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8 de outubro de 2012

Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Empresa de Mauá produz embalagem para linha premium – Foto: Cuca Jorge
    Texto: José Paulo Sant’Anna – Fotos: Cuca Jorge, exceto *divulgação

    Não existem números oficiais. Participantes do mercado brasileiro, no entanto, calculam crescimento em torno de 8% ao ano do uso da tecnologia in mold labeling (IML), processo de decoração direta no molde. O potencial de evolução é otimista, na opinião de transformadores e fornecedores de equipamentos e moldes envolvidos com o assunto. Existem bons motivos para isso. Um deles é o sucesso feito pela técnica no exterior, onde é empregada há anos por multinacionais de grande porte na confecção das embalagens de seus produtos.

    A tendência ganha força por aqui. Empresas de renome do setor de produtos alimentícios já puxam a fila. Também merece destaque o segmento de produtos de higiene e limpeza. Outros filões fazem encomendas, caso dos fabricantes de tintas, que no Brasil começam a substituir as embalagens de metal por baldes de plástico. O setor de móveis também se encontra entre os usuários da tecnologia. São os casos dos produtores de mesas e cadeiras injetadas com os logotipos de marcas de bebidas, usadas com frequência em bares e restaurantes.

    No caso das embalagens, uma característica do mercado chama a atenção. Quase todas são destinadas a produtos sofisticados, nos quais fica mais fácil diluir o custo mais “salgado” da tecnologia. No caso de produtos populares, de grande tiragem, muito disputados pelo consumidor, alguns centavos a mais podem dificultar a adoção dos potes já decorados.

    A logística da produção também atrapalha. Uma fabricante de sorvetes de grande porte, por exemplo, precisa manter um elevado estoque de embalagens dos diversos sabores. É mais fácil organizar as linhas de produção injetando potes comuns e armazenando apenas os rótulos.

    *Divulgação – Empresa aposta nos rótulos para agregar valor à embalagem

    A maior barreira, a do custo superior ao das embalagens convencionais, dificulta muito, mas há um alento: o aumento da escala de produção promete minimizar o problema em médio prazo. A transposição de outro obstáculo, o da qualidade duvidosa dos rótulos fornecidos no país, está em curso. Conforme a opinião insuspeita dos usuários, as gráficas nacionais estão investindo na aquisição de equipamentos e hoje prestam serviços muito melhores do que há três anos.

    A expressão in mold labeling pode ser traduzida para o português como “rotulando no molde”. A operação ocorre durante o ciclo de injeção. Enquanto a injetora abre, as garras dos robôs pegam os rótulos com a ajuda de ventosas e os levam para as cavidades do molde, onde são fixados por meio de descarga elétrica – em torno de 15 mil a 20 mil volts – ou de sistema de vácuo, presente na ferramenta. Hoje, as descargas elétricas são mais usadas, mas, conforme a característica da peça, o vácuo pode ser a técnica escolhida. O ciclo prossegue. A resina é injetada e incorpora o rótulo. A peça é retirada já decorada e pronta para ser usada.

    Os profissionais do ramo não cansam de exaltar as vantagens do IML. Quando injetada, a peça não precisa ser submetida a operações posteriores para ser decorada. São descartadas ações como colagem de etiquetas, colocação de cintas de papelão ou gravações feitas em serigrafia. A qualidade de impressão obtida é superior à dos outros métodos.

    No caso das embalagens, há a valorização do produto, que ganha destaque nas gôndolas dos pontos de vendas. Um atributo para lá de importante em tempos de elevada competição entre marcas. Ainda no campo do marketing, outro atrativo. É comum o reaproveitamento de determinadas embalagens, caso dos potes de sorvetes. Como os rótulos estampados permanecem impressos, trazem sempre a lembrança da marca na cabeça dos consumidores.

    O número de transformadores aptos a produzir peças com a tecnologia tem crescido nos últimos anos. Boa notícia para a indústria fornecedora de produtos para o IML. A começar pelos fabricantes de máquinas. As injetoras utilizadas têm como característica muito importante contar com controles compatíveis para dialogar com precisão com os demais sistemas de automação presentes na operação. Participam desse mercado os importadores de modelos sofisticados, empresas como Wittmann Battenfeld, Sumitomo Demag, BMB e Milacron, entre outras.

    Podem ser usados robôs cartesianos, comuns na indústria do plástico. Entre os fornecedores do equipamento se encontra a única fabricante nacional, a Dal Maschio, e importadoras. Quando a linha de produção exige alta produtividade e ciclos rápidos, os robôs chamados de laterais se tornam imprescindíveis. Somente importados participam desse nicho, casos das marcas Imdecol, Marbach e Beck, entre outros. Também podem ser aproveitados e são importados os robôs de seis eixos, como os fabricados pela Fanuc.

    O BOPP é o material mais empregado na confecção dos filmes utilizados na produção dos rótulos, em alguns casos também feitos de polipropileno. A Vitopel é a única fabricante nacional desses filmes. Várias gráficas providenciam o corte e a gravação dos rótulos, entre elas a catarinense Baumgarten e a paulista Rami.

     


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