Plástico

27 de agosto de 2011

Bioplásticos – Os plásticos do futuro – Plásticos de fonte renovável também crescem

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Publicado por: Patricia Rodrigues
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    Desde setembro do ano passado, a Braskem colocou em operação em Triunfo-RS sua unidade para a produção de eteno derivado de etanol, com capacidade para 200 mil toneladas de polietileno verde por ano. Com investimentos de cerca de R$ 500 milhões no projeto e tecnologia própria, o objetivo é a liderança mundial em química sustentável, com diversificação das suas fontes de matéria-prima. Recentemente, também fechou uma parceria com o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, no interior de São Paulo, para instalação de um laboratório a ser utilizado pela equipe de pesquisadores da empresa na área de biotecnologia. “Nossa principal matéria-prima renovável, o etanol da cana-de-açúcar, é hoje a mais competitiva e sustentável do mundo e o desenvolvimento e produção do polietileno é o grande marco desta indústria no Brasil”, explica Rodrigo Belloli, gerente de Produtos Verdes. Para ele, a popularização do bioplástico no Brasil deverá ser impulsionada pelo aumento do seu uso no mercado aliado a uma comunicação clara e responsável para o consumidor final. “Estas ações se viabilizarão por meio de parcerias envolvendo toda a cadeia de valor, desde o produtor até o dono da marca que levará o bioplástico em seu produto.” Alguns exemplos citados são a parceria recente entre a empresa, a Tetra Pak e a Nestlé para o lançamento das novas tampas de PE verde dos Leites Ninho e Molico, da Nestlé, e o lançamento dos frascos de PE Verde do protetor solar Sundown, da J&J, que estará no mercado no próximo verão. “Tais ações começam a colocar os bioplásticos no dia a dia da população e fazem com que a familiaridade deste novo produto cresça e impulsione a demanda do consumidor”, acrescenta.Plástico Moderno, Bioplásticos - Os plásticos do futuro - Plásticos de fonte renovável também crescem

    Belloli acredita que os bioplásticos que apresentarem aspectos amplos de sustentabilidade favoráveis, comprovados por meio de análise de ciclo de vida, competitividade perante os plásticos convencionais e características técnicas que atendam às necessidades do consumidor e facilitem a sua adoção pela indústria terão seu crescimento potencializado pelo mercado. “Tanto o PE quanto o PP verdes se enquadram na categoria dos bioplásticos que devem liderar este crescimento.”

    Em relação ao PP verde, que também tem como matéria-prima o etanol de cana, a Braskem anunciou a conclusão da etapa conceitual do projeto de construção de uma planta de propeno verde. Ainda em 2011 serão concluídos os estudos de engenharia e, uma vez obtida a aprovação final, começará a implementação do projeto, que tem operação programada para o segundo semestre de 2013, com investimentos em torno de US$ 100 milhões e capacidade mínima de produção de 30 mil toneladas por ano de propeno verde.Plástico Moderno, Bioplásticos - Os plásticos do futuro - Plásticos de fonte renovável também crescem

    A Dow Chemical Company e a Mitsui & Co. Ltd., de Tóquio, Japão, também anunciaram em julho a formação de uma joint venture para fornecer soluções de produtos sustentáveis para os mercados mundiais de produtos médicos, de higiene e de embalagens flexíveis de alta performance. A Mitsui terá participação de 50% na operação de cana-de-açúcar da Dow em Santa Vitória-MG e a etapa inicial prevê a produção de etanol de cana-de-açúcar para trazer novas alternativas para a Dow com base na biomassa para substituir recursos fósseis. “Será o projeto de maior porte em termos de biopolímeros”, adianta Luis Cirihal, diretor de Negócios para Alternativas Verdes e Desenvolvimento de Novos Negócios para a América Latina. “Não é simplesmente um biopolímero feito de uma base de matéria-prima renovável, que tem valor e importância muito grandes. O projeto, pioneiro, vai além, pois tem todas as demandas infraestruturais atendidas de maneira sustentável e renovável, ou seja, toda energia é gerada por si própria de fontes renováveis”, explica.

    A primeira usina será construída até o final de 2011 e terá capacidade para 240 mil metros cúbicos por ano em uma primeira etapa, com previsão de partida para o segundo trimestre de 2013. De acordo com Cirihal, a demanda brasileira por biopolímeros é muito superior à capacidade instalada e uma planta de envergadura global no mercado nacional atenderá a essas necessidades. Os produtos oferecem as mesmas características técnicas e de processabilidade que os polímeros de  fontes fósseis, à base de petróleo ou de gás. “Isso é um grande avanço porque não estamos introduzindo para a indústria uma necessidade de reconfigurar equipamentos ou embalagens. Estamos fazendo com produtos que a indústria já conhece, mas de fontes renováveis.”

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    Conjunto integra moinho-transportador e extrusora

     

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