Ferramentaria Moderna

21 de março de 2009

Aços especiais – Usuários compram de acordo com o uso

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Os compradores de aço confirmam: a seleção do aço a ser utilizado está diretamente ligada à condição de trabalho prevista para os moldes a ser fabricados. Para eles, o preço é questão importante, mas os critérios da escolha precisam ser técnicos.

    Franco Magno, gerente técnico da multinacional Plastek, defende a tese. A empresa nasceu nos Estados Unidos em meados do século passado como ferramentaria e nas últimas décadas agregou a transformação aos seus serviços. No Brasil desde 2000, conta com 50 injetoras e transforma de novecentas a mil toneladas de matéria-prima por mês. A fábrica brasileira é especializada na produção de embalagens de cosméticos, alimentos, produtos farmacêuticos e de limpeza e tem como clientes nomes como Unilever, Pepsico e L’Oréal, entre outros gigantes fabricantes de bens de consumo.

    Plástico Moderno, Franco Magno, gerente técnico da multinacional Plastek, Aços especiais - Usuários compram de acordo com o uso

    Magno: moldes com grande grau de polimento e muitas cavidades

    Um motivo de orgulho da empresa é a estrutura da ferramentaria mantida na unidade nacional. “Contamos no Brasil com máquinas de usinagem muito modernas, as mesmas usadas pela Plastek nos Estados Unidos”, informa Magno. A coincidência não é por acaso. “Nas horas ociosas, usamos a estrutura nacional para fabricar moldes usados pela Plastek em outros países”, revela Magno. A empresa também conta com três fábricas de transformação no território norte-americano, além de plantas na Inglaterra e Venezuela.

    As ferramentas fabricadas no Brasil são projetadas nos Estados Unidos e têm os aços especificados lá. “Usamos moldes com elevado grau de polimento e grande número de cavidades, voltados para a produção de peças em ciclos rápidos e refrigerados com água gelada. O regime de trabalho exige o uso de aços inoxidáveis quase na totalidade das vezes”, informa Magno.

    Para o gerente, seria ótimo se os fornecedores nacionais vendessem aços com as propriedades requeridas para as ferramentas fabricadas pela empresa. Em especial, em tempos de dólar valorizado. “Compramos os importados, por apresentarem nível de qualidade superior”, diz.

    A ferramentaria Bmotec, localizada em Joinville-SC, atua com força no segmento de moldes para tampas de embalagens de alimentos, cosméticos e de produtos médico-hospitalares. Segundo revela Marcos Buono, técnico da empresa, a Bmotec sempre apoia os clientes na escolha do aço mais indicado para cada projeto.

    Os aços são adquiridos com base na melhor relação custo/benefício, tanto dos principais fornecedores nacionais quanto dos internacionais. “Acredito que os internacionais levam uma ligeira vantagem em relação aos nacionais em termos de qualidade”, opina. Quando a pergunta recai sobre o preço, ele lamenta os aumentos praticados pelos fornecedores locais, considerados “fora da realidade”. Para ele, com a prática, a desvalorização do dólar não tornou os aços brasileiros mais competitivos, como era de se esperar.

     

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