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4 de abril de 2011

Brasilplast 2011 – Injetoras – Demanda aquecida sustenta estimativas de bons negócios

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Publicado por: Rose de Moraes
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    O setor industrial toma fôlego para manter os níveis de crescimento alcançados no ano passado com vistas a consolidar posições confortáveis no decorrer deste ano, em especial perante as possibilidades oferecidas pela Brasilplast. As vendas se consumaram em ritmo acelerado em 2010, recuperando as baixas de 2009.

    Maior demanda de bens de consumo e de bens duráveis, refletiu sobre a venda de bens de capital, como de injetoras, principal termômetro de que o setor da transformação caminha rumo à renovação e à ampliação do seu parque industrial.

    Exemplo disso, no balanço do último ano, os números da Romi estiveram em ascensão em todas as áreas de negócios. As vendas de injetoras e sopradoras cresceram 37%, no comparativo entre 2009 e 2010. Os esforços para internacionalizar a marca foram superlativos. Primeiro, pela reestruturação das várias subsidiárias de vendas e de serviços já instaladas na França, Espanha, Itália, Holanda e Reino Unido, aliada à inauguração de nova unidade, prevista para os próximos meses, no México. Segundo, pela intensa exposição da marca em mercados potencialmente compradores, como Emirados Árabes, Rússia e México, formando um conjunto de ações para expandir os canais de vendas de injetoras produzidas no Brasil e na Itália, após a aquisição da Sandretto, efetivada três anos atrás, e que permite à Romi atuar com a marca no mercado internacional.

    “Estamos levando a solidez do grupo Romi para o mundo todo e a nossa bandeira está sendo fincada em vários mercados. No setor de injetoras, a nossa presença no exterior podia ser considerada relativamente tímida, mas, depois da compra da Sandretto, conseguimos ter maior acesso ao mercado externo”, afirma Hermes Lago, diretor comercial de máquinas da Romi.

    As sinergias que ainda estão por vir em decorrência da aquisição da Sandretto, segundo acredita o diretor, serão ainda quantificadas, mas um fato é certo: beneficiou a oferta de ampla gama de injetoras, em modelos com forças de fechamento desde 80 toneladas até 3.500 toneladas, abrangendo sistemas hidráulicos, híbridos e elétricos.

    “Cobrimos todas as faixas de aplicação e temos domínio sobre todas as tecnologias, para fornecimento aos mercados interno e externo, produzidas exclusivamente no Brasil, com os mais modernos sistemas de fusos de esfera e servomotores, encontrando acesso garantido no mercado global”, considerou Hermes Lago.

    Automação com robôs em alta – Adquirida pelo grupo austríaco Wittmann, em 2008, a alemã Battenfeld teve sua produção de injetoras totalmente transferida da Alemanha para Kottingbrunn, a 50 Km de Viena, na Áustria e, com isso, otimizou ganhos nos custos de fabricação, bem como passou a prover as máquinas de recursos ainda mais avançados na área de automação.

    Segundo o gerente de vendas para o Brasil da Wittmann/Battenfeld, Marcos Cardenal, as injetoras estão totalmente integradas com os periféricos por conta da atuação nas duas áreas tecnológicas, o que confere total domínio para atender à demanda atual por injetoras robotizadas, selecionadas por apresentarem estabilidade térmica de processo, o que promove uma consequente estabilidade dimensional aos injetados e também ganhos no ciclo de produtividade.

    Plástico moderno, Marcos Cardenal, Gerente de vendas para o Brasil da Wittmann/Battenfeld, Brasilplast 2011 - Injetoras - Demanda aquecida sustenta estimativas de bons negócios

    Cardenal: procura por injetoras elétricas cresceu

    O perfil das empresas que hoje buscam a automação também mudou, ou melhor, se estende não só às de grande porte, mas também às de pequeno e médio, que optam por recursos mais avançados, como robôs, como estratégia para crescer rapidamente, conforme é possível observar em vários setores, como o de conexões, embalagens, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, médico-hospitalares, farmacêuticos, cosméticos, entre outros.

    A nova estrutura montada após a aquisição da Battenfeld pela Wittmann beneficiou principalmente o comprador de sistemas de injeção, que pode contar com custos mais atrativos e com um pacote completo de opções em máquinas com forças de fechamento desde 5 toneladas até 1.600 toneladas, dotadas de ampla gama de periféricos de alta tecnologia.

    Nas estimativas de Cardenal, os custos dos componentes eletrônicos também estão bem mais acessíveis, em torno de 20% menores, em comparação com os custos encontrados dez anos atrás. Além disso, os atuais sistemas de controle das injetoras de primeira linha operam sob plataforma Windows.

    Confirmando o período de aquecimento vivido pelo país, ele destacou a grande representatividade do Brasil no cômputo geral das vendas do grupo, a exemplo dos níveis de comercialização alcançados no ano passado – cerca de cem injetoras somente para atender o mercado interno.

    Um dos indicadores de que os compradores estão buscando tecnologias avançadas é o crescimento da demanda por máquinas elétricas, com forças de fechamento desde 55 toneladas até 300 toneladas, preparadas até mesmo para operar em salas limpas. “Alguns anos atrás, apenas comercializávamos injetoras elétricas na Europa e, hoje, a procura no Brasil está bem mais sólida”, compara o gerente.

    Além de economizar energia, o principal atrativo oferecido pelos sistemas de injeção elétricos fabricados pela Wittmann/Battenfeld é o sistema de isolamento da lubrificação da máquina, concebido para impedir a contaminação dos injetados.

    Nesse segmento, as injetoras elétricas da série EcoPower, desenvolvidas pelo grupo, agregam um sistema de fechamento denominado Kers – Kinetic Energy Recovery System. Bastante conhecido em aplicações feitas em carros de corrida da Fórmula 1, o sistema Kers proporciona aos usuários uma economia adicional de energia, podendo chegar até 40%, e que consiste na sua recuperação por meio da desaceleração da placa de fechamento, bem como no decurso da desaceleração, possibilitando aos motores elétricos atuar como geradores de energia.


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