Plástico

29 de agosto de 2009

Boas perspectivas para o setor de resinas

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Publicado por: Plastico Moderno
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    A fase aguda da crise econômica, que vinha assolando o mundo e lançando dúvidas sobre a capacidade dos países em produzir resultados, já passou. Os sinais de recuperação podem ser percebidos especialmente nos países que integram o grupo conhecido como BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China –, bloco que ganhou bastante importância e vem sendo considerado estratégico pelos países mais ricos e influentes do mundo, aí incluídos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Japão.

    O Brasil irá sair da crise com a casa mais arrumada do que estava no início da turbulência, isso porque suas bases econômicas estão mais sólidas. E também porque a crise fez com que o país revisse alguns pontos e enxugasse excessos que há tempos pediam atenção, como ocorreu com os juros, o acesso ao crédito e a desoneração da produção.

    Plástico, Vítor Mallmann, presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), Boas perspectivas para o setor de resinas

    Vítor Mallmann, presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas
    (Siresp)

    O mercado interno brasileiro é bastante representativo e tem absorvido uma importante fatia do consumo. A imagem de credibilidade do Brasil como um player internacional está em alta e a cadeia produtiva do plástico, ligada a diversos segmentos industriais, está intrinsecamente ligada à retomada e à consistência dos resultados que o Brasil vem apresentando.

    O momento é de ótimas perspectivas. Permanecemos trabalhando com setores da economia que, por não serem atrelados ao crédito, mantiveram-se estáveis, como o de alimentos, cosméticos e higiene e limpeza. Em outros dos quais participamos ativamente, como o automotivo e o de linha branca, ocorre forte aquecimento em razão da redução da alíquota de IPI e isso deve contribuir para que não ocorram rupturas no ritmo de produção e de consumo.

    A cadeia produtiva do plástico emprega aproximadamente 310 mil pessoas e conta com aproximadamente oito mil empresas, cujo faturamento se encontra na casa dos R$ 45 bilhões/ano. A demanda per capita de produtos plásticos no Brasil ainda é muito baixa (25 kg/hab/ano) e, pelo tamanho e características do nosso mercado, há enorme potencial de crescimento.

    A construção civil também abre boas perspectivas. As obras do PAC e o programa habitacional do governo federal são ótimas oportunidades para a cadeia do plástico. Isso sem falar nas obras que serão necessárias para que o Brasil desempenhe seu papel de sede da Copa do Mundo de 2014. Não serão apenas construções de estádios, mas toda a reformulação de infraestrutura de transporte, logística, turismo, abastecimento e saneamento nas cidades-sede dos jogos.

    Para atender a esse crescimento da demanda, tanto interna como externa, a indústria petroquímica brasileira atua para se manter moderna, competitiva e inovadora. Realiza constantes investimentos em pesquisas – como aquelas ligadas à produção de plásticos de matéria-prima renovável – e na melhoria contínua de tecnologias e processos industriais e no aperfeiçoamento de seus profissionais, altamente qualificados.

    A preocupação com o meio ambiente, com a qualidade de vida e o futuro das novas gerações também faz parte de nossa agenda de trabalho. O Siresp está atento às exigências globais e locais e estimula as empresas associadas a adotar as mais modernas práticas de gestão ambiental, com vistas ao desenvolvimento e ao respeito às pessoas. O plástico é um aliado da sociedade. Nossos produtos participam diretamente de vários segmentos da economia e do cotidiano das pessoas. Por ser um produto 100% reciclável, o plástico fecha o ciclo da sustentabilidade. O importante é que seja descartado adequadamente e totalmente reaproveitado. Por meio da reciclagem energética, o plástico e os demais resíduos do pós-consumo são transformados em energia, tema sobre o qual trataremos em breve.



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