Economia

28 de setembro de 2012

Automação – Sinônimo de maior produtividade e melhor qualidade, a automação é irreversível na indústria plástica

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Publicado por: Nelson Valencio
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    A cadeia produtiva do plástico persegue há anos maior produtividade e competitividade, particularmente os transformadores, em luta acirrada contra as garras cada vez mais afiadas da concorrência externa. A fim de municiá-los nesse confronto e ainda contemplá-los com maior controle de qualidade, destacam-se os mecanismos e equipamentos para automação do processo produtivo.

    Plástico, Automação - Sinônimo de maior produtividade e melhor qualidade, a automação é irreversível na indústria plástica

    Robô da Kuka Roboter auxilia a produção de para-choques

    Multinacional brasileira, a Tigre tem 22 plantas no mundo, 13 delas no exterior, autodenominando-se líder na fabricação de tubos, conexões e acessórios no país. Destaque no mercado latino-americano de embalagens plásticas sopradas, injetadas, bisnagas e esferas, a Globalpack processa mais de 2 mil toneladas mensais de matérias-primas. Apesar das diferenças, as duas empresas têm pontos em comum quando o assunto é automação: são adeptas, adotam-na em várias etapas, mas não em todas, e gerenciam o processo por considerar que não existe uma organização capaz de automatizar suas linhas – fim a fim. José Euzébio da Silveira Júnior, gerente-geral industrial da unidade de Vinhedo da Globalpack, resume esse cenário: “Existem processos que não são “automatizáveis”, nos quais não compensa fazer isso. Um exemplo são as etapas com muitas linhas de produtos, em que ficaria caro personalizar a operação”, explica.

    Ele dá como exemplo a unidade que dirige, bastante automatizada e focada. É o caso da produção de embalagens plásticas sopradas. Existem mecanismos para manter o plástico de pé e sistemas de qualidade que aferem se o produto final não apresenta furos. Ponto importante: trata-se de uma linha de grande tiragem, ou seja, produz muito e quase sempre um mesmo tipo de produto, sem paradas para troca de linha. Mesmo a preparação da matéria-prima tem um grau de automação considerável, com a existência de silos automáticos e do transporte até as máquinas de extrusão e sopro.

    A montagem de insertos também é facilitada pela presença de robôs, caso da produção de embalagens roll-on, elaborada pelo robô que junta o frasco ao inserto, num ciclo extremamente rápido. “Seria impraticável não ter a robótica nessas linhas pelo alto volume exigido”, explica Silveira, destacando ainda os testes de estanqueidade para verificar se as embalagens não vão apresentar furos, processo no qual o equipamento já posiciona o frasco para cima, viabilizando a avaliação, que consiste na injeção automática de ar em cada produto.

    Da mesma forma que a unidade de Vinhedo, a fábrica do bairro de Jaraguá, em São Paulo, também tem um alto nível de automação, pois apresenta um perfil similar. Em outras plantas da Global-pack, o processo é menos intenso porque muda o tipo de cliente, caracterizado por tiragens curtas, o que exige muitas trocas e vários set ups. Ou seja, muita reinicialização da linha. “A solução de automação tem que ser bem aplicada desde o início. Se o tamanho dos lotes não compensar ou se tiver que compartilhar os equipamentos de produção ou o mix de produtos for alto, a automatização pode ser inadequada”, completa o gerente-geral industrial.

    Rogério Kohntopp, diretor corporativo de tecnologia e qualidade da Tigre, também avalia que a automação tem

    Plástico, Automação - Sinônimo de maior produtividade e melhor qualidade, a automação é irreversível na indústria plástica

    Linha de produção de tubos da Tigre tem mínima interferência

    avançado de forma racional na indústria plástica. No caso da empresa, o ponto de partida aconteceu nos anos 80, quando o grupo fez investimentos em fábricas, e uma década depois com novas inversões nas linhas de produção e uma meta de modernização das plantas, em razão da abertura de mercado da era Collor. “O foco de automação é mais voltado ao processo como um todo. Isso explica que tenhamos adotado até na pesagem e na manipulação de matéria-prima”, comenta. De acordo com o executivo, nas fábricas da empresa, a mistura de resinas com aditivos, que usa sistemas menores de automação, não tem interferência humana.

    Como a empresa encara a automatização como um processo, a cultura começa nessa fase, mas evolui das células de carga, gerenciadas por  computador

    e que fazem a pesagem e a mistura antes do envio para o transformador, e vai até as operações mais complexas, como a montagem de requadros na área de plásticos aplicados ao setor elétrico. “A composição da matéria-prima foi fortemente automatizada a partir de 1995”, destaca Kohntopp. Paralelo a isso, outras etapas como transformação e montagem passaram a ser atacadas. “Um exemplo é o tubo de PVC que já sai da linha com um anel de borracha integrado ou um sistema de amarração de tubos”, explica. O executivo completa com outros exemplos, lembrando da inserção de robôs manipuladores na área de injeção, aplicando insertos metálicos dentro do molde


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