Plástico

2 de julho de 2012

Argenplás – Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

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Publicado por: Renata Pachione
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    A 14ª Argenplás – Exposición Internacional de Plásticos não conseguiu ficar imune ao controverso cenário político argentino. A inflação e a corrida da presidente Cristina Kirchner para aumentar o superávit comercial com regras restritivas às importações, em alguma medida, afetaram a grandiosidade desta que prometia ser a semana do plástico na América Latina. Realizada em Buenos Aires, Argentina, entre os dias 18 e 22 de junho, a feira estava enxuta. Eram 220 expositores distribuídos numa área de 20 mil m², do Centro Costa Salguero, por onde passaram 17 mil visitantes, segundo dados da organização.

    O evento ainda dividiu os holofotes com diversos assuntos paralelos. Uma greve de caminhoneiros, que paralisou o país e colocou em risco o abastecimento de combustível, o feriado de 20 de junho (dia nacional da Bandeira), o impeachment de Fernando Lugo, agora ex-presidente do Paraguai, e, por que não dizer, a classificação para a final da Copa Libertadores da América do Boca Juniors, o clube mais popular do país.

    Organizada pela Alcantara Machado e a Câmara Argentina da Indústria Plástica (Caip), e realizada pela Reed Exhibitions, a exposição, no entanto, fez jus ao seu caráter internacional. Do total de expositores, cerca de 40% eram estrangeiros, vindos do Chile, Índia, Paraguai, Portugal, Taiwan, Uruguai, Turquia e Coreia. Não por acaso, Brasil, China e Itália mantinham pavilhões individuais. No ano passado, 21,3% das máquinas importadas pela Argentina vieram da China e 18,3% da Itália. O caso do Brasil é à parte. Apesar de a taxa não ter sido das mais expressivas (não chegou a 4%), o país ainda é o principal mercado na América do Sul para grande parte da indústria brasileira.

    Brasil em solo azul e branco – Em uma área de 470 m², lá estavam doze empresas brasileiras nesta edição da Argenplás. A participação ocorreu por meio do programa Brazil Machinery Solutions, resultado de uma aliança entre a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Agência Brasileira de Promoção e Exportação e Investimentos (Apex-Brasil).

    Apesar das restrições às importações impostas pelo governo de Cristina Kirchner (ver boxe), apostar no bom relacionamento dos dois países valeu a pena. Os negócios realizados foram da ordem de 17 milhões de dólares (estimados para os próximos doze meses), segundo informou Marco Antonio Carlotti, gerente de promoção da Abimaq e coordenador do programa para feiras internacionais.

    Mas o cenário inspira cuidados. Dados divulgados pelo programa dão conta de que a indústria brasileira de bens de

    Plástico, Marco Antonio Carlotti, gerente de promoção da Abimaq e coordenador do programa para feiras internacionais, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

    Marco Antonio Carlotti: feira rendeu montante da ordem dos US$ 17 milhões

    capital na área de plástico reduziu as exportações para a Argentina de forma drástica. No ano passado, esse país consumiu 19% de todo o volume exportado pelo Brasil, mas nos primeiros quatro meses de 2012 essa taxa foi inferior a 4%. “Mesmo com as travas impostas pelo governo, a Argentina é um país prioritário para nós. Por isso, estamos aqui, fazendo um esforço terrível para recuperar essa porcentagem de quase 20%”, argumentou Carlotti.

    Era da Rulli Standard a única máquina em operação no pavilhão da Brazil Machinery Solutions. Trata-se de uma extrusora tipo balão modelo EF de 2 ½ , que sofreu aprimoramentos tecnológicos no conjunto extrusor, anel de ar e cabeçote. “É o nosso carro-chefe”, apontou o engenheiro Paulo Leal, da área de vendas técnicas. A máquina produz entre 140 kg e 160 kg de PEAD, e entre 200 kg e 220 kg de PEBD. A alta eficiência do motor e o baixo consumo energético também eram postos como diferenciais.

    Versátil, o modelo, por ser feito em série, é entregue em até 60 dias. Hoje a

    Plástico, Paulo Leal, da área de vendas técnicas, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

    Paulo Leal: exibiu modelo de extrusora mais vendido pela fabricante

    fabricante praticamente não vende para o mercado argentino. “O problema são as barreiras”, disse Leal. No entanto, independentemente da viabilidade dos negócios, ele percebeu um grande interesse dos visitantes. “Houve muitas


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