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4 de abril de 2011

Brasilplast 2011 – Extrusoras – Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

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Publicado por: Renata Pachione
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    Esta edição da Brasilplast vem ratificar seu caráter comercial. A economia aquecida e o interesse dos investidores estrangeiros pelo país favorecem os projetos de expansão do mercado de extrusoras.

    O cenário se mostra propício para os fabricantes de máquinas emplacarem modelos mais produtivos e econômicos, pois os investimentos parecem vir de todos os lados e têm privilegiado desenvolvimentos mais eficientes e confiáveis.

    Plástico moderno, Paulo Leal, Engenheiro da Rulli Standard, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

    Leal: faturamento superou as expectativas do ano passado

    Os incentivos propostos pelo programa de apoio ao financiamento à cadeia produtiva do plástico, o Proplástico, e a prorrogação do Finame-PSI – Programa de Sustentação do Investimento têm feito a diferença no desempenho dos fabricantes de máquinas. “Com os juros acessíveis e prazos coerentes, os clientes conseguem fazer seus investimentos e amortizá-los no longo prazo”, comenta o engenheiro Paulo Leal, da Rulli Standard, de Guarulhos-SP. Não por acaso, ele atribui a alta das vendas sobretudo a esse recurso. No ano passado, o faturamento da empresa superou as expectativas anunciadas previamente, possibilitando o aumento do quadro de funcionários e a flexibilização do turno de trabalho.

    Nem a modificação do programa acabou com o otimismo da indústria nacional. Cada porte de empresa passou a ter juros e prazos diferenciados, mas mesmo assim os empresários não reclamam. “Sem isso, estamos mortos. Nenhuma empresa tem condições de comprar a curto prazo”, comenta Enrico Miotto, diretor da Miotto, de São Bernardo do Campo-SP.

    A Acmack, de Itupeva-SP, fabricante da marca Ciola, também tem se fartado com esses incentivos. Para se ter uma ideia, 30% das suas vendas se deram via Finame-PSI. A propósito, o vento tem soprado a favor da empresa. No ano passado, cresceu 12% sobre 2009. Neste ano, o enredo muda um pouco. Com início retraído, 2011 inspira dúvidas, mas o diretor Aldo Ciola aposta em novo perfil de cliente: transformadores de grande e médio porte. “Eles pensam a longo prazo”, argumenta.

    Plástico moderno, Aldo Ciola, Diretor, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

    Ciola prevê um novo perfil de clientes para este ano

    Como os importados não foram convidados a participar dessa festa, eles recorrem a iniciativas próprias. Na estadunidense Milacron, os clientes optaram por financiamentos diretos ou linhas de crédito internacionais. A KraussMaffei escolheu essa segunda opção, com cobertura da Hermes (estatal da Alemanha que fomenta a exportação local). Os efeitos são positivos. Dos negócios realizados pela empresa alemã por aqui no ano passado, cerca de 65% se deram via essa linha de financiamento.

    Para Bruno Sommer, responsável pela área de extrusão da KraussMaffei do Brasil, apesar da atratividade do Finame, existe uma demanda cativa para as máquinas estrangeiras. “As empresas que compram equipamentos de alta produtividade para concorrer com as maiores do setor continuam optando pelas importadas”, afirma. Marcelo Albernaz, gerente de vendas da Coperion Brasil, lamenta a falta de incentivos para os seus equipamentos, justamente por este motivo. Para ele, a indústria local ainda não abastece o mercado nacional com modelos similares aos trazidos de fora do país. “O governo deveria lembrar que o acesso à tecnologia de ponta torna as companhias brasileiras mais competitivas no mercado internacional”, reclama.

    Plástico moderno, Bruno Sommer, Responsável pela área de extrusão da KrausMaffei, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

    Sommer: país tem demanda cativa para os importados

    De qualquer forma, os investimentos estão chegando ao país de todos os lados. A economia aquecida e os olhos do mundo voltados para a indústria nacional fazem deste um momento bastante particular. Não por acaso, estudiosos internacionais anunciaram, recentemente, que os integrantes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão deixando o estigma de emergentes, para despontarem com força no cenário internacional.

    Por esses motivos, esta edição da Brasilplast vem mais ratificar seu caráter comercial do que exibir avanços tecnológicos e propor conceitos. Muitos expositores concordam: grande parte das novidades mais relevantes na área de extrusão já foi mostrada em outubro passado, durante a realização da K, na Alemanha. Mas, ainda assim, participar desta edição da feira se mantém na pauta do dia, pois o evento deve se consagrar como importante plataforma de negócios.

    “A feira sempre aquece o mercado, gerando vendas e oportunidades”, diz Wilson Carnevalli Filho, diretor da Carnevalli, de Guarulhos-SP. No final do ano passado, a companhia operava no limite da sua capacidade, porém, para 2011, mesmo com previsão de aumento das vendas em torno de 20%, ele espera uma desaceleração do crescimento.

    Seria redundante abordar os baixos índices de exportação das fabricantes nacionais. Mas vale o registro. A Carnevalli, acostumada a exportar cerca de 30% da sua produção, se esforça para atingir os dois dígitos. Na Acmack, atualmente, 25% da produção vai para fora do país. A taxa já foi o dobro disso.

    Não é de hoje que os fabricantes nacionais se veem obrigados a buscar rotas alternativas para manter o saldo no azul. Os primeiros meses de 2009 foram derradeiros; a valorização do real perante o dólar e a crise econômica mundial da época deixaram suas marcas. No entanto, 2010 começou com aquecimento das vendas e a tendência é se manter assim, pois as projeções para este ano, de um modo geral, são positivas. Os segmentos de embalagens, automotivo, construção civil, linha branca e eletroeletrônico são fortes candidatos no fomento da demanda do mercado de extrusão.


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