Máquinas e Equipamentos

1 de junho de 2011

Brasilplast 2011 – Extrusoras – Cresce a oferta de alta tecnologia

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Publicado por: Renata Pachione
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    A participação dos fabricantes de máquinas extrusoras nesta 13ª edição da Brasilplast, realizada de 9 a 13 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, confirmou a abertura do mercado para absorver desenvolvimentos altamente qualificados. Os expositores apostaram em tecnologias de ponta, capazes de tornar as máquinas mais eficientes e produtivas. Além disso, a economia aquecida e os olhos do mundo voltados para a indústria nacional intensificaram o interesse dos estrangeiros em investir no país, favorecendo a penetração dos importados por aqui.

    Plástico Moderno, Flavio Ribeiro da Silva, Diretor de vendas da Battenfeld-Cincinnati, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Cresce a oferta de alta tecnologia

    Para Silva, Battenfeld e Cincinnati mostraram o melhor de cada empresa

    A exposição serviu de via de acesso para grandes companhias estrangeiras aportarem no mercado brasileiro. Algumas simplesmente retornaram, como a austríaca Cincinnati Extrusion e a alemã Battenfeld, que se fundiram para juntas voltarem a ser referência no setor. A turbulência vivida na Europa deixou sequelas, mas nem todas negativas, segundo Flavio Ribeiro da Silva, diretor de vendas para América Latina da nova empresa Battenfeld-Cincinnati. “A fusão veio por causa da crise, mas trouxe benefícios, pois assim pudemos oferecer o que há de melhor de cada empresa, e sermos mais competitivos”, explicou.

    Fundada em abril do ano passado, a companhia atua em três divisões: infraestrutura, para o mercado de tubos; construção civil, com máquinas para fabricação de perfis e compostos, incluindo o WPC (composto de plástico com madeira) e chapas de PVC; e embalagens, para filmes planos e chapas. Todas as máquinas dupla rosca são fabricadas na Áustria e as monorroscas, na Alemanha. “Com essa estratégia, otimizamos os custos”, comentou Silva. Há unidades produtivas também na China, Estados Unidos e Japão.

    Apesar de não ter máquinas no estande, a Battenfeld-Cincinnati divulgou duas linhas lançadas na edição da K, realizada no ano passado na Alemanha: a solEx (monorrosca para produção de tubos de poliolefinas) e a TwinEx 34D (dupla rosca para tubos e perfis de PVC). Segundo Silva, os dois desenvolvimentos privilegiaram o aumento da produtividade e a economia de energia. “Em relação às máquinas convencionais, reduzem o consumo energético em 15%”, exemplificou.

    A fim de otimizar a produção de poliolefinas, a companhia apresentou um novo sistema de resfriamento interno da tubulação durante o processo de extrusão. “Com isso reduzo o comprimento da linha de produção em até 40%, produzindo assim em uma área menor”, explicou Silva. Essa tecnologia pode ser aplicada a tubos de 110 mm até 2.500 mm, e assegura, segundo o diretor, a qualidade técnica do produto.

    Outra velha conhecida do mercado, a Reifenhäuser, também não tinha máquina no Anhembi, mas nem por isso mostrou-se de forma modesta. Após ter encerrado suas atividades localmente no início de 2000, essa tradicional fabricante alemã de máquinas extrusoras, no ano em que completa cem anos de fundação, aportou por aqui com uma nova representação. Durante o evento, anunciou que a ML Viviani no Brasil assumiu as divisões Reifenhäuser Extrusion (tecnologia cast e sheet) e Reifenhäuser-Kiefel Extrusion (blow), a fim de emplacar entre os transformadores brasileiros seus equipamentos produzidos em Troisdorf, Alemanha. Em tempo, a Gutenberg detém a representação da divisão Reicofil.

    A companhia, segundo Márcio Luiz Viviani, responsável pelas vendas da marca no país, apesar de ser referência na oferta de extrusoras para filmes de multicamadas, pretende comercializar modelos para monocamadas e coex menos sofisticados, no caso de três camadas. “O nosso objetivo é atender empresas que queiram aliar tecnologia, produtividade e durabilidade também em máquinas conceitualmente mais simples, mas com todo o conhecimento Reifenhäuser embarcado”, afirmou Viviani.

    Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Cresce a oferta de alta tecnologia

    Modelo da Liansu para tubo carregado opera 24 h ininterruptas

    Essa estratégia não significa que o transformador brasileiro não tenha poder de fogo ou interesse em máquinas mais caras. Aliás, a empresa vendeu por aqui um modelo de nove camadas, apresentado em outubro passado, durante a K, na Alemanha. “Trata-se da ‘joia’ da extrusão”, ressaltou.

    Por falar em gigantes, a Liansu, maior fabricante chinesa de linhas e peças de extrusão, também estava presente na feira, reforçando seu interesse em fazer negócios por aqui. A divisão Meggaplástico, do grupo Megga, anunciou com ineditismo que, além dos mercados de injeção e sopro, agora atua na extrusão. Para ter força nesse segmento, já consolidado entre tantos fabricantes europeus e brasileiros, o gerente comercial da Meggaplástico, Marcelo Pruaño, disse que só poderia fazê-lo com uma das maiores da área; e, por isso, escolheu a Liansu.

    Fundada em 1986, a empresa conta com quatorze fábricas espalhadas na Ásia e possui seiscentas linhas de extrusão em suas unidades. “A Liansu já fornece seus produtos para os principais fabricantes de tubos do Brasil, só não tinha representação local”, afirmou Pruaño. São mais de sessenta linhas em operação na América Latina atualmente.

    O portfólio é vasto: são sistemas de extrusão para tubos duplos com dimensões de 16 mm a  110 mm, linhas completas para tubos de PEAD para água pressurizada e tubos para gás e tubos corrugados com dupla camada de PEAD e PVC, além de extrusoras para peletizar PP/PVC/PPR, para fabricar WPC e chapas, entre outras. Na feira, estava em funcionamento a LSBP-50PE, uma máquina para fazer tubos corrugados. Com capacidade para extrudar 150 kg/h, a linha produz tubos de 20 mm a 50 mm. “Ela consegue operar 24 horas, sem nenhuma parada”, afirmou Pruaño. O modelo conta com motores de alto rendimento e, segundo o gerente, oferece segurança operacional e uma ótima relação custo/benefício. “É possível amortizar o investimento rapidamente”, comentou.


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