Aditivos e Masterbatches

2 de maio de 2011

Brasilplast 2011 – Aditivos – Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes

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Publicado por: Renata Pachione
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    Os novos desenvolvimentos apresentados pelos expositores de aditivos nesta 13ª edição da Brasilplast, realizada de 9 a 13 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, surgiram como uma resposta às exigências atuais do setor nos quesitos prática sustentável e segurança alimentar. Em busca de moléculas mais eficientes, os fabricantes se aprimoraram e também se mostraram preparados para prover essa indústria com fórmulas inovadoras e condizentes com os avanços tecnológicos dos polímeros e das máquinas de transformação.

    Fôlego para absorver os lançamentos não faltou. Depois de um período de crise, no qual falhas no abastecimento de algumas matérias-primas comprometeram os investimentos, os negócios foram retomados, abrindo o caminho para as companhias participarem em grande estilo desta que é a terceira maior exposição do mercado mundial do plástico. Tendências anunciadas no passado ganharam força. Os expositores confirmaram a intenção de exibir tecnologias diferenciadas capazes de assegurar a redução dos custos durante o processamento da resina e o uso de menores concentrações do produto.

    Plástico Moderno, Paolo Prada, Gerente regional da unidade de aditivos e pigmentos para plásticos da Basf, Brasilplast 2011 - Aditivos - Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes

    Prada: os filmes agrícolas se tornam mais resistentes à ação do enxofre com a aditivação do Tinuvin XT 200

    Tendências na prática – Na edição da Brasilplast de 2009, algumas incertezas rondavam a Basf, pois a companhia estava às voltas com a aquisição da gigante em aditivos Ciba. Hoje o cenário é outro. Além do bom momento vivido pelo setor, o que se viu foram as condições favoráveis da fabricante para confirmar seu compromisso com a inovação, sobretudo porque neste ano a empresa completa cem anos de atividades no Brasil. Desde o lançamento, na década de 70, do Tinuvin 70, estabilizante à luz do tipo Hals (sigla para Hindered Amine Light Stabilizers), o portfólio deste tipo de aditivo só aumenta.

    A mais nova prova de que os esforços têm valido à pena estava à mostra no estande sob a marca Tinuvin XT 200. Foram seis anos de desenvolvimento para garantir como diferencial do produto a estabilização durante um longo período, mesmo na presença de altas concentrações de defensivos agrícolas. Conforme explicou Paolo Prada, gerente regional da unidade de aditivos e pigmentos para plásticos da Basf na América do Sul, a fórmula tem uma menor interação com os produtos químicos utilizados nos filmes agrícolas, sobretudo o enxofre. Em tempo, esse ácido desativa a estabilização à luz tradicional.

    Apresentado na edição da K, realizada na Alemanha, em 2010, o Tinuvin XT 200 é um complemento do portfólio destinado ao mercado agrícola. Há ainda o Tinuvin NOR 371, de alto desempenho; o Tinuvin 494 AR, o Tinuvin 111, e a linha Chimassorb (2020 e 944). Os números alusivos ao mercado da plasticultura justificam a diversidade de produtos. Segundo o executivo, na América do Sul, esse setor cresce entre 8% e 10% por ano. Em âmbito global, essa taxa é um pouco menor: de 4%. Mas, de qualquer forma, os volumes impressionam; em 2009, a indústria mundial de filmes plásticos para estufas produziu cerca de 900 mil toneladas.

    Plástico Moderno, Paulo Ghidetti, Coordenador técnico da unidade de aditivos da Clariant, Brasilplast 2011 - Aditivos - Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes

    Ghidetti: Hostavin N30 atende às exigências da plasticultura

    A oferta de um novo estabilizante capaz de otimizar os processos também figurava como novidade. O Irgastab RM 68 foi mostrado justamente com o apelo de favorecer a redução da temperatura do forno, durante a rotomoldagem, aumentando a flexibilidade das condições de processamento. “Com ele, o ciclo é mais curto e, por consequência, o consumo de energia elétrica é menor”, comentou Prada. Para ilustrar a tendência de reduzir a aditivação, ele mencionou o Irgaclear XT 386. Esse clarificante era oferecido ali com a promessa de ser usado em uma concentração mais de dez vezes menor do que a dos sorbitóis. Além disso, com esta fórmula se obtém um produto praticamente sem odor e nenhuma coloração.

    O aquecimento da demanda do mercado de plasticultura também justificava um dos destaques da suíça Clariant: os aditivos poliméricos Hostavin N30, para estabilização à luz. Segundo Paulo Ghidetti, coordenador técnico da unidade de aditivos da Clariant, um dos principais diferenciais desse produto também se refere à propriedade que o torna resistente a ataques químicos dos pesticidas. A visibilidade da feira também serviu para a divulgação do Nylostab S-EED, aditivo multifuncional orgânico e aromático, à base de amina. O desenvolvimento se inclui na classe dos Hals, atuando como antioxidante e estabilizante à luz, para ser aplicado em poliamidas.

    Plástico Moderno, Antonio Carlos Ferracioli, Gerente de vendas da unidade de aditivos da Clariant, Brasilplast 2011 - Aditivos - Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes

    Ferracioli: novas ceras contribuem com meio ambiente / Novo sistema pode substituir o látex sob a grama sintética

    A companhia endossou o coro do discurso “ambientalmente correto”, ao expor as ceras Licocene, indicadas para aplicações em back coating, de gramas sintéticas e carpetes. “Com o nosso sistema, é possível reciclar o produto, pois ele substitui o látex, que não permite a reciclagem”, apontou Antonio Carlos Ferracioli, gerente de vendas da unidade de aditivos da Clariant. Outras possibilidades de uso se dão em tecidos para colchões, hot melt e compostos de madeira e plásticos (WPC). A expertise da companhia no ramo vem de anos. A Clariant oficializou a produção em escala industrial de ceras metalocênicas em 2004, na Alemanha, para utilização na dispersão de pigmentos orgânicos e inorgânicos, destinados ao campo das poliolefinas (PE e PP).

    O mesmo apelo serviu para divulgar a linha Exolit OP, de retardantes à chama, destinada a aplicações em plásticos de engenharia. Com o foco na segurança, Ghidetti enfatizou os benefícios de suas fórmulas não halogenadas. Base fósforo, o aditivo não produz fumaça tóxica e, no descarte, não contamina o solo com metais pesados. O Exolit, segundo ele, é ideal para a indústria de eletroeletrônicos; e por este ser um mercado de grandes volumes na Ásia, era o foco ali na Brasilplast.


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