Aditivos e Masterbatches

3 de maio de 2011

Brasilplast 2011 – Masterbatches – Mercado está em franca expansão

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Publicado por: Patricia Rodrigues
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    No evento, a Cromex anunciou a ampliação da sua capacidade produtiva de 132 mil toneladas/ano para 150 mil toneladas/ano, até 2012, por meio da modernização das plantas. A empresa adquiriu oito extrusoras para a fábrica de São Paulo, para operar com masterbatches coloridos e especialidades. No ano passado, a fábrica da Bahia recebeu uma extrusora para a produção de corantes pretos e, ainda este ano, outro equipamento deve entrar em operação para a produção de masterbatches brancos.

    A empresa, com um portfólio com mais de 13 mil itens, entre aditivos e cores, prepara-se para atender à crescente demanda do mercado interno e dos mais de 60 países onde comercializa seus produtos. Além de ampliar sua oferta, que inclui novos masterbatches para a fabricação de multifilamentos, filamentos contínuos e não tecidos (PP e PET), a empresa trouxe novas soluções que melhoram os processos produtivos de mercados específicos, como a linha de branco com antifibrilante e aditivo UV para ráfia.

    Ainda com poucos detalhes, João Fernando C. Pinheiro, diretor – Brasil e Mercosul – da norte-americana RTP Company, anunciou a instalação de uma nova fábrica no país para a produção de compostos especiais sob medida e masterbatches. “A meta é estar mais perto dos clientes da América do Sul para oferecer soluções personalizadas.”

    Embora as perspectivas dos muitos expositores sejam otimistas, desde a última edição da feira o mercado de masterbatches estima números sempre crescentes, tanto de fornecedores de vários portes que chegam a cada temporada quanto de novos produtos. “As vendas vêm aumentando”, explica Sergio Leonel Palermo, gerente comercial da Procolor, de Cotia-SP. “E ao mesmo tempo cresceu a exigência por produtos de maior qualidade para atender a diferentes critérios em aplicações cada vez mais segmentadas”, avalia.

    De acordo com Palermo, o setor não se reaqueceu totalmente no ritmo desejado desde fins de 2009. No entanto, mesmo com dificuldades pontuais – falta de resina, dólar baixo e importações –, a Procolor aponta um crescimento em torno de 20% ao ano, além de uma gama maior de itens oferecidos.

    Para se destacar nesse competitivo mercado, a empresa, que tem entre os seus maiores clientes as indústrias de embalagens flexíveis e brinquedos, adquiriu recentemente duas extrusoras de rosca dupla, com capacidades para 600 kg e 400 kg. Fora disso, a Procolor também investiu em um outro modelo, menor, para processar plásticos de engenharia, náilon e PET para masterbatches destinados a produtos de maior valor agregado. Nesse segmento, entram os pigmentos perolizados e fluorescentes que a empresa passa a oferecer. “Poderemos atender e ampliar nossa participação no mercado de cosméticos e outros segmentos, como o automobilístico”, ressalta o gerente.

    Além dessas ações, a empresa pretende importar novos pigmentos e, conforme Palermo, pode até fazer o mesmo em relação às resinas para alcançar preços mais competitivos. “A meta, a partir de agora, é exportar para o Mercosul”, adianta.

    No evento, que trouxe boas perspectivas, o gerente registrou em torno de 25 visitas de negócios ao dia, de empresários da Venezuela, Paraguai, Uruguai e Bolívia interessados em representar e/ou distribuir os masterbatches da Procolor em seus países, além de visitantes da Índia e da China, em busca de parcerias. “E isso sem contar a procura das grandes indústrias”, comemora Palermo.

    A Karina, tradicional no mercado de compostos de PVC e no mercado de masterbatches desde 2007 com os commodities, apresentou uma linha ampliada desde a última edição da feira. O portfólio conta agora com masterbatches brancos com carga mineral (carbonato de cálcio), que reduzem o custo da formulação nos vários processos de transformação do plástico. Utilizando dióxido de titânio e pigmentos tonalizantes, a empresa desenvolveu masterbatches especiais, indicados para a extrusão de chapas e filmes, peças termoformadas, sopradas e injetadas para os segmentos de eletroeletrônicos, eletrodomésticos, utilidades domésticas e brinquedos.

    “Apesar de ser um mercado bastante concorrido, enxergamos um futuro bastante promissor”, explica Juliana Chaves de Oliveira, do departamento de marketing. “Isso fez com que apostássemos na criação de masterbatches de outras resinas, como os de polipropileno”, explica. Esses masterbatches de PP podem receber adição de dióxido de titânio, aditivos especiais e elastômeros para aumentar as propriedades mecânicas das peças, como acontece com mesas e cadeiras dos segmentos de móveis e jardim. A Karina também produz os coloridos de PE, EVA, PS e PP para diferentes aplicações.

    A Actplus, de Cotia-SP, empresa do grupo Activas, participou da feira com estande próprio, fato que demonstra a importância e o crescimento do segmento de masterbatches dentro do grupo. “Já representa 50% do negócio”, esclarece Anderson Carniel, gerente comercial. Esse direcionamento trouxe um novo foco para a empresa que opera há oito anos com masterbatches brancos, pretos e coloridos e suas especialidades, além de formulações mais estruturadas e estáveis, que atendem o mercado de chapas coextrudadas.

    A partir deste ano, a Actplus deve investir na fabricação de masterbatches para embalagens rígidas para a indústria alimentícia, os quais têm maior valor agregado por conta de suas formulações atóxicas, isentas de metais pesados. Para atender à demanda, Carniel explica que a capacidade instalada deve passar das 300 toneladas/mês para 400-450 toneladas.


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