Máquinas e Equipamentos

1 de junho de 2011

Brasilplast 2011 – Injetoras – O desfile das máquinas

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Os visitantes da Brasilplast interessados em conferir as novidades no universo das injetoras tiveram a oportunidade de conhecer um painel bastante completo dos modelos disponíveis no mercado. Nos estandes do Anhembi estiveram montados equipamentos de diversas marcas. No nicho das máquinas mais simples, responsável por entre 80% e 90% das unidades vendidas no Brasil, fabricantes nacionais e asiáticos concorreram para chamar a atenção dos possíveis clientes.

    Entre os equipamentos mais complexos, o esforço se concentrou entre os representantes dos fornecedores instalados nos países do primeiro mundo.

    De acordo com os expositores do ramo, o interesse dos visitantes demonstra algumas tendências. A procura por injetoras mais sofisticadas se intensifica entre as empresas que trabalham em mercados de tecnologia elevada, caso da indústria automobilística, de eletroeletrônicos e outras. Também são bastante procurados equipamentos adaptados para transformar o PVC, matéria-prima em alta graças ao aquecimento da construção civil. A economia de energia elétrica é preocupação constante dos clientes. Nesse quesito, merece atenção a evolução da procura pelos modelos elétricos e, no caso das máquinas hidráulicas ou híbridas, pelo uso de componentes hidráulicos mais avançados, caso das servobombas, que acionam o motor quando a máquina precisa de algum movimento e mantêm o motor em descanso nas demais ocasiões. As bombas de vazão variável, não tão econômicas, mas importantes em determinados modelos, são muitas vezes exigidas pelos compradores. Os equipamentos de tamanho compacto fazem sucesso, num momento em que o custo da área das fábricas está valorizado. As máquinas dotadas com componentes que as tornam mais ágeis provocam o interesse de muitos transformadores, em especial dos ligados a atividades que exigem a produção de grandes volumes de peças.

    Alguns empresários do ramo esperavam a presença mais expressiva de visitantes na Brasilplast. Outros demonstraram satisfação com o movimento. Ninguém discorda, no entanto, da excelente oportunidade proporcionada pela exposição para encaminhar negócios. O número de contatos realizados com possíveis compradores compensa. Algumas vendas chegaram a ser concretizadas nos estandes, em especial com clientes cuja preferência pela marca é forte. Nas muitas conversas travadas nos estandes entre fornecedores e interessados em adquirir equipamentos, a questão do preço, como não poderia deixar de ser, foi uma das mais discutidas. O real valorizado favorece os importados, como provam os números da balança comercial do setor nos últimos anos.

    Estima-se que 70% do faturamento nacional relativo à venda de injetoras fique com os importadores e 30% com os fabricantes nacionais. Pelos preços excessivamente competitivos, os fornecedores dos modelos chineses têm gerado reclamações iradas dos concorrentes nacionais nos últimos anos. As condições de financiamento também estiveram presentes nas negociações. Nesse tópico, os fabricantes brasileiros estão favorecidos pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), lançado pelo Finame, que garante juros e prazos mais amigáveis para quem adquirir máquinas nacionais. Para tentar compensar essa desvantagem, os importadores ofereceram alguns planos de financiamento próprios com juros competitivos e prazos menores.

    Nacionais – Os principais fabricantes nacionais “bateram o ponto” no evento do Anhembi. A Romi, empresa há 81 anos no mercado e com mais de 30 mil máquinas instaladas, marcou presença sem qualquer falsa modéstia. Em um estande amplo, com 490 metros quadrados, exibiu sete máquinas para transformação do plástico, entre elas um ciclo completo de produção de frascos de PET – incluindo a sopradora –, do granulado à garrafa fechada. As injetoras em exposição estavam ligadas a robôs, máquinas de embalagens e todos os periféricos utilizados para automatizar a produção de peças plásticas.

    “Nossa expectativa é muito forte, aproveitamos a feira para mostrar novos modelos e o desenvolvimento das nossas injetoras”, disse Hermes Lago, diretor de comercialização de máquinas. Entre as atrações, o lançamento das linhas EL, EN e P. De acordo com a empresa, a série EL é formada por modelos elétricos, facilmente adaptados a salas limpas. Trata-se de um projeto novo, dotado de componentes e insumos de alta confiabilidade e tecnologia e que propicia elevada relação entre produção e consumo energético.

    Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Injetoras - O desfile das máquinas

    Em seu estande, a Romi exibiu vários modelos de máquinas injetoras

    Os equipamentos EN são destinados a diversas aplicações, como injeção de peças técnicas, utilidades domésticas, brinquedos e embalagens. Eles são equipados com servobombas e se destinam a diversas aplicações. A série P possui bomba de vazão variável. “Essa linha surge para suprir uma lacuna no nicho de baixo custo e elevado índice de recursos técnicos”, afirmou Lago. A empresa também mostrou uma injetora da série Primax, já conhecida do mercado, formada por unidades híbridas, com acionamentos hidráulicos para os movimentos de fechamento e injeção, e elétrico para o movimento de plastificação. “Ela reduz o consumo de energia em até 30% e o tempo dos ciclos em até 15% em relação à máquina similar com plastificação hidráulica.”

    De acordo com o diretor, os lançamentos devem ajudar a Romi a cumprir a meta de vendas em 2011 e tornam o portfólio da empresa dotado com máquinas mais competitivas, aptas a disputar um mercado extremamente concorrido. “Nossa expectativa é a de alcançar resultados equivalentes aos de 2008”, revelou. Caso se confirme, o desempenho será próximo ao do ano passado. A expectativa em relação ao desempenho da empresa no exterior também é positiva. Ela conta com fábrica na Itália e em outros países atua com a marca Sandretto.


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