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4 de abril de 2011

Brasilplast 2011 – Resinas – Solvay incorpora a francesa Rhodia

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Com dinheiro em caixa, fruto das vendas de seu negócio farmacêutico para a Abbott Laboratories por 4,5 bilhões de euros, em 2009, a companhia belga Solvay Indupa, reconhecida fabricante mundial de produtos químicos e plásticos, anunciou no início de abril a compra do tradicional grupo francês Rhodia, por um montante de 3,4 bilhões de euros (US$ 4,8 bilhões). O acordo foi recomendado pelo conselho de diretores da companhia francesa e deverá ser concluído em agosto deste ano. O negócio fortalece a Solvay em mercados emergentes, particularmente o brasileiro e o chinês, nos quais a Rhodia tem forte participação no ramo das especialidades químicas. No ramo plástico, a empresa belga também ganha com a aquisição: as tradicionais poliamidas da Rhodia.

    Forte no exterior, mas ainda em desenvolvimento local, os negócios da Solvay em polímeros de alto desempenho conquistam mais espaço ano a ano no mercado brasileiro. Especialmente em 2010, a companhia aproveitou os bons ventos da economia nacional e a necessidade crescente de soluções de alto desempenho e avançou em segmentos como o automotivo e o de óleo e gás. Embora não compartilhem o topo da pirâmide dos polímeros, como as especialidades do portfólio da Solvay, as poliamidas da Rhodia, de forte penetração na indústria automobilística, podem complementar e impulsionar os negócios do grupo belga no país.

    As expectativas do gerente regional América do Sul – especialidades em polímeros da Solvay, Alexandre M. Guimarães, apontam para um crescimento acima da indústria nacional, de novo embalado pela maior demanda por soluções envolvendo tecnologia mais apurada de materiais. Por formarem o topo da pirâmide de polímeros, os produtos da Solvay Specialty Polymers tendem a se beneficiar dessa onda, na opinião dele. “A indústria brasileira está, cada vez mais, aprendendo a utilizar produtos que aportem maiores benefícios, e não somente a olhar custo. Soma-se a isso a forte tendência de substituição de metais por plásticos, o que igualmente favorece a utilização de nossos materiais”, anima-se.

    A empresa ampliou recentemente em 50% a capacidade produtiva de sua fábrica de polivinilideno fluorado (PVDF) na França, a fim de atender à demanda crescente de aplicações de elevada exigência tecnológica, como semicondutores, óleo e gás, membranas para tratamento de água e aplicações fotovoltaicas, entre outras. A unidade fabril de poliftalamidas (PPA) nos Estados Unidos também foi expandida. Também o mercado chinês recebeu injeção de recursos para eliminar um gargalo proveniente do crescimento acelerado de demanda de materiais na Ásia.

    Plástico moderno, Alexandre M. Guimarães, Especialista em polímeros da Solvay, Brasilplast 2011 - Resinas - Solvay incorpora a francesa Rhodia

    Guimarães: especialidades conquistam maior espaço

    Polímeros de alto desempenho, que até poucos anos atrás não encontravam aplicações no mercado brasileiro e abriram brechas em áreas como médico-hospitalar, automotiva, e na extração de petróleo, constarão da mostra da empresa na Brasilplast. Otimista, Guimarães acredita que siglas como PPSU (polifenilssulfona) e PEEK (poliéter-éter-cetona), entre outras, se tornarão mais familiares dos transformadores brasileiros interessados em tecnologia de ponta.

    Desde a última Brasilplast, há dois anos, os investimentos da empresa nessas especialidades resultaram no desenvolvimento e oferta ao mercado nacional de diversas novas soluções, que ganharão destaque no estande deste ano, entre as quais toda uma linha de poli-aril-éter-cetonas (PAEK) que primam pela combinação singular de propriedades mecânicas, resistência química e à abrasão, novos grades de PVDC e ainda de etileno-clorotrifluoretileno (ECTFE).

    O foco da apresentação da Solvay na área de especialidades em polímeros convergirá para a integração dos desenvolvimentos da empresa em sintonia com as megatendências globais: mobilidade (progressos no setor automotivo), escassez de água potável (produtos como membranas poliméricas para tratamento de água), crescimento da população mundial (soluções para conservação de alimentos, construção civil, infraestrutura etc.), entre outras.

    Reinvenção da Rhodia – Desenhada há onze anos para oferecer, em particular à indústria automotiva, maior produtividade, flexibilidade no design e redução de custos no desenvolvimento de peças de alta exigência técnica, a já reconhecida geração de poliamidas designada TechnylStar deu outro passo adiante com o lançamento brasileiro da resina TechnylStar A 250 F, que será uma das estrelas na constelação da Rhodia na Brasilplast.

    A nova tecnologia permite conferir a uma poliamida “commodity”, sem reforços, caso da tradicional Technyl A 250 F, os mesmos conceitos da geração Star, com destaque para o alto índice de fluidez, sinônimo de maior produtividade. “Reinventamos uma PA básica, de alta produtividade, preenchimento rápido do molde e design de alta complexidade”, comemora Marcus Curti da Silva, diretor de plásticos de engenharia e polímeros para a América Latina da Rhodia.

    Moldar peças com a nova Star significa elevar em 20% a produtividade em tempo de ciclo e reduzir a temperatura de injeção em 20ºC. “Isso significa menos degradação na resina”, explica. Por sua maior fluidez, preenche mais rapidamente os moldes e, portanto, possibilita aos designers a elaboração de moldes mais complexos. Processamento sob menor temperatura exige menos pressão. E a redução de ambas equivale a ganho no ciclo e economia energética. Tudo isso sem perda de propriedades. O pulo do gato: “O polímero consegue manter estável a viscosidade até o final do seu processamento; sem perda de viscosidade, as propriedades do produto se mantêm”, revela Curti. Beneficiam-se dela aplicações com requisitos de propriedades mecânicas, temperatura e um mínimo de flexibilidade.


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