Economia

9 de janeiro de 2011

Abimaq – Programa do governo insere país na rota da modernização

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Publicado por: Wilson Carnevalli
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    O novo governo – Após a crise mundial no final do 2º semestre de 2008, o governo brasileiro tomou várias medidas expansionistas para que o Brasil pudesse manter ou pelo menos não deixar cair tanto o alto ritmo de crescimento em que estava anteriormente. Assim, foram abertas várias frentes de ações, como a diminuição de impostos, obras públicas, investimentos na cadeia petrolífera, expansão do crédito, entre outras, demonstrando uma preocupação com vários segmentos do mercado, entre eles o setor de bens de capital.Plástico Moderno, Abimaq - Programa do governo insere país na rota da modernização

    Na indústria de transformação, as ações realizadas aumentaram o consumo no varejo. Com a queda das exportações, devido à valorização da moeda brasileira, as empresas se voltaram ao mercado interno e, com a variação cambial desfavorável para o real, as importações começaram a tomar mais espaço.

    Com o varejo aquecido, puxando as vendas da indústria de transformação, principalmente o setor de embalagens, e impulsionando toda a cadeia do plástico, este segmento teve uma boa reação, refletindo em 2010 todas as ações realizadas em 2009. De acordo com os dados da Abimaq, o primeiro semestre de 2010, comparado com o mesmo período de 2009, apresentou um crescimento em torno de 83% para o faturamento nominal do setor; os pedidos em carteira passaram de 8,47 semanas, em 2009, para 18,76 semanas para serem atendidos em 2010, um crescimento da ordem de 121%. Este aumento também reflete a atuação do governo, que criou o PSI – Programa de Sustentação do Investimento para Bens de Capital Novos, por meio do BNDES.

    Perspectivas – As projeções para 2011 são de desaceleração no crescimento, porém mantendo ainda um ritmo forte no setor. Isto se deve à vigência do PSI BK, que deverá terminar em março de 2011, com taxas baixas (negativas). O setor deverá sentir a falta desta poderosa ferramenta de crédito que alavancou as vendas do setor durante o período 2009 e 2010. Porém, o governo federal, por meio do BNDES, e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), por intermédio de sua Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, prepararam um novo pacote que deverá ter início em 2011, o chamado Projeto Proplástico.

    Trata-se do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Plástico que visa à modernização das empresas do setor, com o aumento da  produção de plásticos e seus produtos, de equipamentos e de moldes para o segmento, além da melhoria dos padrões de qualidade e de produtividade das indústrias instaladas no país. Com dotação orçamentária de R$ 700 milhões e prazo de vigência até 30 de setembro de 2012, o novo programa contempla ações ligadas à produção, inovação, reciclagem, consolidação e internacionalização de empresas. Com isso, o Proplástico pretende também contribuir para a redução do déficit comercial da cadeia produtiva de plásticos, promovendo a maior inserção do Brasil no mercado internacional.

    O Proplástico está em consonância com as medidas estabelecidas na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do governo federal e contempla:  financiamento para investimentos associados à produção e modernização; investimentos para a troca de equipamentos antigos por novos; fortalecimento das empresas nacionais; investimentos em inovação, com vistas ao desenvolvimento de produtos e processos; e investimentos socioambientais.

    Para isso, o BNDES, por meio do Projeto Proplástico, conta com cinco subprogramas:

    Proplástico Produção e Modernização: investimentos para implantação, expansão e modernização da capacidade produtiva de transformados plásticos e de reciclagem, bem como aquisição de equipamentos novos com o objetivo de aumentar a produtividade e a competitividade do segmento.

    Proplástico Renovação de Bens de Capital: apoio à troca de equipamentos antigos por novos, com a inutilização (“sucateamento destrutivo”) das máquinas usadas, de forma a impedir a sobrevida de equipamentos ineficientes, com baixa produtividade, reduzida segurança do trabalhador e alto consumo de energia.

    Proplástico Fortalecimento das Empresas Nacionais: apoio à incorporação, aquisição ou fusão de empresas que levem à criação de firmas de controle nacional de maior porte, de maior integração vertical ou internacionalização. Neste subprograma, o apoio será mediante instrumentos de renda variável e/ou financiamento com limite máximo de R$ 50 milhões por grupo econômico.

    Proplástico Inovação: investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação que possibilitem novos usos e aplicações de produtos, incluindo os ligados a processos de reciclagem de material plástico, além de design.

    Proplástico Socioambiental: investimentos envolvendo a racionalização do uso de recursos naturais, mecanismos de desenvolvimento limpo, projetos de reciclagem e material, sistemas de gestão e recuperação de passivos ambientais. Além disso, estão contemplados projetos e programas de investimentos sociais realizados por empresas ou em parceria com instituições públicas ou entidades de fins não econômicos.

    Sendo um programa com características especiais para o setor de transformados plásticos, as operações diretas de financiamento do BNDES Proplástico realizadas com micro, pequenas e médias empresas (MPMEs)  poderão, a critério do Banco, ser dispensadas de limites de exposição de risco ou de prestação de garantia real.


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