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13 de abril de 2008

Argenplás 2008 – Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Plástico Moderno, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Sabic focou transformador de plástico de engenharia

    A Câmara Argentina da Indústria de Plástico (CAIP) e a ED & Eventos, responsáveis pela realização da XII Exposición Internacional de Plásticos (Argenplás), comemoraram os resultados recordes do evento, ocorrido de 25 a 29 de março no Parque Rural, localizado no elegante bairro de Palermo, em Buenos Aires. A feira recebeu cerca de 35 mil visitantes, em 36 mil metros quadrados e reuniu 848 expositores, 200 a mais na comparação com a décima primeira edição. Os organizadores contabilizaram ainda representações de 38 países, 236 empresas da Argentina e 612 estrangeiras.

    De todo o modo, na Argenplás de 2008 saltaram aos olhos os investimentos protagonizados pelas principais empresas do segmento de plásticos de engenharia e da segunda geração petroquímica de maneira geral.

    Plástico Moderno, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Rhodia destacou automóvel de competição feito de PA

    O presidente da Rhodia América Latina, Marcos De Marchi, deu o tom da estratégia das grandes empresas. Segundo ele, a mensagem é apresentar o plástico como um vetor de crescimento em substituição aos materiais tradicionais. Esse é em particular o foco do grupo francês com relação a mercados consolidados, novos mercados, produtos existentes e de última geração.

    Em solo latino-americano, a Rhodia vende € 1 bilhão. É um quinto do seu faturamento global. Atualmente, a América Latina e a Ásia respondem juntas por 42% do volume total de vendas de € 5 bilhões da corporação. O Brasil representa 85% dos negócios do grupo na América Latina. A Argentina responde por 6%.

    Plástico Moderno, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Macchi apresentou uma co-extrusora blown film

    Da cadeia química das poliamidas desenvolvidas há mais de um século em seus laboratórios, a Rhodia domina a totalidade da tecnologia. Compra o cumeno proveniente da petroquímica, o fenol, o ciclohexanol e o ácido adípico, junta com a outra cadeia química e completa o ciclo do náilon em suas dezenas de fábricas em diversos países. O plástico está associado ao automóvel leve e os executivos da Rhodia sonham com um modelo produzido com materiais sintéticos em quase toda a sua estrutura. Chegou a apresentar uma gaiola promocional (carro de competição fora-de-estrada) construída em plástico, apenas com a tubulação de aço.

    “Os europeus são mais avançados em relação ao meio ambiente, mas os americanos e canadenses são mais severos com a segurança. Nesses dois países o air bag tem de proteger a tripulação do veículo sem cinto de segurança. A Ásia puxa o custo para baixo. A Alemanha puxa a qualidade do material exigido”, opinou De Marchi. No seu raciocínio, se a China quer fabricar a custo baixo, terá de fazer produtos ambientalmente amigáveis a preços competitivos e ainda, como pretende exportar para os EUA, esses produtos devem apresentar segurança, porque do contrário não entrarão no mercado.

    Como defende De Marchi, os avanços da poliamida contemplam as altas resistências térmica, mecânica e química, com total liberdade de design para a engenharia da indústria automotiva. O náilon no carro começou em gramas. Hoje nenhum veículo do mundo trafega com menos de 10 quilos de poliamida. O Idea da Fiat, com o rack todo em poliamida, circula com 22 quilos do plástico de engenharia.

    A porcentagem de náilon é enorme para as peças colocadas embaixo do capô e na área do motor. A Rhodia começa e termina o náilon. Com isso, pode em seus laboratórios combinar todos esses atributos. As resinas da empresa estão presentes ainda nos fios dos pneus, no air bag e no teto. Mais recentemente, o pedal do acelerador também passou a ser injetado em PA. Para suplantar o metal da indústria automotiva, a Rhodia gasta € 150 milhões por ano em pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações do náilon, o equivalente a 3% de seu faturamento. Hoje, os € 5 bilhões de faturamento devem crescer em torno de 30% nos próximos três anos.

    Plástico Moderno, Marcos De Marchi, presidente da Rhodia América Latina, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    De Marchi: avanços da poliamida contemplam a alta resistência

    A poliamida 6.6 da Rhodia é considerada pela corporação 100% reciclável quimicamente e não apenas mecanicamente. Por conta disso, De Marchi aponta o produto como um polímero verde “e não foi inventado ontem”. Fazer ácido adípico pressupõe emissão de gases do efeito estufa. Ele enfatizou que a planta da Rhodia em Paulínia, no interior paulista, tem um sistema de tratamento que elimina em 99% esses gases e gera vapor. Conforme De Marchi, um plástico antichamas moderno não tem compostos halogenados.

    Coube ao diretor para a América Latina da Rhodia, Francisco José Weffort, apresentar em tempos de Argenplás a lista de resinas de poliamida inéditas. Num primeiro momento, serão produzidas em plantas da Rhodia na Europa, podendo chegar ao Brasil nos próximos anos.

    Uma dessas é o Technyl Star AFX, uma poliamida 6.6 que permite formar uma blenda com 60% de fibra de vidro, direcionada justamente ao mercado de peças técnicas com acabamento de alto nível mesmo sem pintura. É direcionado ainda para racks, peças chamadas front end, gradeamento frontal dos automóveis, hoje produzidos em aço, e outras formações estruturais.

    Lançamento exclusivo na Argenplás, o Star AFX tem alta resistência a impacto como suporte de espelho retrovisor. Trata-se de uma tecnologia de resina para injeção de peças pequenas para substituir o alumínio. “Poderá entrar em áreas ainda do latão e do aço, com liberdade de design praticamente infinita”, exemplificou Weffort. Tem como objetivo oferecer competitividade na área de tampas de válvulas de comando, carcaças de alternadores, bobinas, coletores de admissão entre outros sistemas da área de calor do motor.


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