Embalagens

10 de janeiro de 2011

Abre – Bom 2010 incita projeções animadoras de crescimento

Mais artigos por »
Publicado por: Mauricio Groke
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Se existe uma palavra para descrever a indústria de embalagem em 2011, ela é otimismo. Diante dos resultados extremamente positivos de 2010, as projeções para o novo ano são bastante animadoras. Somente no primeiro trimestre do ano, a produção física de embalagem cresceu surpreendentes 16,3%. Embora os dados de fechamento do ano não estejam consolidados, nossa previsão é de ter fechado com um crescimento superior a 10%.

    De fato este patamar de crescimento foi alcançado, em grande parte, pela soma dos resultados do primeiro e do segundo trimestres. Superando todas as previsões, que em fevereiro apontavam para um crescimento de 13% e 8%, respectivamente, para os 1º e 2º trimestres do ano, os resultados registrados foram de 16,3% e 15,97%. Para a segunda metade do ano, as previsões eram de 9% de crescimento na produção no 3º trimestre e outros 2,5% no 4º trimestre.Plástico Moderno, Abre - Bom 2010 incita projeções animadoras de crescimento

    Por segmento, os resultados mais positivos no 1º semestre de 2010 foram registrados nas embalagens de madeira – 24,63% de aumento de produção. Na sequência foram computadas as embalagens metálicas, com alta de 23,90%; plásticas, 16,27%; vidro, 14,18%; e papel, papelão e cartão, 11,64%. Nos plásticos, as embalagens para alimentos e bebidas cresceram quase 26%, enquanto os sacos e sacolas encolheram quase 5%.

    O reflexo desta alta de produção foi comprovado pelo faturamento do setor em 2010, algo próximo dos R$ 40 bilhões. Estes números revelam ainda uma outra particularidade. Depois da crise econômica internacional, a indústria de embalagem se mostrou mais apta à recuperação que outros setores da economia. E se depender das necessidades do consumidor moderno este vigor se manterá por muito tempo.

    Um dos principais impactos da vida moderna diz respeito ao aumento do consumo de alimentos prontos e congelados. E cabe às embalagens garantir que estes alimentos cheguem ao consumidor esbanjando outras características igualmente requisitadas: frescor, saudabilidade, conveniência e propriedades preservadas.

    De acordo com o estudo norte-americano “Tendências de Alimentação”, a preferência hoje está em “ajeitar” uma refeição e não prepará-la. Uma oportunidade mais que perfeita para embalagens do tipo stand-up pouch retort, bandejas que podem ser levadas do freezer para o micro-ondas e potes que servem para preparar e consumir os alimentos. Estas tendências vêm sendo observadas há cerca de trinta anos e hoje são encarnadas pela chamada geração Google, que quer as coisas agora.

    O interessante é que as pessoas querem continuar comendo o que comiam no passado; o que muda mesmo é como e quem prepara os alimentos, ou seja, a indústria. Também houve uma mudança no número de itens consumidos em cada refeição: na década de 80 eram cerca de 4,44 alimentos e em 2010, 3,5. Outro ponto positivo – e que deve ser entendido como oportunidade para nossa indústria – é que o percentual de refeições preparadas no micro-ondas dobrou desde os anos 80. Aí vai um alerta para as embalagens que atendem a esta necessidade.

    Mas, além dos desafios de modernização, as embalagens – e em especial as plásticas – precisam estar atentas às pressões ambientais que acabam sensibilizando a opinião pública com informações desencontradas e, muitas vezes, errôneas. Neste sentido, a proposta da Abre é que o setor se una e defenda a embalagem como um todo. Não importa o tipo de material, o importante é valorizar a embalagem; é fazer com que a sociedade perceba seu real valor no desenvolvimento de uma nação. E esta atitude da indústria será ainda mais necessária em 2011 por conta do que está por vir com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em 2010.

    Outra situação que leva à integração é a defesa do mercado nacional, a fim de evitar, até mesmo, um processo de desindustrialização. Vemos uma enxurrada de produtos industrializados, embalados, importados, invadirem nossas prateleiras. Por outro lado, começamos a ver também a importação de alguns tipos de embalagem, especialmente filmes e rótulos plásticos. O receio é de que os empresários se seduzam pelo “canto da sereia” e tirem o pé do acelerador, deixando de investir em ampliação de capacidade e modernização.

    Em 2010, a pesquisa da FGV apontou um crescimento das importações, diretas e indiretas, de embalagem. Embora as exportações tenham crescido quase 16% no 1º semestre do ano, com resultados de US$ 184,6 milhões, as importações cresceram quase 57%, atingindo cerca de US$ 320 milhões. Tanto nas exportações como nas importações, as embalagens plásticas são o principal item das negociações internacionais. Nas exportações, o segundo lugar fica com papel/papelão; e nas importações, com metálicas.

    O perigo, especialmente no caso dos filmes plásticos, reside na facilidade de importar. A alta incidência de impostos e os custos da mão de obra podem levar alguns empresários a abandonar a produção e dedicar-se à distribuição de produtos estrangeiros. Cabe também à Abre estudar junto com os órgãos responsáveis e outras entidades setoriais mecanismos que incentivem a produção local e a exportação.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *