Máquinas e Equipamentos

16 de fevereiro de 2016

Periféricos: Redução de custos e ganhos de eficiência mantêm firmes as vendas de equipamentos

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página
    Plástico Moderno, Sistema Dolphin de alimentação automática é novidade da Moretto

    Sistema Dolphin de alimentação automática é novidade da Moretto

    Não há como negar. Os ventos soprados pela economia não se encontram em momentos muito alvissareiros. Por outro lado, em um mercado competitivo como o atual, contar com linhas de produção capazes de proporcionar boa rentabilidade virou aspecto vital para a indústria. Nesse cenário, os transformadores de plástico vivem um dilema. Investir ou não investir, eis a questão.

    Para os fornecedores de periféricos usados na indústria do plástico, a resposta para essa pergunta é clara. A automação e melhoria do processo produtivo resultam em ganho de eficiência, condição para lá de desejável em tempos de vacas magras. Investir é preciso. O argumento é muito bom, mas em épocas de crise, os clientes nem sempre se convencem.

    Cada caso é um caso. Depende das condições das empresas interessadas, do perfil do mercado atendido pelos compradores e de outras variáveis. Um lembrete é necessário. O mercado de periféricos é bastante pulverizado e abrange fabricantes de vários tipos de produtos, usados em todos os processos de transformação. Entre eles, moinhos, alimentadores, itens para estocagem e transporte, chillers, termorreguladores, dosadores, aglutinadores, entre outros.

    É difícil generalizar o desempenho do setor como um todo, em cada nicho de mercado a demanda pode estar mais ou menos aquecida. A análise do mercado fica ainda mais difícil com a falta de estatísticas confiáveis. De qualquer forma, a sensação é de que as empresas do ramo vivem dias difíceis, mas, dada a sua importância, sofrem um pouco menos do que outros representantes da indústria de base.

    Plástico Moderno, Ebel: cresce a demanda por sistemas automatizados

    Ebel: cresce a demanda por sistemas automatizados

    Crise, pero no mucho – “Estamos repetindo o desempenho do ano passado. Salvo a indústria de autopeças, todas as demais ainda têm investido na melhora dos processos e diminuição de custos”, informa José Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip, empresa nacional há mais de 35 anos no mercado. Ela oferece equipamentos para alimentação, armazenagem, desumidificação, dosagem e secagem de matérias-primas. O resultado de 2015 interrompe o desempenho bastante positivo dos últimos tempos. “Tem sido crescente e quase obrigatória a utilização da automação de alimentação, dosagem e secagem no processamento de plásticos. A demanda estava crescendo 30 % ao ano”.

    A retração é atribuída ao momento político e econômico conturbado. No caso da Plast-Equip, existem atenuantes. A principal está no perfil dos equipamentos fabricados. “Eles propiciam diminuição dos custos de produção, matéria-prima e mão de obra, reduzem o desperdício e aumentam a qualidade e a produtividade”. Assim, mesmo sem demanda por aumento de produção, o transformador pode melhorar sua margem de lucro. “O fator ‘câmbio’ também está ajudando as empresas instaladas no Brasil a sofrer menos”.

    Plástico Moderno, Dosador gravimétrico oferece precisão elevada, da Plast-Equip

    Dosador gravimétrico oferece precisão elevada, da Plast-Equip

    Por isso, para Ebel, as vendas caíram com menos intensidade do que as das máquinas básicas de transformação do plástico, como injetoras, sopradoras e extrusoras. O diretor se mostra confiante em relação ao futuro. “Passado o momento político econômico atual, espera-se uma aceleração dos investimentos com a concretização dos projetos represados”. Com tal pensamento, tem aconselhado os clientes. “Quem investir agora, aproveitará melhor a retomada que virá com certeza”.

    O carro chefe da Plast-Equip são as vendas de unidades combinadas de estocagem (silos, big bags, etc), transporte (alimentação individual e central) e dosagem (dosadores gravimétricos ou volumétricos). “Os secadores e desumidificadores têm presença obrigatória na transformação de plásticos de engenharia”, ressalta.

    A novidade mais recente da empresa ocorreu no segmento de dosagem gravimétrica (por peso) com unidades de mil e 2,5 mil kg/h de capacidade, para uso individual ou para servir de central de dosagem. “Também foram adicionados equipamentos com a capacidade de preparar automaticamente, com precisão, lotes pré-definidos de blendas com componentes granulados”. Em breve devem ser lançadas linhas de dosagem com mais de seis componentes e desumidificadores com capacidades para menos de 10 kg/h e mais de 750 kg/h.


    Página 1 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *