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8 de setembro de 2016

3D: Manufatura aditiva gera peças perfeitas com baixo custo e sem perder tempo

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Itens com desenho complexo e técnico ficam perfeitos

    Itens com desenho complexo e técnico ficam perfeitos

    A manufatura aditiva evoluiu de forma impressionante nas duas últimas décadas. Das primeiras versões das chamadas impressoras 3D, caras e com recursos limitados, às atuais, dotadas com elevada tecnologia e preços, conforme o modelo, mais acessíveis, os fabricantes desse equipamento passaram a oferecer muitas opções ao mercado. Hoje existem de aparelhos domésticos a sofisticados equipamentos voltados para uso profissional, capazes de produzir com perfeição peças com design complexo, coloridas, feitas em uma única operação com diferentes resinas plásticas ou em ligas metálicas.

    Para a indústria do plástico, tal evolução colabora muito com a agilidade do desenvolvimento de uma peça. Contar em poucas horas, a partir de um desenho feito em computador, com protótipo com formato idêntico ao idealizado pelos projetistas facilita muito todo o processo. Antes da impressão 3D, a fabricação de protótipos exigia uma série de operações. Tal produção, conforme o caso, computado o tempo de pesquisa junto aos fornecedores e execução do serviço, levava muitas vezes mais de um mês.

    Hoje, para as empresas que possuem as impressoras, a agilidade é enorme, os protótipos podem ficar prontos em apenas algumas horas. Para as que não as possuem, a contratação de serviços de impressão oferecidos por terceiros é opção também bastante interessante. Em alguns casos, ainda são utilizados outros métodos que não a manufatura aditiva. Com a evolução da tecnologia, no entanto, eles tendem a ficar cada vez mais raros.

    Plástico Moderno, Coletores de exaustão ocos (acima) e peças móveis (abaixo) não representam problemas para a técnica

    Coletores de exaustão ocos (acima) e peças móveis (abaixo) não representam problemas para a técnica

    As vantagens de contar com protótipos de qualidade variam de acordo com o objetivo do usuário. Para os transformadores ligados ao universo das peças técnicas, a possibilidade de testar encaixes, de conferir a resistência mecânica ou térmica de regiões da peça e avaliar pequenas alterações de design para facilitar a usinagem das cavidades dos moldes são fatores capazes de evitar retrabalhos das ferramentas, causadores de perda de tempo e dinheiro. Para quem está criando, desenvolvendo um objeto inédito, como uma utilidade doméstica ou uma embalagem, por exemplo, o protótipo permite ao designer avaliar seu projeto em mãos, visualizá-lo, ter a percepção exata se sua ideia é mesmo a melhor solução.

    Sem falar que a técnica permite a impressão de peças finais, quando o transformador necessita de lotes pequenos ou itens com designs customizados. Nesse tipo de aplicação, há grande potencial no futuro para a produção de próteses. Hoje, para esse segmento, a técnica é bastante utilizada para a manufatura de protótipos. As próteses finais usadas pelos médicos precisam ser feitas em materiais aprovados pelos órgãos de saúde. Quando as impressoras conseguirem trabalhar com os materiais adequados, tal mercado deve crescer de forma significativa. Um exemplo: qual o tamanho do mercado de produção de próteses dentárias, caso as máquinas consigam chegar ao produto final satisfazendo todas as exigências dos dentistas?

    As possibilidades não param por aí. É possível imprimir, com resinas especiais, cavidades de molde de injeção. A partir dessas cavidades, podem ser injetados lotes pequenos de peças nas próprias injetoras. São os casos, por exemplo, da produção de itens utilizados em reduzidas séries de produtos premium. Esse artifício também permite testar na prática o funcionamento do projeto das cavidades de moldes complexos e/ou para grandes produções. Ajuda as ferramentarias a corrigir eventuais imperfeições ou retrabalhos da cavidade antes dela ser usinada em aço.

    Mercado – No Brasil, a procura pelas impressoras 3D acompanhou a evolução mundial até 2014, vinha crescendo em torno de 30% ao ano. De 2015 para cá houve pequena retração causada pela crise política e econômica. A redução proporcionada pelas dificuldades enfrentadas pelo país não impede o otimismo dos fornecedores do equipamento com o grande potencial desse mercado.

    Por proporcionarem rápido retorno econômico, essas máquinas continuam sendo alvo dos investimentos de transformadores e ferramentarias, em especial junto às empresas de maior porte. A procura por máquinas para prestadores de serviços também tende a se desenvolver. Pequenos transformadores e ferramentarias são potenciais clientes de quem investe na montagem desses bureaux.


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