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14 de maio de 2009

Brasilplast 2009 Commodities – Distribuição acelera o processo de integração e movimentos de fusão ganham força no setor

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Os novos episódios da integração da indústria petroquímica brasileira prometem adentrar, agora, na casa dos distribuidores – braços comerciais dos fabricantes de resinas. O número de empresas oficiais (com bandeira) e revendedores de commodities, acima de uma dúzia, presente nos corredores da Brasilplast, destoava diante dos reduzidos fabricantes locais. A concentração do setor de distribuição, porém, é inevitável e o desenho atual deve ganhar novos contornos, modelados mais de acordo com o novo mapa da segunda geração petroquímica.

    Porta-voz da distribuição, o presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast), Wilson Cataldi, admite que o setor sofrerá um ajuste e encolherá. A entrada em vigor da nota fiscal eletrônica, vigente desde 1º de abril deste ano, já deve promover uma arrumação na cadeia. “Só sobreviverá quem tiver boa gestão”, decreta. O prognóstico vale também para os transformadores. Na opinião dele, o resultado desse rearranjo será muito positivo, pois tornará o setor profissional e exigirá uma ética fiscal a qualquer prova.

    Ainda deverá acontecer uma segunda seleção, dessa vez empreendida pelos fabricantes de resinas. A integração dos distribuidores é uma certeza até mesmo entre os próprios, que se movimentam para permanecer no rol dos eleitos. “Para se sustentar dentro do novo modelo, o distribuidor precisará ter massa crítica, da ordem de 5 mil toneladas mensais, e isso deve se dar por aquisição ou associação”, opinou Cataldi, ressaltando que sua empresa construiu o volume atual por meio de aquisições.

    Com uma visão estratégica futura do mercado, ele deu o pontapé inicial no redesenho da distribuição nacional ao iniciar, há nove anos, um processo de reestruturação de sua própria empresa, a então Piramidal. A primeira etapa consistiu na compra da Ruttino, em 1998. Depois, em 2004, os sócios Cataldi e Amauri dos Santos criaram a Polimarketing. No ano passado, o mercado recebeu a notícia do nascimento da nova Piramidal, fruto da fusão entre a Piramidal, a Ruttino e a Polimarketing, com uma musculatura para suportar 100 mil toneladas anuais e suprir 20% da distribuição oficial, hoje em torno de 500 mil toneladas anuais. A ideia do empreendedor é consolidar o modelo de negócio e retomar o crescimento a partir de 2010 (veja mais informações em PM 414, abril de 2009, pág. 46).

    O saldo da primeira participação na feira como nova Piramidal foi muito positivo, nas impressões de Cataldi. Segundo ele, o estande registrou público bem superior ao esperado. “Acima de mil pessoas por dia!”, comemorou. A avaliação geral da feira também superou as expectativas, na opinião dele. A empresa distribui produtos da Braskem, Dow, Lanxess, Bayer, Keptal, Formosa, Acrigel e Cromex.

    Com a base de clientes mais voltada aos bens de consumo, a distribuição sentiu um pouco menos os reflexos da crise econômica. A queda nos volumes comercializados pelo setor atingiu apenas 1,6% no primeiro trimestre deste ano, comparativamente ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados levantados pela Adirplast. “Acredito que será possível ter um ano positivo na distribuição de resinas.”

    Consolidação a caminho – Nos bastidores da feira, os comentários tratavam do encerramento das atividades da SPP Resinas, um braço distribuidor da então Suzano Petroquímica (agora Quattor, controladora da Unipar Comercial), da quase certa aquisição dos negócios de distribuição da Fortymil pela Sasil, e de outras prováveis fusões entre empresas de pequeno porte.

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    Caribé aponta grande sinergia na negociação com a Fortymil

    comercial da Sasil, com sede em Salvador-BA, estima em cerca de um mês o prazo para a sua empresa e a Fortymil, de Itatiba-SP, formalizarem (ou não) uma fusão. “A sinergia é muito forte e a Braskem apoia o negócio”, admitiu Caribé. Segundo ele, há grande probabilidade de a união resultar na criação de uma nova empresa e marca. A área de resinas representa 43% do faturamento da Sasil, que comercializa da ordem de 300 mil toneladas anuais de produtos químicos e termoplásticos.

    A concentração do mercado distribuidor é bem-vista pelo diretor da Sasil. Submetido a margens muito baixas, o setor precisa ganhar escala de operação. “Devem restar oito ou nove distribuidores nacionais, com escala da ordem de seis mil toneladas mensais, por empresa”, arriscou um palpite. A nota fiscal eletrônica também favorece o segmento, norteando-o para a formalização.

    Diretor da Fortymil, Ricardo Mason preferiu apenas admitir que existe a negociação para uma união com a Sasil, sem mais comentários a respeito. Por outro lado, ressaltou o interesse da Fortymil em reforçar os investimentos na sua área dedicada à produção de compostos e substituir materiais virgens por reciclados, com vistas a suprir indústrias técnicas, de linha branca e até a automotiva. “Os rejeitos de origem industrial representam 90% e os de pós-consumo são provenientes de fornecedores homologados”, comentou Mason. A Fortymil pode processar até 2 mil toneladas mensais de compostos, beneficia aparas e resíduos de PP, PE, PS e ABS, e também presta serviços de micronização e tingimento.


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