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2 de maio de 2011

Brasilplast 2011 – Commodities – Distribuição – Mostra exibe um varejo forte

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A força da distribuição pode ser medida em números. De um total de 11.465 transformadores de plástico, cerca de oito mil são atendidos por fornecedores varejistas de resinas. Em volume, representa cerca de 10% do consumo brasileiro total de commodities (estimado em 5,6 milhões de toneladas, em 2010). No ano passado, a distribuição comercializou 509 mil toneladas de resinas e faturou da ordem de R$ 2,5 milhões.

    Plástico Moderno, Laercio Gonçalves, Brasilplast 2011 - Commodities - Distribuição - Mostra exibe um varejo forte

    Estratégia de Gonçalves inclui atrair distribuição de plásticos especiais

    Responsável pelo levantamento desses números, a entidade representativa do setor – Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast) – compareceu à feira para divulgar o plano estratégico da nova gestão (2011/2012), presidida por Laercio Gonçalves, da Activas, que traz na pauta metas de ampliar no curto prazo – leia-se, ainda no primeiro ano – o número de associados, dos atuais 14 para mais de vinte. A ideia é angariar para sua base também os distribuidores de resinas de engenharia, além de abrir espaço para segmentos, como o de distribuidores de BOPP (polipropileno biorientado), masterbatches, e aditivos, entre outros projetos de crescimento e fortalecimento da entidade e de toda a cadeia. “Estamos trazendo novas empresas que representam especialidades e também distribuidores oficiais de produtos importados”, comemorou Gonçalves.

    O presidente da Adirplast traçou algumas diretrizes estratégicas que pretende cumprir em seus dois anos de gestão: fortalecer a distribuição; apoiar os associados por meio de treinamentos e palestras, entre outras medidas; empreender um projeto de autorregulamentação; levar adiante o processo de consolidação; promover a internacionalização, por meio de contatos com entidades de outros países; e divulgar a sustentabilidade do plástico.

    Com novo prestígio, redesenhada no mapa nacional de resinas, mais madura e profissional, a distribuição compareceu em peso à feira. Esse mercado iniciou 2011 já em novos moldes: atuação independente e responsável pelo abastecimento da indústria de transformação sem cacife para compra em alta escala. Os novos contornos do varejo denotam ainda outra tendência: a da distribuição com abrangência nacional (leia a edição nº 436 de Plástico Moderno, fevereiro, pág. 28).

    Esse foi o foco da Sasil na feira, ocasião aproveitada para divulgar suas três marcas: Sasil, Varient e Triflex (adquirida de uma empresa baiana). “Com elas conseguimos atingir todo o território nacional”, comemorou Bruno Carmelo, do marketing corporativo. Além de divulgar seu nome associado à rede oficial da Braskem, a Sasil também destacou a bandeira da Inova (poliestireno) e procurou consolidar na Brasilplast o produto de outra bandeira sob sua responsabilidade, a Eastman, de quem distribui uma especialidade: o copoliéster.

    Outra parcela da Varient foi aglutinada à Piramidal, que igualmente ganhou acesso nacional com o negócio e focou nesse mote sua participação na feira. “A Piramidal teve como principal finalidade a aproximação de seus clientes e fornecedores, agora em todo o Brasil, recebendo e apresentando toda a sua equipe”, reforçou o diretor Wilson Donizetti Cataldi, que considera a Brasilplast o melhor evento para relacionamento e prospecção de novos negócios. Nas contas dele, sua carteira envolve mais de 5 mil clientes anuais, para os quais dispõe de centros de distribuição em Pernambuco, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

    Para a Activas, que também saiu fortalecida com o rearranjo do mercado de resinas ao incorporar a Unipar Comercial no final do ano passado, a presença na Brasilplast deste ano objetivou replicar um feito conquistado em 2009. A exposição daquele ano rendeu à Activas a expansão do número de clientes ativos de mil para 2.500, de uma carteira hoje estimada em 6.500 nomes. “A meta é repetir a dose e ampliar em 15% a nossa carteira de clientes ativos”, informou o presidente da empresa, Laercio Gonçalves.

    Disposto a manter posição entre as melhores distribuidoras do país, ele disse ter mantido, após a consolidação, departamentos fundamentais, como desenvolvimento e regionalização; e investido na abertura de filiais em todo o país; na sua logística, apta a entregas just in time, em tempo inferior a dez horas; e em sua frota própria, composta por 25 caminhões, de um total de 35 veículos. “Nosso foco é o relacionamento e a fidelização do cliente.”

    De porte não tão expressivo quanto Activas, Piramidal ou Sasil (todas distribuidoras oficiais da Braskem), a Mais Polímeros surpreendeu e deu mostras do seu fortalecimento em um amplo estande situado ao lado da Braskem, de quem também é uma das distribuidoras oficiais. Para Daniela Dias Janota Antunes Guerini, a diretora da empresa, estar ao lado da petroquímica é “compartilhar uma nova forma de ver o mundo”.

    A presença na feira representou para a executiva a confirmação da Mais Polímeros em nova fase de sua história. “Fortaleceu os laços estratégicos com as duas maiores petroquímicas nacionais, como distribuidora oficial da Braskem para PP, PE e EVA, e da Unigel para poliestireno, e ratificou que a empresa está preparada para crescer e desenvolver novos clientes e mercados.”

    Entre os bons resultados da exposição, Daniela ainda ressaltou diversos contatos com potenciais parceiros internacionais para aumento do portfólio de produtos e representação comercial para além do Brasil, na América do Sul.


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