu crescimento por conta da morosidade dos processos burocráticos e das garantias exigidas. São muitas etapas para transpor e isso afasta muitas empresas dos processos de financiamento. O ideal seria que o Finame fosse um programa permanente, especialmente com juros mais baixos para que as indústrias pudessem se modernizar com equipamentos de última geração.”

    Nesta edição da Brasilplast, a nova gestão da Abiplast pretende fazer do evento, por si só, uma vitrine, uma oportunidade para alavancar e acelerar projetos para o setor. “Mais do que negócios fechados e a possibilidade de estar com empresários do mundo inteiro, a feira nos traz as principais tendências do setor”, avalia o presidente. “O Brasil também sai na frente com os produtos ecofriendly. Mesmo com a produção ainda pequena, os itens fabricados com fontes renováveis têm excelente aceitação no mercado externo. Os bioplásticos precisam ser incentivados e devem ganhar espaço, especialmente porque o consumidor está também cada vez mais exigente.”

    De acordo com Roriz, essa é a hora de desengavetar projetos que estavam à espera de melhoras na economia. “Essa perspectiva é muito clara e o número de negócios deve ser compatível com o otimismo dos empresários do setor. Como grandes produtores de petróleo e autossuficientes, temos um mercado potencial de alimentos e toda uma gama de produtos que impulsionam a indústria do plástico. Precisamos sustentar a demanda interna, combater a importação com preços e qualidade, além de exportar competindo em igualdade com as empresas estrangeiras.”

    Mais incentivo às exportações – O programa Export Plastic promove desde 2005 durante a Brasilplast o Projeto Comprador, com rodadas de negócios entre seus associados, uma das muitas ações da entidade para incentivar as exportações. O programa é uma parceria entre a cadeia do plástico e o governo federal por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Criado em 2003 e coordenado pelo Instituto Nacional do Plástico (INP), conta com a participação de 74 empresas de transformados plásticos de dez estados. O programa tem apoio institucional da Abiplast, Abiquim, Abief e Afipol e patrocínio da Petrobras e da Braskem.

    Plástico moderno, Brasilplast 2011 - Transformação - Clima favorável para geração de negócios traz otimismo ao setor

    Nesta quarta edição, a rodada promovida pelo Export Plastic acontecerá apenas no primeiro dia da feira e contará com cinco compradores dos Estados Unidos e do México. “A Brasilplast serve como um evento âncora: reúne muitos de nossos associados como visitantes e potenciais compradores de equipamentos, porém não conta com muitos associados ao programa expondo”, explica Marco Wydra, gerente executivo do Export Plastic. “Convidamos compradores internacionais para não só visitar a feira, mas principalmente para estreitar os laços com os nossos associados por meio de visitas técnicas.”


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