Feiras e Eventos

4 de abril de 2011

Brasilplast 2011 – Máquinas e ferramentarias – Evento estimula projeções positivas para o mercado

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A realização da Brasilplast sempre foi positiva para a indústria de máquinas e equipamentos, mesmo quando a economia passa por tempos de “vacas magras”. Em períodos de crescimento, como o vivido nos dias de hoje, o evento infla o otimismo dos representantes do setor.

    Para os especialistas, é oportunidade excelente para promover lançamentos, se confraternizar com os clientes e realizar contatos para fechar no futuro bons negócios. Em alguns casos, a expectativa mais favorável se concretiza, ocorre o fechamento de negócios durante o transcorrer da feira.

    A opinião de Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), resume o sentimento das empresas do segmento. “Considero a Brasilplast a maior e melhor feira do setor no Brasil e no Mercosul”, avalia. Para ele, qualquer fabricante de máquinas, equipamentos ou componentes, além de todas as empresas envolvidas na cadeia do plástico, precisam participar da exposição. O resultado é sempre positivo, em especial considerando o cenário da economia. “A Abimaq participa de quarenta feiras, nossos associados estão presentes em eventos em todo o mundo. De 2009 para cá, as feiras nacionais têm sido mais importantes, o mercado interno está muito aquecido”, resume.

    Apesar do otimismo, o início do ano para os fabricantes nacionais de máquinas não foi dos melhores, se comparado com os resultados do mesmo período de 2010. O faturamento nominal do primeiro bimestre das empresas do setor ficou na casa dos R$ 144,13 milhões, valor 7,4% inferior aos R$ 155,57 milhões verificados no mesmo bimestre do ano passado. O resultado negativo merece uma ressalva. A comparação é feita depois de um ano muito positivo. Em 2010, o setor apresentou faturamento nominal de R$ 1,12 bilhão, 53,3% acima do resultado de 2009. A comparação mais importante: as vendas no ano passado cresceram 25% em relação a 2008, melhor ano nos últimos tempos.

    “O segmento de máquinas e acessórios para a indústria do plástico tem apresentado recentemente bom desempenho, com crescimento em torno de 5% ao ano mais a variação do PIB”, resume Wilson Miguel Carnevalli, vice-presidente e responsável pela câmara setorial voltada para o plástico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Para Carnevalli, o problema que mais prejudica o setor é o real supervalorizado. Ele tem incentivado a concorrência dos importados, em especial dos produtos asiáticos.

    Plástico moderno, Wilson Miguel Carnevalli, Vice-presidente e responsável pela câmara setorial voltada para o plástico da Abimaq, Brasilplast 2011 - Máquinas e ferramentarias - Evento estimula projeções positivas para o mercado

    Carnevalli: Proplástico trouxe benefícios ao setor

    Os números da balança comercial comprovam a tese. No primeiro bimestre de 2011, as importações atingiram a soma de R$ 250,67 milhões, contra R$ 118,90 milhões no mesmo período do ano passado, e foram exportados R$ 2,51 milhões, contra R$ 19,05 milhões no primeiro bimestre de 2010. Nos 12 meses de 2010, as exportações ficaram em R$ 92,38 milhões e as importações em R$ 989,56 milhões. Em 2009, esses números foram R$ 86,96 milhões e R$ 769,28 milhões. Em 2008, alcançaram R$ 123,87 milhões e R$ 1,11 bilhão.

    A despeito da concorrência internacional, o bom momento das empresas brasileiras se deve em grande parte, na opinião dos especialistas, ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O PSI, lançado em meados de 2009, no auge da crise mundial, oferece financiamento com juros amigáveis para os compradores de máquinas nacionais e tornou os produtos brasileiros mais competitivos. Em relação ao PSI, uma boa notícia. O programa, cujo término estava previsto para o final de março, foi estendido até o dia 31 de dezembro de 2011. “O PSI começou com juros de 4,5% ao ano e hoje está em 6,5%. Apesar de os juros terem aumentado um pouco, isso ainda ajuda”, lembra Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq.

    Carnevalli aponta outro programa do governo como muito benéfico para o setor. Trata-se do projeto Proplástico, do BNDES, anunciado em junho do ano passado. Ele tem em vista o financiamento da modernização das empresas do setor, com juros facilitados para os interessados em investir no aumento da produção de peças transformadas, em equipamentos e em moldes para o segmento. Oferece, entre outros incentivos, o apoio à troca de equipamentos antigos por novos, com “sucateamento” das máquinas usadas, de forma que impeça a sobrevida de equipamentos ineficientes, com baixa produtividade, reduzida segurança do trabalhador e alto consumo de energia. O projeto tem dotação orçamentária de R$ 700 milhões e prazo de vigência até 30 de setembro de 2011. O valor mínimo das operações a serem apoiadas no âmbito desse programa é de R$ 3 milhões.

    Outra boa nova é a manutenção, feita por parte do governo do estado de São Paulo, da queda da alíquota de ICMS de 18% para 12% para máquinas e equipamentos. A redução, instituída em 1989 com o objetivo de estimular os investimentos e a produtividade da indústria, havia sido revogada no ano passado. Sua restauração foi consolidada em janeiro, depois de longa e exaustiva negociação entre Abimaq e autoridades paulistas.

    Acima da média – De 2010 para cá, o setor de plástico apresentou resultados acima da média da indústria de base. A indústria fabricante de máquinas e equipamentos como um todo teve faturamento bruto deflacionado de R$ 5,81 bilhões em fevereiro. O valor representa aumento de 12% sobre janeiro e 11,8% de crescimento em relação ao mês de fevereiro de 2010. O acumulado do primeiro bimestre ficou na casa dos R$ 11 bilhões, valor 10,9% superior ao do mesmo período do ano passado. No ano de 2010, o faturamento bruto do setor foi de R$ 73,2 bilhões. Em 2009, havia sido de R$ 66,7 bilhões. No ano de 2008, o melhor dos últimos tempos, ficou em R$ 83,1 bilhões.


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