Embalagens

17 de janeiro de 2008

ABRE – Indústria embala projeções de crescimento de demanda

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico Moderno, Luciana Pellegrino, diretora-executiva da ABRE, ABRE - Indústria embala projeções de crescimento de demanda

    Luciana comemora prêmios às embalagens brasileiras

    Bem-aventurados podem ser os resultados financeiros das indústrias de embalagens em 2007 e boas novas surpresas estão sendo preparadas para 2008. Os aumentos das demandas internas de bens de consumo, materiais de construção e insumos agropecuários, previstos pela Associação Brasileira de Embalagem, a ABRE, não só se confirmaram, mas superaram, e muito, as expectativas dos empresários. Segundo a previsão, o setor alcançaria crescimento de 1,8% em 2007. Este percentual se baseou em faturamento de R$ 31,5 bilhões, o que já representaria fatia em torno de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), e repetiria o mesmo patamar alcançado em 2006.

    Mas não foram exatamente esses os números estimados em dezembro último pela ABRE. Após refazer suas análises, a entidade calculou fechar o ano de 2007 com faturamento de R$ 33 bilhões, montante 2,5% superior ao de 2006. Na comemoração dos quarenta anos de atividades, realizada em almoço em São Paulo, reunindo boa parte de seus trezentos associados, além de entidades e personalidades parceiras, e que contou com patrocínios da Braskem, Fispal, Henkel e Polibrasil, a entidade confirmou as expectativas otimistas de seus associados e as perspectivas igualmente alentadoras que deveriam pairar em relação a 2008 à luz de um cenário macroeconômico positivo traçado pelo economista Octavio de Barros, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, convidado a antecipar tendências para o bom planejamento do nível de atividade do setor. Na opinião de Barros, a economia nacional passa por um momento único de crescimento e o mundo corporativo está “dando as costas para a crise internacional”, e continue fazendo planos ambiciosos. Segundo ele, o mundo está vivendo o maior ciclo de crescimento dos últimos anos e 2008 será extremamente positivo, apresentando crescimento do PIB nacional e mundial. Dados levados ao conhecimento da platéia naquela oportunidade também revelaram que a economia dos países emergentes já corresponde a 50% do PIB do planeta e que os países que continuarão nessa trajetória de crescimento são: China, Índia, Brasil e Rússia.

    Ao concordar com as informações apresentadas pelo economista, Luciana Pellegrino, diretora-executiva da ABRE, destacou que o Brasil é o país com maior diversidade de commodities do mundo, contando atualmente com cerca de vinte, e também possui a mais diversificada indústria, superando nesse setor até mesmo a China. “Aproximadamente 80% de todos os capitais que entram no país são para negócios e, particularmente, no setor de embalagens, 2007 foi o melhor ano dos últimos cinco anos, pois constatamos nível de crescimento de 2,5% em relação a 2006,” ressaltou Luciana. Outro aspecto favorável ao Brasil é a grande confiança dos investidores externos em virtude da baixa inflação, estabilidade do câmbio e democracia. Com isso, as estimativas dão conta de que o PIB poderá alcançar a casa dos 4,4%, e a taxa de juros deverá cair gradualmente no decorrer de 2008.

    Plásticas premiadas – No topo das inovações mundiais, as embalagens plásticas brasileiras são outro motivo de orgulho para o país, pois vêm angariando boa reputação internacional pela sua qualidade, originalidade e criatividade, incluindo mais recentemente a salutar preocupação das indústrias em tornar auto-sustentáveis as produções, para reduzir o impacto das embalagens pós-consumo sobre a natureza. Em 2007, entre as 291 embalagens inscritas no WorldStar Packaging Award 2007, uma espécie de “Oscar” que contempla as melhores criações do setor, doze embalagens nacionais foram agraciadas com o prêmio em cerimônia realizada em outubro, em Atenas, na Grécia. Graças às iniciativas da Abre, as embalagens brasileiras estão se tornando conhecidas em várias partes do mundo, independentemente das exportações. Só em 2007, uma amostra das embalagens made in Brazil pôde ser vista na Argentina, e em Chicago e Miami, nos Estados Unidos. “Estamos trabalhando em prol do desenvolvimento da indústria nacional de embalagens até na Bolívia e em Moçambique”, informou Luciana. “O resultado de 2007 foi muito bom para o Brasil. Há sete anos, estamos recebendo elevado número de prêmios em reconhecimento à qualidade e à criatividade das embalagens produzidas aqui, não só tendo como material o plástico, como todos os demais representados pela Associação, incluindo vidro, papel, madeira, papelão/papel-cartão e metal”, comentou a diretora. Ao participar do júri de 2007, Luciana votou ao lado de 21 profissionais representantes das maiores instituições de embalagens de seus respectivos países. Premiadas com troféus, várias embalagens plásticas se destacaram. Nesse rol, esteve inclusa uma nova versão da embalagem do Comfort Classic Essence, amaciante concentrado para roupas, produzido pela Unilever Brasil, marca líder de mercado em sua categoria. Outra embalagem plástica inovadora foi criada para a linha Ekos, de óleos trifásicos vegetais, produzidos pela Natura.


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