Plástico

12 de janeiro de 2012

ADIRPLAST – UM mercado desafiador

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Publicado por: Laercio Goncalves
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    Está cada vez mais desafiador atuar no mercado de distribuição de resinas no Brasil. Pesquisa divulgada por nós, da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e Bobinas Plásticas de BOPP e BOPET), apontou que o setor de plástico está operando no Brasil sob alerta. Neste ano, apesar do crescimento estimado de 5% no faturamento, devemos ter uma queda de 1,2% nas vendas de resinas em relação a 2010.

    O aumento da demanda por produtos importados acabados é um dos principais problemas do setor e tem aumentado

    Laércio Gonçalves é presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e Bobinas Plásticas de BOPP e BOPET (Adirplast)

    ano a ano. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as importações de transformados plásticos cresceram 20% neste ano em relação a 2010. E a expectativa para esse setor não parece animadora. Em 2012 a expectativa é que as importações no segmento de produtos plásticos acabados cresçam cerca de 3%.

    E quando os transformadores nacionais perdem, toda a cadeia de fornecimento de matéria-prima perde também, assim como a sociedade, que deixa de ganhar novos postos de trabalho. Não é à toa que no último trimestre de 2011 se viu estagnação e até queda de alguns setores da indústria nacional e também do próprio país.

    Apesar da crescente onda de importações, o mercado nacional, sustentado pelo aumento do consumo interno, ainda deve produzir 2% a mais em 2012 do que no ano passado. No entanto, se nenhuma medida de proteção à indústria transformadora for tomada, como a anunciada no último dia 15/09/2011, que aumentou o IPI (Imposto sobre os Produtos Industrializados) de carros importados, nos próximos anos o mal pode ser irreparável.

    Se para a indústria as coisas estão mais competitivas, no elo distribuidor há sinais de tempos mais difíceis. Levando-se em consideração as vendas realizadas pelos distribuidores filiados à Adirplast nos primeiros sete meses de 2011, houve uma queda de 0,5% nas vendas de resinas em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram comercializadas 509 mil toneladas ante as atuais 502 mil toneladas.

    O mercado de PVC foi o mais afetado no período, com um encolhimento de 42,9% das vendas. Os segmentos de polipropilenos e de polietilenos também têm sentido o impacto negativo deste novo mercado e apresentaram vendas 5% menores no período analisado, assim como os poliestirenos, que despencaram 12%.

    Por outro lado, as resinas de especialidades quase dobraram sua representatividade, chegando a 11,5% do total de resinas comercializadas. Destaque para as resinas do tipo ABS, responsáveis por mais de 20 mil toneladas das mais de 43,5 mil toneladas vendidas durante janeiro a setembro de 2011.

    Quando se analisa o faturamento, os primeiros sete meses de 2011 apresentaram um aumento bastante modesto, de 2,9%, em relação ao mesmo período de 2010. Esse crescimento, maior do que o apresentado pelo volume, é reflexo do aumento de preços sofrido por esses produtos nos últimos meses.

    Não bastassem as importações, o mercado nacional de plásticos enfrenta outro desafio: o combate leviano ao plástico. Essas campanhas, baseadas em inverdades, têm criado um imaginário coletivo de que o plástico é ruim e isso pode ter consequências desastrosas, não apenas para quem vive deste mercado, mas como para toda a sociedade.

    Em relação aos fabricantes de sacolinhas, por exemplo, o estrago à imagem do produto parece já ter sido feito. Para sobreviver, agora, essas empresas, em conjunto com seus fornecedores, têm investido em alternativas renováveis ou biodegradáveis, como o uso de resinas bio. Mas fica a pergunta: quanto esse combate incessante ao plástico ainda pode causar de estrago?

    Para tentar reverter pelo menos em parte a má imagem passada pelas campanhas de combate ao plástico, as principais entidades do setor, como a Adirplast, têm se mobilizado e investido em ações de conscientização. Aliás, esse é um dos principais focos da entidade para o próximo ano.

    Em 2012 devemos trabalhar ainda para o fortalecimento dos canais que mantemos com os fornecedores e clientes. Para os transformadores, aliás, as distribuidoras ligadas à nossa entidade garantem resinas de qualidade e um atendimento bastante ágil. Atualmente, nosso prazo máximo de entrega é de 24 horas. Um recorde comparado ao prazo pedido hoje por muitas distribuidoras, inclusive as grandes redes de varejo.

    A Adirplast, que foi fundada há cinco anos, agrega 17 empresas distribuidoras de resinas e bobinas plásticas de BOPP e BOPET, que responderam por cerca de 10% de todo o volume de polímeros comercializados no país. Todas elas são credenciadas pelos fabricantes e ostentam suas bandeiras petroquímicas, o que garante ao cliente final a qualidade do produto.

    Para mais informações, acesse: www.adirplast.org.br



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