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14 de maio de 2009

Brasilplast 2009 – Plásticos de engenharia – Expositores apresentam plásticos de alto desempenho com ênfase em processabilidade e menor custo

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    Mais uma vez, a Brasilplast foi o palco de importantes lançamentos de matérias-primas, entre elas diversos plásticos de engenharia inovadores, e deu sinais de que um material, em particular, desperta o interesse do mercado nacional. Trata-se do PBT, mostrado como destaque nas exposições de vários fornecedores presentes ao encontro, talvez como reflexo de sua utilização em muitas aplicações eletroeletrônicas. Também ficou clara uma consequência da competição acirrada no mercado local: muitos produtores de plásticos de engenharia lançaram versões com viscosidades mais baixas ou, como eles preferem dizer, com alta fluidez, um movimento quase sincronizado entre vários expositores, e sintonizado com a necessidade incontornável da redução de custos de fabricação dos transformadores.

    Muito popular por diversos produtos de consumo, a 3M também está por trás da linha de fluorpolímeros termoplásticos fabricados pela Dyneon, uma das empresas do grupo multinacional. Essa linha de plásticos está dividida em grades diferentes com graus variáveis de transparência e flexibilidade para aplicações específicas. O foco da Dyneon está no mercado automotivo, pois no de petróleo e gás, outro filão para o flúor, muitas peças ainda são importadas. “A maioria das peças no mercado de óleo e gás vem pronta do exterior, principalmente nos termoplásticos. Por isso, o enfoque maior recai sobre a indústria automotiva e o setor de fios e cabos”, afirmou a coordenadora de marketing, Kellen Cristina Busiol. Ela comentou sobre um desenvolvimento novo relacionado com a entrada em vigor, em 2010, no Brasil, de uma nova legislação (já em prática na Europa) sobre a emissão de voláteis.

    Dentro do tanque de combustível automotivo há uma mangueira imersa que normalmente permite a evaporação de voláteis

    Plástico Moderno, Brasilplast 2009 - Plásticos de engenharia - Expositores apresentam plásticos de alto desempenho com ênfase em processabilidade e menor custo

    Flexibilidade é um dos trunfos de fluorpolímeros para mangueiras

    para o meio ambiente. A nova legislação reduz e limita essa quantidade de voláteis.

    Os materiais disponíveis no mercado, segundo Kellen, não atendem ao requerimento vindouro, mas um dos fluortermoplásticos da Dyneon, o THV (copolímero de tetrafluoretileno, hexaflúor propileno e vinilideno fluorado), quando presente em uma das camadas que compõem a mangueira, reduz sensivelmente a emissão das substâncias indesejadas, por suas características de alta flexibilidade e impermeabilidade. Kellen diz que o THV é um produto exclusivo da 3M, sem oferta na concorrência, e com a flexibilidade adequada para a aplicação.

    Na família dos termoplásticos, a Dyneon tem priorizado no país o FEP (copolímero de tetrafluoretileno e hexafluorpropileno), aplicado na produção de fios e cabos. Nesse mercado, é necessária resistência à alta temperatura conjugada à capacidade de não-propagação de chamas. Os fluorpolímeros possuem propriedades inerentes de resistência à propagação de chamas, altamente desejáveis nessa aplicação. A Dyneon importa a maior parte de seus grades da Europa. Da linha oferecida no Brasil, apenas as borrachas fluoradas contam com produção local.

    O processamento dos fluorpolímeros exige temperaturas um pouco mais elevadas que os plásticos comuns, como commodities, porém são bastante fáceis de processar, embora possam requerer máquinas de transformação específicas. Além disso, a moldagem desses plásticos libera alguma quantidade de gás fluorídrico, o que exige cuidados com os operadores e o processo de manuseio, mas não demanda tratamento superficial especial para as máquinas.

    O consumo local de fluorpolímeros está em fase de crescimento, segundo Kellen, e a Dyneon desenvolve muitas oportunidades novas na área de termoplásticos fluorados no Brasil. São aplicações consagradas no exterior, mas que ainda engatinham no país.

    Plástico Moderno, Fábio L. F. Paganini, gerente de unidade de negócios da divisão de comércio internacional de polímeros de engenharia da Arkema Química, Brasilplast 2009 - Plásticos de engenharia - Expositores apresentam plásticos de alto desempenho com ênfase em processabilidade e menor custo

    Paganini: PA 11 transparente não utiliza óleos comestíveis

    É uma situação semelhante à que enfrenta a francesa Arkema. “O mercado brasileiro é muito limitado na aceitação de novas tecnologias em razão do custo, e uma referência prévia do mercado exterior facilita bastante a penetração no Brasil”, atestou Fábio L. F. Paganini, gerente de unidade de negócios da divisão de comércio internacional de polímeros de engenharia da Arkema Química. Mas Paganini ressaltou que o processo de desenvolvimento de aplicações locais sempre revela oportunidades diferenciadas de negócios, como no caso de amidas transparentes obtidas de óleo de mamona, introduzidas na Europa há menos de dois anos. A PA 11 transparente da Arkema, além de ter base no óleo vegetal, é derivada de um óleo não-comestível, sem fins alimentícios – os materiais concorrentes são derivados de petróleo ou de óleos com importante papel na cadeia alimentar, como os de milho ou soja. A produção dessas poliamidas gera 40% menos CO2 e requer 30% menos energia que a síntese de PAs fósseis. Elas possuem transmitância semelhante à de poliestireno, alta resistência à fadiga dinâmica e são muito leves, características adequadas a diversas aplicações: mangueiras, correias industriais, calçados, visores automotivos, copos de filtros automotivos e tubulações automotivas. 


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