Máquinas e Equipamentos

2 de junho de 2011

Brasilplast 2011 – Sopradoras – Máquinas arrojadas brigam por espaço

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Os modelos de equipamentos para sopro convencional ainda persistem na maior parte do parque industrial brasileiro de transformação e, por conta desse perfil, eles predominaram na exposição do Anhembi. Mesmo assim, sopradoras mais arrojadas, de grande porte, e tecnologias diferenciadas, como injeção/sopro e coextrusão, também ressaltaram seus dotes.

    Entre os fabricantes nacionais, a Multi Pack Plas, predisposta a brigar com gigantes do mercado internacional, sobressaiu no evento. Entre os expositores da área de sopro, os comentários davam mão à palmatória e admitiam que essa concorrente faria diferença no mercado. Para dar uma referência, uma das maiores produtoras de embalagens sopradas do mercado, a Sinimplast, possui diversas sopradoras da marca para frascos coextrudados.

    O principal foco da fabricante de máquinas são as construções de maior porte. “Nessa faixa, brigamos com as importadas europeias”, compara o diretor comercial Ulisses Fonseca. A principal diferença nesses equipamentos, hoje, refere-se ao curso de deslocamento, diz ele, que credita à sua Autoblow 1000 a classificação de maior máquina nesse quesito feita no país. “Tem 1.100 mm de curso, com 30 toneladas de força de fechamento”, informa.

    Plástico Moderno, Ulisses Fonseca, Diretor comercial, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

    Por questões relacionadas ao espaço da feira, ele, porém, optou por expor equipamento de menor porte. “A ideia é abrir maior leque de clientes”, disse. Mesmo essas máquinas menores visam um nicho diferenciado de mercado, onde concorrem as linhas top da Pavan e da Romi, na opinião dele.

    As sopradoras da Multipack Plus se diferenciam na sua forma construtiva. A estrutura é monobloco, o que se traduz em maior rigidez – sinônimo de maior qualidade nos frascos.

    Plástico Moderno, Hans P. Lüters, Diretor da Kal, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

    Lüters: garantia de 98% de produtividade

    O sistema de fechamento, patenteado, combina alavancas contrapostas com colunas de apoio livre nas extremidades. Vantagem, segundo Fonseca: tem sempre a força de fechamento total aplicada no centro da placa. Outra característica interessante fica por conta da operação em cima de guias lineares, apoiadas em barramento. Esse sistema elimina problemas de empenamento dos carros em balanço apoiados em tirantes e perda de força de fechamento. Mais um diferencial: não possuem tranca-carro, a calibração é biapoiada na estrutura da máquina. São equipamentos totalmente automatizados, com retirada de rebarba e saída orientada. O comando pode ser CLP ou PC industrial de ambiente Windows.

    Atualmente, a empresa fabrica entre 35 e 40 máquinas de grande porte por ano, nas estimativas de Fonseca. Seus planos contemplam lançar ainda neste ano uma sopradora totalmente elétrica, fruto de parceria firmada com a Moog, em contrato exclusivo por três anos para fornecimento dos atuadores, peças que substituem os cilindros hidráulicos. Os benefícios se assemelham aos das injetoras elétricas: economia de energia elétrica e limpeza.

    Tecnologia ainda pouco difundida no país, a injeção-sopro podia ser conferida no estande da Kal Internacional, representante das sopradoras da Jomar, dos Estados Unidos. “São equipamentos que atingem até 98% de produtividade, ou seja, operam 98% do tempo”, prometeu o diretor da Kal, Hans P. Lüters. Ele aproveitou a feira para divulgar toda a linha da fabricante americana, que abrange máquinas para volumes desde 1,0 ml até dois litros.

    Segundo Lüters, a tecnologia de injeção-sopro permite processar diversas resinas, entre as quais PE, PP, PET e PVC. “Assegura tolerâncias mínimas e frascos bem-acabados”, ressaltou. Os principais nichos de atuação da Jomar são as embalagens direcionadas às indústrias farmacêuticas e de cosméticos.

    O processo de injeção-sopro consiste, numa primeira etapa, na moldagem em uma estação de injeção de uma pré-forma, que, ainda quente, segue para a estação de sopro, onde toma sua forma no molde final. Em contrapartida ao custo mais elevado, por conta da necessidade de um molde de injeção e outro de sopro, entre outros componentes requeridos, o processo oferece vantagens como maior precisão no gargalo e isenção de rebarbas, excelente controle de espessura de parede, por conta do design da pré-forma, e do peso da peça, pelo controle de volume na injeção. Com a mesma espessura de parede, a biorientação confere ao produto maior resistência mecânica e ao stress cracking, menor impermeabilidade a gases e brilho superior.

    O diretor da Kal buscava com a sua participação na feira prospectar novos mercados e clientes, bem como encontrar os já usuários de seus equipamentos. “A Brasilplast se mostrou novamente muito importante para o setor e para nós, com muitos projetos e boas expectativas de novos negócios. Fizemos duas vendas de máquinas Jomar, esperamos nos próximos dias pelo menos dois ou três outros contatos, e ainda outros projetos novos e uma dúzia de contatos novos”, comemorou Lüters.

    O gerente geral da HDB Representações, Luís Antonio Pavezzi, também compartilhava a intenção de divulgar a tecnologia de injeção-sopro, disponível no estande da empresa nos modelos da série Exacta. A marca, registrada pela HDB, refere-se a equipamentos terceirizados, fabricados por um parceiro chinês sob a assessoria da engenharia da HDB. A linha é ofertada em quatro modelos com forças de fechamento de 30, 45 e 60 toneladas para resinas como PP, PE, PS e outras, e ainda 45 t para PET. De acordo com o modelo, sopram frascos desde 2 ml até 500 ml.


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