Economia

9 de janeiro de 2011

Abimaq – Indústria traça estratégias para ser mais competitiva

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Publicado por: Alexandre Fix
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    Para este ano o setor deve promover uma aproximação maior com o governo e os trabalhadores. Conforme as iniciativas já tomadas na Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelação – CSFM da Abimaq, teremos de discutir de forma muito transparente leis e portarias que têm gerado grandes perdas para o setor, como a portaria DECEX nº 84, de 20 de abril de 2010, que permite a importação de moldes e ferramentas usados sem pagar impostos.

    Acreditamos que a presidente Dilma e seus assessores estão mais sensibilizados com a questão da desindustrialização. Um canal de diálogo com o setor plástico deverá ser aberto e nele nos caberá transmitir para este novo governo a dimensão de nossa cadeia produtiva, que congrega mais de milhares de colaboradores diretos e indiretos, nossa tradição e história de setenta anos, mostrar nosso dinamismo competitivo e a nossa vocação de crescer junto com o Brasil e, por fim, nos posicionarmos juntos como setor estratégico para o desenvolvimento do país e que, portanto, precisa de uma política industrial.Plástico Moderno, Abimaq - Indústria traça estratégias para ser mais competitiva

    Ainda, a continuidade da PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo), especificamente do Fórum da Competitividade, permitindo que se explore e se aprofunde temas já contemplados pela política em 2010 e que trarão mais condições de desenvolvimento tecnológico e, consequentemente, crescimento industrial com competitividade. E a desoneração de impostos, principalmente a bitributação, para deixar nossos produtos mais competitivos com o mercado externo. Além de impor mais controle na desvalorização do dólar.

    A Brasilplast é a nossa grande vitrine. O que há de mais avançado para o setor estará lá, novas máquinas, novos softwares, novos polímeros, novas soluções, novas tendências e os importantíssimos seminários para troca de aprendizado tecnológico. Portanto, participar da Brasilplast é uma forma de se preparar para o amanhã.

    Soluções que tragam redução de custos para a indústria de transformação, exploração de matéria-prima reciclada.

    Nosso receio, não somente na Brasilplast, mas também em outras feiras do setor, é a grande quantidade de ferramentarias chinesas expondo, geralmente, em número maior que as ferramentarias brasileiras.

    Julgo que as associações que promovem e apoiam estas feiras deveriam de alguma forma regulamentar a vinda de concorrentes desleais e predadores que acabam conseguindo aumentar sua participação no nosso mercado, pois oferecem seus preços que dentro do custo Brasil não temos condições de oferecer.

    No tocante à aplicação de tecnologia, a cadeia do plástico demonstra que não perdeu seu espírito em 2010. O setor deu um passo muito importante com a inauguração, em Triunfo-RS, da primeira fábrica de plástico verde obtido do etanol de cana-de-açúcar e ainda segue desenvolvendo alternativas para os plásticos biodegradáveis, como filmes para embalagem à base de amido de milho, que se decompõem em 120 dias.

    Sobre as tendências mercadológicas, não temos boas notícias. As importações de ferramentas asiáticas continuam crescendo. Teremos que produzir ferramentas para produtos de alta qualidade, com precisão e tecnologia. Assim talvez possamos nos diferenciar das ferramentas asiáticas.

    A indústria química, parceira íntima da cadeia do plástico, deverá investir nos próximos dez anos mais de US$ 10 bi, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com o intuito de aprimorar polímeros que estarão, no futuro próximo, sendo usados, desde brinquedos até aplicações de engenharia avançada. Também o setor de máquinas para plástico tem buscado desenvolver produtos e soluções que consumam menos água e energia, a fim de agredir menos o meio ambiente e aumentar a produtividade. Por isso tudo, a tendência mercadológica do setor para 2011 terá de contemplar “a agenda da sustentabilidade”; tudo o que se fizer ou se pensar daqui para frente será acompanhado por sustentabilidade.

    Desde o final de 2008, como aconteceu mundialmente, nosso setor também foi afetado pela crise dos EUA. O ano de 2009 foi para rever nosso processo produtivo e alguns não suportaram a situação. Muitas empresas pequenas desapareceram.

    Como a maioria dos setores da economia, retomamos a níveis bem razoáveis em 2010. Crescemos no embalo das montadoras e dos eletrodomésticos.

    O setor está cauteloso, pois as importações de produtos acabados vêm crescendo vertiginosamente. Foi o ano de unir as forças e discutir sobre políticas de importação, como aconteceu no III Enafer (Encontro Nacional de Ferramentarias) em maio e depois com algumas reuniões no Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC).

    O setor, como muitos outros, vem perdendo competitividade. As margens estão cada vez menores, o que inibe novos investimentos em equipamento e contratações de mão de obra mais qualificada. Essa situação precisa ser revertida, caso contrário, em alguns anos, estaremos completamente defasados tecnologicamente.

     

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