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15 de outubro de 2016

Artigo técnico – Prototipagem: Utilização de protótipos reduz riscos durante o desenvolvimento de produtos no setor automobilístico

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Plástico Moderno, Protótipo de coletor de exaustão gerado por impressora 3D

    Protótipo de coletor de exaustão gerado por impressora 3D

    Texto: Alexandre Ameri

    Com a evolução do automóvel, bem como dos níveis de exigência de seus consumidores, cada vez mais a indústria automobilística é desafiada a ser mais rápida, assertiva e inovadora em seus desenvolvimentos. Essa nova realidade gerou uma dinâmica na qual as equipes de projetos atuam no desenvolvimento de produtos assumindo inúmeros riscos, uma vez que boa parte das definições somente será consolidada em uma fase mais avançada do desenvolvimento.

    Essa nova maneira de se trabalhar com o projeto vivo pode gerar muitos retrabalhos nas fases avançadas do projeto, comprometendo seu sucesso. Porém, como essa é uma realidade imutável para os dias atuais, os engenheiros e equipes de projetos utilizam ferramentas gerenciais, estratégicas e técnicas de prototipagem virtual e física para manter todos esses riscos sob controle, de forma que sejam mensuráveis mesmo para as situações mais extremas de ocorrência.

    Fatores quantificáveis como o desempenho e o tempo de desenvolvimento do produto, ou ainda o custo, são dados que possuem targets pré-estabelecidos e, na maioria das vezes, permitem obter um produto competitivo, dentro das exigências do mercado e com resultados financeiros esperados.

    Entretanto, outros fatores parecem ter importância fundamental para atender aos gostos e preferências diversificados dos clientes brasileiros que são: o design, a qualidade da execução e a inclusão de itens de tecnologia, uma vez que promovem um conforto maior. Essas são, em parte, concepções subjetivas de difícil avaliação e nem todos serão mensuráveis ou verificáveis por meio de ensaios ou simulações virtuais.

    Assim, o desenvolvimento de produtos que possuem características que não são mensuráveis objetivamente traz um desafio maior para sua produção, dado que, a maior parte das formas de avaliação e de redução dos riscos envolve aumento de custo, tempo e, em alguns casos, impactam no desempenho.

    O grande desafio pode ser compreendido como sendo a explicitação de um conjunto de situações que identificam pontos críticos para o desenvolvimento de um automóvel competitivo, em todos os aspectos, concebido de forma correta e sem necessidade de revisões do projeto após o seu lançamento e, o mais importante: que o projeto seja executável a partir da aplicação de processos industriais disponíveis e adequados a cada peça em particular, sem a necessidade de novos investimentos em materiais e processos. E isso deve acontecer dentro dos processos nacionais de fabricação de automóveis, uma vez que a facilitação da produção, com custos previsíveis e emprego de processos industriais disponíveis, significa a redução de custos, com otimização dos resultados em termos de produto final.

    Nesta linha de raciocínio, uma possibilidade de sucesso está associada à utilização de protótipos para o desenvolvimento de partes dos automóveis, levando a uma equalização das deficiências ou discrepâncias em termos de avaliações do produto, porque permitem a avaliação constante e objetiva durante o desenvolvimento. Desta forma, classifica-se cada projeto como um estudo de caso que será de grande contribuição para o aprimoramento dos projetos futuros.

    Os estudos de caso, na essência, têm as características da investigação mais qualitativa do que quantitativa. Esse parece ser o senso comum dos autores que defendem essa metodologia. Nesse sentido, o estudo de caso é regido pela lógica que guia as sucessivas etapas de recolha, análise e interpretação da informação dos métodos qualitativos, com a particularidade de que o propósito da investigação é o estudo intensivo de um ou poucos casos (Latorre, 2003)

    Pesquisadores de várias disciplinas usam o método de investigação do estudo de caso para desenvolver, na prática, uma teoria existente, como também para produzir uma nova teoria quando não há material acadêmico disponível para pesquisa. O estudo de caso também é aplicado para contestar ou desafiar alguma teoria, explicar um acontecimento ou estabelecer uma base de estudo inicial para determinadas situações.

    Segundo Latorre (2003), embora o estudo de caso seja visto com mais ênfase nas metodologias qualitativas, isso não significa que não possam contemplar perspectivas mais quantitativas.

    Segundo Yin (2009), a metodologia do estudo de caso busca “investigar um fenômeno atual dentro do seu contexto real, quando as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidas e utilizando-se várias fontes de evidência”.

    Mediante as dificuldades inerentes aos problemas novos, pode-se adotar o estudo de caso como forma de lidar com eventos reais com o cujo objetivo de explicar ou explorar o conhecimento sobre os eventos inseridos no seu próprio locus de produção ou de ocorrência.

    Yin (2009) ensina que o estudo de caso, quando exaustivo ou detalhado, oferece conhecimentos profundos, mesmo quando se estuda um único objeto.

    Nesse caso, adotando-se como objeto de estudo o protótipo, pode-se encontrar a resposta de inúmeros fatores que estão expostos a um risco, sobre os quais não se possui nenhuma base teórica para mitigação.


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