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3 de maio de 2011

Brasilplast 2011 – Plásticos de engenharia – Poliamidas reforçam investimentos

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    O mercado de plásticos de engenharia conheceu diversas novidades, particularmente relacionadas ao velho e bom náilon e seus compostos.

    A Invista aproveitou a Brasilplast para anunciar a sua decisão de produzir no país formulações com base no seu náilon 6.6, já ofertado ao mercado nacional. Porém, em vez de investir em uma fábrica, a empresa optou por terceirizar a produção, contratou duas produtoras de compostos e está negociando com uma terceira. Com intenções de reforçar a atuação nesse negócio na América do Sul, ainda assinou contrato com outras três na Argentina.

    Plástico Moderno, Nelson Altero, Diretor de negócios PSM & Intermediates, Brasilplast 2011 - Plásticos de engenharia - Poliamidas reforçam investimentos

    Altero opta pelos produtos consagrados

    Reconhecida como uma das maiores fabricantes mundiais de náilon 6.6 (possui plantas nos Estados Unidos, Argentina e Holanda), a Invista decidiu participar do segmento de compostos há dois anos e, embora contrate empresas para produzi-los, é ela a responsável pela comercialização dos produtos. “Se houver necessidade, podemos oferecer soluções customizadas”, ressaltou Nelson Altero, diretor de negócios PSM & Intermediates.

    A declaração dessas decisões para o mercado brasileiro contou com a presença estratégica do vice-presidente executivo de polímeros de engenharia, Kurt Burmeister, na Brasilplast, que disse ter intenções de trazer inicialmente dez formulações já consagradas no mercado, com as quais espera suprir por volta de 45% da demanda brasileira de compostos de poliamidas. O principal endereço, como não poderia deixar de ser, é a indústria automotiva, mas segmentos como o de eletroeletrônicos e o de bens de consumo, entre outros, também serão beneficiados. “A Invista montou equipe para atender a esse mercado, desenvolveu produtos e espera que as vendas brasileiras representem 10% das vendas globais nos próximos dois anos”, comentou Burmeister.

    Plástico Moderno, Victor Costa, Gerente de desenvolvimento de negócios, Brasilplast 2011 - Plásticos de engenharia - Poliamidas reforçam investimentos

    Costa oferece equipe técnica e prestação de serviços direta

    A empresa já possui volume suficiente para venda de alguns grades, compostos homologados e outros em processo de homologação. A opção de Altero é por participar do mercado brasileiro com produtos que a indústria já conhece. Outra proposta dos executivos envolve a produção de compostos baseados em resina reciclada de origem pós-industrial. Eles comentaram que a empresa possui tecnologia para processar reciclado também de pós-consumo. A ideia é fechar o ciclo, destinando os resíduos.

    Outra novidade interessante partiu da UBE Latin America, subsidiária do grupo japonês UBE. A notícia é a introdução no país das suas poliamidas, terpolímeros (6/6.6/12), comercializadas sob a marca Terpalex. Já conhecida do mercado brasileiro há cerca de oito anos por suas copoliamidas, há um ano abriu escritório em São Paulo, que responde pelo atendimento na América Latina.

    O terpolímero sobressai por um conjunto de propriedades, englobando alta transparência e resistência à punctura, maior termoencolhimento em comparação aos copolímeros, e ainda baixa temperatura de fusão (sinônimo de maior eficiência energética) e alta permeabilidade ao CO2. Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios, Victor Costa, o produto é um sucesso no mercado europeu e ele planeja repetir a dose no mercado nacional; para tanto disponibiliza uma equipe técnica de brasileiros e oferece prestação de serviços direta.

    Plástico Moderno, François Hincker, Presidente da Rhodia, Brasilplast 2011 - Plásticos de engenharia - Poliamidas reforçam investimentos

    Hincker anuncia expansão de capacidade e novas tecnologias

    Nome tradicional no mundo das poliamidas, a Rhodia (por coincidência situada ao lado da Solvay, que anunciou a aquisição da empresa francesa no mês passado, como noticiou a PM 438, de abril de 2011, pág. 40) trouxe para a feira o seu presidente, François Hincker, e o diretor de projeto em composite da unidade global de plásticos de engenharia, Jean-Marc Feuillas, para divulgar novidades, entre as quais aumento de capacidade e novas tecnologias. Até o final deste ano, Hincker prevê expansão de 6 mil toneladas anuais na fábrica de compostos, em São Bernardo do Campo-SP. Sobre a união com a Solvay, ele disse acreditar que a empresa agora estará habilitada a atender melhor os clientes brasileiros. “O portfólio é complementar, não se sobrepõe”, ressaltou.

    Ficou sob o encargo do outro executivo francês divulgar uma das principais atrações do estande, a nova linha de compósitos Evolite by Technyl, de formulações constituídas por uma base polimérica derivada de poliamida reforçada com fibras longas, patenteada pela fabricante. Apresentada na última edição da megafeira alemã K, no final do ano passado, o produto visa à substituição de estruturas metálicas nos automóveis, tais como peças de chassis, amortecedores, assento de bancos e outras aplicações.

    Plástico Moderno, Roberto Moncorvo, Diretor técnico, Brasilplast 2011 - Plásticos de engenharia - Poliamidas reforçam investimentos

    Maior parte das formulações de Moncorvo se baseia nas PAs

    Entre as qualidades do produto, Feuillas destaca sua viscosidade inferior a qualquer outra poliamida, o que possibilita uma excelente impregnação e maiores taxas de reforço – até 62%, que podem ser de vidro, carbono ou outras fibras. As peças derivadas desse material exibem excelente resistência mecânica e dureza, resistência reforçada a choques e ótimas propriedades de envelhecimento. Sua fluidez ainda garante alta produtividade para o transformador.

    O diretor aproveitou para divulgar os compostos feitos com até 60% de insumos obtidos de fonte renovável (óleo de mamona), lançados na Europa no ano passado e em processo de homologação para comercialização no país. “A sofisticação do mercado brasileiro está demandando produtos inovadores”, comemorou.

    Quem passou pelo estande da empresa pôde ver um carro conceito elaborado com material transparente. O veículo carregava cerca de quinze quilos de poliamida, equivalentes às atuais aplicações e revelava as possibilidades de uso do material pelo setor automotivo.


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